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Você sabe qual é a causa dos relacionamentos tóxicos?

Julissa Reynoso, Psicóloga e Conselheira Bíblica da Família

Quando iniciamos um relacionamento, a intenção de ambas as partes é gostar de conviver, compartilhar momentos, objetivos, fortalecer um vínculo afetivo e unir esforços que permitam o crescimento e o aperfeiçoamento de ambos. No entanto, às vezes, as coisas se desenvolvem de outra forma, porque o que acontece na vida adulta tem muito a ver com o que aconteceu nos primeiros anos de vida.

Muito do que somos, a forma como percebemos e interagimos com outra pessoa, foi aprendido quando éramos pequenos. As satisfações, as alegrias ou as feridas da infância vão esculpindo quem somos hoje.

Para compreender a nossa forma de socializar ou de estabelecer vínculos, vale rever o que dizem os pesquisadores da psicologia, principalmente na teoria que trata da origem dos moldes para as relações interpessoais.

A Teoria do Apego nos explica que a maneira como nos relacionamos é o resultado de uma experiência do início da vida, quando criamos vínculos com as primeiras pessoas que conhecemos logo após o nascimento. Nosso primeiro relacionamento vai tomando forma conforme o desenvolvimento psicológico que está tendo. Essa relação é chamada de “apego” - um vínculo afetivo intenso, duradouro, de natureza única, que se desenvolve e se consolida entre dois indivíduos, e que busca a proximidade em momentos de ameaça, e oferece segurança, conforto e proteção.

O apego é necessário no processo de amadurecimento. Por meio dele é possível se tornar um indivíduo seguro ou perceber a inclinação saudável para se socializar e estabelecer vínculos afetivos. Tudo depende da idade da pessoa, pois o comportamento esperado deve estar de acordo com a fase de seu desenvolvimento.

A dinâmica que se forma entre uma criança e seus pais ou cuidadores tem impacto decisivo na forma como irá se relacionar com os outros na sua vida adulta. É como fazer um molde no qual os vínculos futuros deverão encaixar.

O grau de segurança que a criança sente no seu primeiro ano de vida depende muito do que acontece ao seu redor, de quanto cuidado e proteção ela recebeu dos pais ou cuidadores, e como eles agiram para suprir as necessidades da criança, tanto físicas como emocionais. A consistência na forma como você interage com seu filho contribui para a formação de uma estrutura interna, um molde.

27% a 40%

A OMS - Organização Mundial da Saúde estima que entre 27% a 40% das mulheres entre 15 e 49 anos já sofreram alguma violência em seu relacionamento.

14 de 25

14 dos 25 países com maiores índices de feminicídio no mundo estão na região da América Latina e Caribe.

É preciso se relacionar.

Somos todos diferentes não só pelas características físicas que nos tornam únicos, mas também pela nossa forma de sentir, pensar e perceber o mundo que nos rodeia. E, ao mesmo tempo, somos simultaneamente iguais: todos queremos nos sentir valiosos, úteis, reconhecidos e importantes. Queremos fazer parte de um grupo, queremos nos sentir aceitos e amados.

E esse ponto que nos torna iguais, o desejo de nos sentirmos amados, nos leva a procurar, a nos interessar pelos outros, a tentar superar as diferenças e fazer o possível para receber mais afeto.

Precisamos nos relacionar porque esses laços nos tornam mais fortes, podemos aproveitar a vida e enfrentar desafios com mais chances de progredir, e é através dos outros que podemos nos descobrir e nos afirmar.

Ao iniciar um relacionamento, cada um de nós busca satisfazer algo que deseja. Os desejos são o eco das necessidades que temos. Há quem se satisfaça com um pouco de atenção, ou com a sensação de estar acompanhado, porque sua necessidade é evitar a solidão. Por outro lado, há aqueles que não se satisfazem com o que é o “mínimo necessário” para os outros. Querem tudo: tempo, espaço, corpo, devoção, dedicação total, sua fome social ou afetiva quer absorver tudo. Os dois tipos parecem ter um bom começo em um relacionamento, mas têm uma alta probabilidade de toxicidade, é apenas uma questão de tempo para ceder aos impulsos.

“O sentimento de insegurança predispõe os envolvidos a reagir de forma defensiva. As emoções são alteradas, gerando uma atitude defensiva ou ofensiva.”

Quem é o tóxico?

Em geral, alguém que agride, insulta, grita, controla e critica é considerado uma pessoa tóxica. E é verdade! Mas quem recebe todo esse abuso e se mantém na relação também tem um alto grau de toxicidade, só que direciona essa toxicidade a si mesmo.

Permanecer em um ambiente hostil com o único propósito de saciar seu desejo de companhia é um comportamento autodestrutivo. Mas uma baixa autoestima pode causar isso.

A pessoa com autoestima manipulada sofre de apego emocional tóxico, não se sente completa nem capaz de alcançar seus objetivos.

Acreditam que o outro é mais importante, desqualificam-se a si próprias e consideram que só as coisas da outra pessoa é que têm valor. Como resultado, acabam desprezando sua própria vida.

Por isso, é necessário que os envolvidos em um relacionamento se esforcem para administrar melhor suas emoções e reflitam sobre de onde vem seu “estilo” de se relacionar, para que possam focar em seus processos de melhoria.

Queremos te ouvir e te ajudar!

Temos pessoas capacitadas esperando para te atender. Você poderá trocar mensagens com nossos voluntários.

Recomendações

As sugestões que apresento a seguir podem ser uma ajuda para corrigir, prevenir ou restaurar um relacionamento, dependendo das necessidades particulares. Espero que sejam realmente úteis.

Avalie a situação e tome uma decisão.

Considere honestamente a situação em que você se encontra, responda a perguntas como: Você está feliz? Até que ponto você é responsável por tudo o que vocês têm? Como está a sua dignidade e a sua autoestima? E como a outra pessoa está? Depois de analisar a situação atual, você poderá decidir se deseja continuar, e poderá avaliar se o relacionamento é recuperável ou não. A restauração pode ser alcançada se houver uma soma de esforços, se ambos estiverem dispostos a encontrar novas formas de se relacionar e se comprometerem a fazer tudo em conjunto. Se sim, então existe a possibilidade de ficarem bem.

Peça ajuda profissional.

Seja para restabelecer o relacionamento ou sair dele, é sempre recomendável o acompanhamento profissional, pois a confusão mental e emocional causada pela convivência com hábitos afetivos tóxicos entre os envolvidos, bem como o confronto constante entre eles, fazem com que a saúde de ambos esteja sempre vulnerável.

Escute melhor e reinterprete.

Toda ideia ou sentimento tem uma origem que pode estar relacionada com as primeiras experiências de nossa vida. Às vezes, os sinais que percebemos da pessoa de quem gostamos têm uma mensagem completamente diferente daquela que interpretamos, mas é a predisposição ou suposição que ativa o estado defensivo.

Estar ciente disso pode ajudar a encontrar novas formas de comunicação, nas quais ouvir melhor e reinterpretar pode evitar muitas complicações. Qualquer ideia que limite a capacidade de alguém ou questione seu valor acabará sendo prejudicial.

Estabeleça limites.

Como reconhecer os limites? Se na dinâmica do casal, nas ações ou na conversa, há algo que seja uma violação da dignidade, do respeito ou da autoestima, então é necessário demonstrar o limite. Isso pode causar alguma frustração no início, mas depois o autocontrole irá se estabelecer mais facilmente.

Tenha um plano de ação estratégico.

A vulnerabilidade aumenta gradualmente em um relacionamento tóxico, e isso pode sair do controle. Por isso é fundamental ter uma série de alternativas para estas situações. Você pode começar mantendo o diálogo aberto e sincero, tentando fazer acordos com um objetivo comum. Pode recorrer ao aconselhamento ou ajuda especializada.

É importante ter alguns contatos que são ativados em casos mais extremos, para evitar que a coisa saia do controle. Este plano de ação deve ser compartilhado com pessoas próximas, conhecidos ou parentes. A recuperação da relação deve ser objetivo final do plano, é o ponto em que mais se deve investir tempo e esforços.

Perdoe.

Os erros que nossos pais cometeram não foram intencionais. Poucas pessoas conhecem o processo de desenvolvimento psicológico, e eles provavelmente passaram por situações parecidas com as suas. Muitos pais, mesmo fazendo o melhor que podem, não conseguirão evitar que seus filhos recebam alguma ferida emocional durante a infância. Por mais difícil que tenha sido a sua experiência, dar amor e carinho aos pais faz parte de um processo que pode ajudar você, pois oferece uma maneira diferente de ver e aceitar as pessoas que estiveram envolvidas em sua vida.

Se você perdoar seus pais, será muito mais fácil seguir em frente e perdoar a si mesmo pelo que fez em algum relacionamento, e perdoar os outros pelo que fizeram com você. Você poderá ver o mundo de outra forma, se conceder esse perdão sincera e completamente.

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Por outro lado, sugiro que você EVITE o seguinte:

 

Evite comportamento passivo-agressivo.

Evite usar ironia, indiretas e comentários ofensivos quando estiverem em um clima tenso e não quiserem falar sobre isso.

Evite culpar o parceiro ou outros pela crise emocional.

Às vezes as coisas tomam um rumo diferente do esperado. É quando a decepção ou a frustração podem nos levar a uma crise de mau-humor.

Evite dar presentes como forma de resolver um conflito.

Em qualquer relacionamento há crises e diferenças. O que diferencia um casal saudável de um com problemas é a forma como lidam com seus conflitos.

Evite o arquivo.

Evite manter um arquivo do que você faz corretamente e dos erros da outra pessoa. Às vezes fazemos isso com a intenção de usar como ataque ou para conseguir algo a nosso favor.

Evite a chantagem.

É fundamental aceitar que não podemos ter tudo e nem tudo pode ser do nosso jeito. Aceitar os limites pode ser libertador, e as alternativas se tornam mais visíveis quando nossos olhos se abrem para a verdade.

Evite o ciúme excessivo.

Se você não consegue controlar o ciúme, peça ajuda! O ciúme não tem nada a ver com amor. Ao contrário, fortalece os medos e o sentimento de solidão.

 

Para cada pergunta, marque a resposta que mais identifica a relação de vocês.

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Mensagem para você

1 – O ciúme causa discussões.

2 – O ciúme causa discussões.

3 – Os dois competem entre si.

4 – Alguém faz drama no relacionamento.

5 – Os dois deixaram de ver seus amigos.

6 – Há discussões frequentes entre os dois.

7 – Durante uma discussão há gritos ou insultos.

8 – Há chantagem na relação.

9- Deixaram de fazer coisas para agradar a outra pessoa.

10- Terminaram a relação várias vezes..

Para responder o Quiz e necessário fazer Login ou Cadastrar-se

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A relação está prejudicando vocês

A relação está prejudicando vocês Seu relacionamento é tóxico e você sabe disso. Vocês estão se machucando e, talvez, vocês não sejam felizes. Um dos dois, ou ambos, estão absorvendo um ao outro. Parece que são muito próximos, mas na realidade precisam trabalhar muito a confiança, a segurança e o respeito. O amor entre duas pessoas deve ser cultivado, a conexão é alcançada como resultado do cuidado mútuo sem imposição. A restauração é possível a partir da verdade, conforme vocês forem reconhecendo que há coisas em excesso e coisas que estão faltando. É possível melhorar se ambos estiverem dispostos a fazê-lo, e se for o caso, que estejam dispostos a buscar ajuda.

Uma relação forte e equilibrada

Uma relação forte e equilibrada Você tem um relacionamento equilibrado. Com base no grau de confiança que existe entre os dois, você desfruta de um relacionamento saudável. Continue a mostrar seu amor a partir do respeito que você tem por si mesmo. Sem dúvida, você alcançará um vínculo seguro e importante. Se as suas prioridades forem condizentes com os seus valores e com o melhor dos seus sentimentos, sem dúvida, vocês poderão ser um casal abençoado. Certifique-se de que a sua comunicação permaneça dinâmica, inclusiva, espontânea e empática. Nem sempre vivemos num mar de rosas, mas para um relacionamento forte todo desafio é uma oportunidade de crescimento.

Não se acostume com as coisas que poderiam estar melhores

Não se acostume com as coisas que poderiam estar melhores O relacionamento que você tem está adquirindo nuances tóxicas, e nem sempre você percebe. É possível que a comunicação não esteja sendo clara e profunda o suficiente, e vocês podem estar se acostumando com certas coisas que poderiam melhorar entre os dois, mas não melhoram porque são negligenciadas e consideradas "normais". Talvez a prioridade seja se divertir ou não dar tanta importância aos conflitos, mas vocês acabam ignorando seus sentimentos profundos. Há um potencial para ter um bom relacionamento. Vocês só precisam que ambos queiram melhorar a situação. Comece aceitando algumas verdades.

E o que Mais?

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, tivemos emoções mal administradas e comportamentos tóxicos, e já magoamos alguém ou criamos uma situação difícil. Independentemente da idade, todos cometemos erros com nosso parceiro, com amigos, familiares ou colegas de trabalho.

Os medos, insatisfações, decepções, preocupações e outras tempestades emocionais que nos assediam, chegam a ofuscar nossa realidade, e todos acabamos tropeçando. No entanto, percebendo nossa fragilidade podemos trabalhar para impedir seu crescimento.

As relações tóxicas podem se formar entre duas pessoas psicologicamente saudáveis ​​que, como todos os outros, têm que lidar com os erros e acertos, mas que permitem que as emoções saiam do controle e se fragilizem, tornando a sua união muito vulnerável. Com o tempo, hábitos não saudáveis acabam sendo adquiridos.

Aqueles que têm situações pessoais não resolvidas estarão ainda mais vulneráveis ​​a fazer parte de um ambiente psicologicamente tóxico, que eles mesmos formarão inconscientemente. Porém, podem recomeçar a partir da verdade, a partir de uma consciência tranquila. Com um objetivo saudável e um esforço constante, é possível um recomeço pleno.

“Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros.”.

João 13.34 (NTLH).

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