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A vida em tempos de Covid.

Renato Erazo - Psicólogo

A Pandemia trouxe muitas mudanças. Conseguiremos nos adaptar e mudar também? Ou ficaremos estagnados? É importante refletirmos sobre todos os aspectos desta situação para reagirmos corretamente a eles.

45%

das pessoas – de um total de 21 mil entrevistados em 30 países - espera voltar à normalidade neste ano, e 41% acham que vai ser necessário mais tempo (Pesquisa IPSOS e Fórum Econômico Mundial).

23%

da população experimentou sintomas de depressão durante a pandemia.

As mudanças são parte da nossa vida, mas 2020 foi um ano radical nesse sentido e em muitas áreas importantes da nossa vida. A saúde mudou, os salários mudaram, o estudo, as relações e muitas outras coisas mudaram. Mas, o importante é ter ferramentas certas e desenvolver as habilidades para nos adaptarmos a estas mudanças, pois elas continuarão de uma forma que não podemos imaginar ainda. Como manter a paz e harmonia em todas as áreas da nossa vida? Vamos falar sobre isso.

Embora algumas coisas não tenham sido favoráveis, é vital olhar as coisas também pelo lado positivo, tentando tirar o melhor proveito das situações negativas que estão acontecendo.

No início de 2020 começaram os primeiros efeitos da Pandemia do Covid-19. Não esperávamos que durasse tanto, e que se tornasse algo permanente em nossas vidas. Agora, passado o impacto inicial, muitos já se adaptaram ao “novo normal”.  Alguns completamente, outros em parte, com tropeços ou dificuldades, mas continuamos aprendendo a fazer diferente e a fazer melhor.

Para muitos, a vida deu uma guinada de 180 graus. Pessoas perderam empregos, empresas faliram, muitos perderam familiares e amigos, as pessoas que amamos estão mais longe e não podemos visitá-las, crianças e adolescentes desesperados com suas aulas online e trancados em casa, pais desesperados e impacientes por não saber o que fazer com os filhos, adultos com mais trabalho do que antes, em horários muito flexíveis, fazendo com que trabalhem até tarde.

Há uma infinidade de coisas negativas que poderíamos citar e você já conhece. Mas, embora algumas coisas não tenham sido favoráveis, é vital olhar as coisas também pelo lado positivo, tentando tirar o melhor proveito das situações negativas que estão acontecendo. O que devemos fazer são pequenas mudanças em nossos comportamentos e atitudes para poder ver as coisas de forma diferente.

Crises em meio à Covid

As mudanças pelas quais temos passado não têm sido fáceis porque nos fizeram sair da nossa zona de conforto, do que pensamos ser normal. E isso é o que gera uma crise. As crises nos deixam confusos e sem saber o que fazer. Desde o primeiro dia desta “crise” do Covid, muitas mudanças ocorreram de diferentes formas em diferentes países. O estresse e a ansiedade são respostas comuns nestes casos, entre muitas outras. O que acontece é que estamos tão acostumados a viver o nosso dia a dia, que a menor irregularidade gera em nós essa reação natural.

Depois de alguns meses de confinamento e isolamento, já começamos a nos acostumar a ficar em casa. Conforme a Pandemia avançou, as regras mudaram e as portas se abriram novamente, para um outro “novo normal”. Saímos de casa com medo de sermos infectados, com dificuldades no transporte lotado, com aulas híbridas para as escolas, e tudo isso cria outra nova crise, ou micro-crise.

Em uma conferência há alguns anos, falando sobre crises na adolescência, alguém explicou que a palavra “crise” em japonês – Kiki – é composta pelos caracteres “perigo” e “oportunidade”. É porque em uma crise há “perigo”, mas também há oportunidade de crescer e melhorar. Embora possamos perceber a crise como um perigo, para os japoneses a crise significa que existem novas oportunidades de aprender e crescer.

Isso me faz pensar sobre o que aprendemos com essas coisas que aconteceram durante a Pandemia? Conseguimos ver as oportunidades? É claro que é difícil, porque muitas coisas nos causaram dor e dificuldade, mas a vida está nos dando a oportunidade de crescer e seguir em frente. O que talvez precisemos é mudar a nossa perspectiva em geral, ser criativos, pensar de forma diferente para desenvolver e avançar nessas oportunidades de crescimento em meio à crise.

Como mudar nossas relações sociais

Uma das mudanças mais radicais pelas quais estamos passando está nas relações sociais, onde o contato e a proximidade foram substituídos pelo isolamento. Para cuidar de nós mesmos, e dos outros, temos que nos distanciar e nos separar daqueles que amamos. A falta de contato físico e manifestações de afeto é algo difícil de suportar. Estamos muito habituados aos abraços, beijos e carinhos daqueles que amamos. Pessoas que, embora não vivam na nossa casa, amamos e demonstramos carinho de várias formas. Agora, de repente, não podemos mais vê-los pessoalmente, visitá-los ou estar por perto. Isso foi doloroso e frustrante, pois estamos tendo que reinventar algo básico em nossas vidas.

Muitos contatos tiveram que se tornar digitais. Tivemos que deixar de lado as grandes comemorações e festividades, deixar de visitar as casas dos outros por medo de contágio. Ter que mudar a forma de viver as relações sociais, sendo obrigados a nos comunicar através de uma máscara, não tem sido fácil. Esse é um desafio que nos deu a oportunidade de nos reinventarmos.

Estamos sendo obrigado a transformar as relações sociais e a reinventar as formas de demonstrar afeto. Por exemplo, tendo encontros virtuais onde abrimos sinceramente o nosso coração e expressamos o que realmente sentimos, falando com o coração, já que não podemos abraçar, mas nossas expressões verbais devem guiar nossas expressões de afeto.

Dizer que amamos aqueles que amamos e aproveitar o tempo com eles para que o relacionamento que temos seja fortalecido. Muitos amigos se viram mais durante este tempo de confinamento do que antes da Pandemia, aproveitando as videochamadas em grupo de algumas plataformas. Novos laços foram forjados e isso manteve a saúde mental em muitos casos.

A falta de relações sociais tem levado muitas pessoas a ficarem deprimidas e por isso é importante que, na medida do possível, estejamos ao lado delas, que tenhamos tempo para partilhar este afeto com elas, de forma segura, a salvo do contágio, mantendo a proximidade de que precisamos como seres humanos.

Estar à disposição do outro em suas necessidades afetivas é importante, assim como buscar ajuda para as nossas próprias necessidades. Conversar vai conectá-lo com outras pessoas e aliviar o estresse e a ansiedade que essas mudanças que estão ocorrendo a todo o momento podem produzir. Lembre-se de que você não precisa viver essas mudanças sozinho; você pode usar a tecnologia para se reconectar com amigos e familiares que amam você.

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Tecnologia como parte do todo

A tecnologia já vinha se tornando parte importante de nossas vidas, mas com a Pandemia, ela se tornou uma parte indispensável de nossa rotina. Agora, tudo é feito através de uma tela. Diversão, comunicação, pagamentos, compras, remédios, telemedicina, entre tantas outras coisas que se tornaram tecnológicas e foram virtualizadas. As tecnologias estão se tornando essenciais para o desenvolvimento da vida durante a pandemia.

O teletrabalho nos permite trabalhar a partir de casa, isto é uma medida alternativa. Estas tecnologias disponibilizam às empresas e organizações todo um conjunto de ferramentas que permitem organizar e partilhar trabalhos sem depender de locais físicos. Por exemplo, serviços de armazenamento na nuvem, videoconferências ou acesso remoto às mesmas funcionalidades disponíveis em nosso local de trabalho.

A tecnologia está aí para nos proteger e tornar a nossa vida mais fácil de muitas maneiras. Mas também nos estimulou demais e nos cativou, afastando-nos cada vez mais das atividades físicas. O hábito de “maratonar” séries de TV nos afastou da possibilidade de treinar e participar de uma maratona de verdade, em que nos exercitamos e melhoramos a saúde física, e perdemos, assim, a possibilidade de ser mais saudáveis. O exercício físico melhora a nossa saúde, fortalece o sistema imunológico e nos deixa felizes, assim como uma alimentação saudável; são formas de cuidar da saúde para que nos sintamos melhores.

Além de cuidar de nós mesmos, precisamos cuidar de nossos dados e informações, pois as atividades fraudulentas online, o roubo de identidade e os cartões de crédito, aumentaram muito e agora são um perigo mais latente. Para nos proteger, devemos cuidar com as páginas que acessamos e nas quais inserimos nossas informações pessoais.

As crianças também passam muito tempo nas telas, fazendo aulas online, assistindo filmes ou séries e jogando videogame. Tudo é pela tela, e isso limita as relações sociais e o contato com outras crianças. O uso excessivo de telas molda suas vidas e personagens, tornando-os menos pacientes e mais irritáveis, ​​com maiores problemas de atenção e traços de hiperatividade. Tudo isso também limita suas habilidades de se relacionar e o conhecimento emocional, e reduz suas habilidades de gerenciar as emoções.

É importante limitar o tempo que crianças e adolescentes passam conectados às tecnologias. Por causa do confinamento, suas atividades físicas estão reduzidas, e isso pode deixá-las mais irritadas. Metade da vida de uma criança é composta por brincadeiras e atividades físicas. O isolamento social causa um retrocesso em muitas áreas de desenvolvimento, que devemos nutrir e ajudar a desenvolver de outras formas. A nossa paciência deve estar preparada para eles, pois, neste momento, eles também não estão se divertindo. Já ouvi muitas crianças e pais reclamarem das aulas virtuais e de como são difíceis. Crianças frustradas, pais irritados, a solução está em tentar tornar esses momentos mais agradáveis para todos.

É fundamental saber que existem pessoas ao nosso redor, que nos amam e querem nos apoiar para transformar a nossa realidade, o nosso estado de espírito e as coisas que nos incomodam.

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Uma mudança de atitude

A atitude muda tudo, melhora as coisas por mais sombrias que elas pareçam. Mudando a nossa atitude podemos ver uma luz de esperança em nossas vidas. Tentamos buscar mais do que um “por quê?”, e passamos a pensar em “para quê?”, e isso nos leva a tentar aprender com essas situações difíceis.

Quando enxergamos através da dor e da dificuldade, quando não perdemos a esperança, a vida se ilumina e podemos viver de uma maneira melhor, nos adaptamos melhor às mudanças que precisamos fazer. É fundamental saber que existem pessoas ao nosso redor, que nos amam e querem nos apoiar para transformar a nossa realidade, o nosso estado de espírito e as coisas que nos incomodam.

Sei que muitos gostam de ser informados, mas às vezes nos enchemos de tantas notícias negativas que não nos permitimos ver as coisas com otimismo. É importante estarmos informados e sabermos das coisas que acontecem, mas não é bom exagerar nas notícias ruins. Procure distrair-se, procure ver outras notícias sobre outros temas também. Mantenha-se informado, mas não exagere na dose.

Procure adicionar humor, criatividade, diversão e, por que não, música às coisas que parecem muito difíceis. Por exemplo, revisar a lição de casa dos filhos ou aquela parte do trabalho que não conseguimos terminar. Ou fazer aquela revisão da matéria, como se fosse um jogo, com desafios, para poder aproveitar os momentos.

Se você tem uma tradição familiar que agora, por causa do distanciamento e das normas sociais, não pode fazer, pense em como isso pode ser feito de uma maneira diferente e criativa. A questão é que você pode e precisa se conectar com as pessoas que ama. Coragem! Você só tem que ir além do convencional e ser diferente! Deus nos deu uma mente criativa, porque ele é o dono da criatividade. Basta ver como o ser humano pode ser criativo.

Procure novos passatempos e atividades. Pinte, desenhe, aprenda a tocar um instrumento, faça jardinagem, pegue um livro ou qualquer coisa que possa ser criativa e diferente para você, que ajude a ocupar o tempo de forma produtiva e faça você se sentir pleno e cheio de vida.

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Mensagem para você

1 – Cada vez que há uma mudança ao meu redor, eu penso e reflito no que aconteceu e trato de entender a razão pela qual isso aconteceu.

2 – Me dou conta de quais coisas provocam as mudanças em mim, no meu trabalho e nas minhas relações.

3 – Eu posso me antecipar às situações de mudanças e consigo ver as possíveis consequências.

4 – Considero que sou alguém proativo e proponho mudanças quando acredito que há formas melhores de fazer alguma coisa.

5 – Acredito que as mudanças são uma oportunidade, um desafio, ao invés de ter medo delas.

6 – Posso renunciar às minhas atividades antigas para me envolver em atividades novas.

7 – Aceito e me adapto facilmente às mudanças que ocorrem no meu entorno pessoal.

8 – Avalio os prós e os contras das opções antes de tomar decisões.

9- Confio em mim, mesmo sabendo que nem sempre acerto.

Para responder o Quiz e necessário fazer Login ou Cadastrar-se

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Uma família que apoia e compreende

Você é uma pessoa prática que pertence a uma família que tende a buscar o equilíbrio e na qual se preocupam uns com os outros. Em geral, aproveitam o tempo para curtir sua companhia, mas sabem respeitar as próprias ideias e o espaço. Eles são exigentes e acham que sabem fazer as coisas melhor do que os outros. Uma grande qualidade que eles têm é uma alta escala de valores. A comunicação é uma das qualidades que sua família valoriza. Isso permite confiança, aceitação e o fortalecimento dos laços entre seus membros. Saber o que acontece dentro da casa favorece uma melhor canalização da ansiedade, diante de circunstâncias tão estranhas como a Pandemia. Saber que são apoiados e compreendidos um pelo outro fortalece a tolerância à frustração, a paciência e o senso de humor, muito necessários nesta situação atípica.

Família com espírito de grupo

Você é uma pessoa amorosa e dedicada, que espera muito dos outros; você geralmente mostra interesse no bem-estar das pessoas próximas a você, portanto, sempre mostra disposição para ajudar a fazer o que for necessário. Você pertence a uma família unida, profundamente enraizada, com um grande apego entre os membros. Eles têm espírito de grupo, ou seja, o que acontece com um membro, para melhor ou para pior, afeta todos os demais. Por isso, pode ser que a pandemia tenha despertado muita ansiedade e o instinto protetor. Sua família é unida e geralmente eles sabem o que acontece com cada um de seus membros, eles têm uma comunicação aberta e fluida. Embora a pandemia tenha alterado seu nível de estresse, eles fortaleceram seus laços, passaram a se conhecer melhor.

Você tem uma capacidade adequada para mudar

Sua capacidade de adaptação à mudança é adequada. Algumas das mudanças foram difíceis. Às vezes você pode ter sentido medo, mas você conseguiu superar e seguir em frente, agarrando-se à ajuda de outras pessoas ao seu redor e às ferramentas que você tem à mão para sair desses estados complicados nos quais está imerso.

Você se adapta pouco às mudanças

Este tempo tem sido muito difícil para você e cada uma das mudanças que você teve que fazer foi um sofrimento e uma dificuldade. Você deve buscar ajuda e tentar encontrar maneiras de ser mais flexível nas coisas que faz. Procure a ajuda de amigos ou familiares. Ou, procure um profissional de saúde que o ajude a se adaptar melhor às mudanças que está fazendo e ao que precisa fazer para ser melhor e viver uma vida plena. Não se pressione tanto; lembre que mudanças não são fáceis, mas com ajuda elas são menos difíceis.

E o que Mais?

As mudanças fazem parte do nosso dia a dia, principalmente agora que devemos nos adaptar a um “novo normal” e voltar a conviver com essas novas regras. O mais importante é que, apesar da dor, você sabe que Deus está com você e que o que está por aí é passageiro, é algo menor. O amor de Deus e a sua misericórdia não te deixam nunca. Tudo pode acontecer e tudo pode passar, mas Deus é para sempre.

“Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão.”.

Isaías 41.10

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