Um dia vamos morrer

05/11/2021

Por Elton Fischer – Capelão Universitário em Carazinho\RS – Brasil.

A frase acima faz parte de um quadrinho do Snoopy. Snoopy e Charlie Brown estão sentados à beira de um lago, refletindo sobre a brevidade da vida. Então Charlie Brown diz ao Snoopy: “Algum dia todos nós vamos morrer, Snoopy”. Ao que Snoopy retruca: “Verdade, mas todos os outros dias não”.

Estamos iniciando um mês no qual refletimos sobre a questão da morte, a brevidade da vida, da perda de entes queridos, de lembranças e memórias que calaram dentro de nós quando alguém que amamos partiu. A mortalidade é um fato. A própria Bíblia afirma: “Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12.7)

Entretanto, o fato de que iremos morrer não deve ser uma justificativa para desperdiçarmos nossa vida com ódio, rancor, mágoas, tristezas, intolerâncias ou egoísmo. Pelo contrário, saber que um dia vamos morrer, nada mais é do que o encerrar de um ciclo natural e biológico. Mas, e esse MAS faz toda a diferença, temos todos os outros dias para viver e celebrar, ainda mais, quando pela fé, sabemos que não estamos sós.

A esperança de cada amanhecer deve fazer com que descansemos nas mãos do Pai sabendo que se acordarmos ele estará conosco e se não acordarmos nós estaremos junto a ele.

A ideia de tempo possui diferentes dimensões para cada um de nós conforme as fases de nossa vida. Contudo, independente de quanto tempo ainda tivermos, a passagem da morte não deve ser um impeditivo para vivermos uma vida plena com alegrias, erros e acertos, derrotas e vitórias, mas, com esperança.

Se você, assim como eu, já perdeu alguém que ama, procure guardar dentro de si lembranças positivas e conselhos que possam te acompanhar ao longo de tua jornada. Temos a graça de ainda estarmos aqui. Que possamos praticar a alteridade e o amor ao próximo, pois estamos vivos. E quando partirmos, que nossa esperança esteja nas palavras do próprio Mestre: “Porque eu vivo, vocês também viverão” (João 14.19).

Conheça nosso conteúdo sobre “Posso superar uma perda”.

Como anda o seu “Mundo Interior”?

26/10/2021

Por Thiago Heine – Psicólogo em Balneário Camboriú – Brasil.

Você já ouviu falar sobre “sintomas somáticos”?

Sabe quando você está sentindo uma dor sem motivo aparente? Ou uma alergia pelo corpo há alguns dias? Ou, até, sintomas mais significativos como gastrite, esofagite e outros similares? Pois é, essas situações podem ser de origem psicossomática.

Mas, o que seria  isso?

É quando o corpo expressa o que nós não conseguimos de forma consciente. Os sintomas são físicos, mas a origem é emocional.

 

Vamos a alguns exemplos dos sintomas mais comuns:

  • – Dores no corpo sem causa aparente
  • – Gastrite
  • – Alteração no estado emocional
  • – Ganho de peso
  • – Problemas cardiorrespiratórios
  • – Alergias
  • – Dores de cabeça

 

O que podemos fazer quanto a isso?

  • – Converse e divida o que te aflige
  • – Respeite os seus limites
  • – Reflita sobre o atual momento de sua vida
  • – Faça exercícios e mantenha uma boa alimentação
  • – Evite agir por impulso, isso poderá trazer mais arrependimento ou culpa
  • – Exercite o autocuidado e o autoconhecimento

 

Costumo sempre pensar que temos a parte física e a psicológica juntas. Ou seja, aqui falamos de sintomas mais relacionados à segunda parte, mas não deixe também de procurar médicos quanto a sua saúde física, caso seja necessário. O apoio destes profissionais te dará um suporte ainda melhor.

E, caso as dicas acima não sejam suficientes, não se envergonhe de buscar ajuda profissional. Procure um psicólogo. Estes sintomas físicos, que geram desconfortos e que nem sempre têm ligação clara com alguma disfunção física no organismo, podem dizer muito sobre o nosso mundo interior.

Conheça nosso conteúdo sobre “Enfrentando as Enfermidades”

 

Surpresa!!

08/10/2021

Por Neftalí García, pastor na Cidade do México

Existem surpresas que mudam a nossa vida. Normalmente, nos alegramos quando essas surpresas são algo positivo. Por exemplo: um presente, um prêmio, uma gravidez com a qual sonhávamos, etc. Quando ouvimos notícias boas assim, ficamos emocionados, e até algumas lágrimas podem surgir.

Mas nem todas as surpresas são positivas. Às vezes, recebemos notícias dolorosas para as quais não estamos preparados. E, afinal, quem está preparado para más notícias? Costumamos viver o nosso dia a dia sempre pensando que as coisas vão acontecer conforme o planejado.

Uma das surpresas mais desagradáveis ​​ou dolorosas que podemos receber é descobrir que temos uma doença crônica ou terminal. Ao ouvir esse tipo de notícia, nosso mundo e tudo que planejamos pode desmoronar.

Muitas vezes tendemos a nos culpar, sentir medo, desespero ou podemos cair na negação, pois acreditamos que nossa vida está totalmente em nossas mãos, acreditamos que temos controle sobre todas as coisas. Então, diagnósticos repentinos nos mostram que não é bem assim, que não podemos ter controle completo sobre tudo, nem mesmo sobre nossa vida ou nosso corpo.

É nessas horas que temos a oportunidade de refletir e agradecer pelo tanto que fomos abençoados, pelo tempo que desfrutamos de boa saúde e pelas alegrias que são compartilhadas com a família e com aqueles que amamos, e por tudo de belo que existe ao nosso redor. Enfrentar uma doença crônica ou terminal é menos difícil quando somos gratos.

Lembremo-nos de que Deus é quem sustenta toda a nossa vida, mesmo nos momentos difíceis. Ele não só está presente quando as surpresas são positivas, mas nos acompanha em todos os momentos, especialmente quando as coisas se complicam e saem do nosso controle. Deus sempre está  no controle de tudo! Ele nos ama e nos dá inúmeras bênçãos, como nossa família, nossos amigos e pessoas queridas para nos apoiar e fortalecer nos momentos difíceis.

Deus nos diz: “se você me chamar, eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece” (Jeremias 33.3).

Se você está passando por momentos difíceis por causa de uma surpresa desagradável, não se desespere. Deus está no controle de tudo, ele sofreu por você, carregou todas as suas dores na cruz, conhece as suas necessidades e promete estar ao seu lado mesmo quando o futuro parece sombrio.

Conheça nosso conteúdo sobre “Câncer: sentença ou oportunidade?”

 

Estou escrevendo para você, querido jovem…

30/09/2021

Por Victoria Aviles, Cidade do México

Quando me pediram para escrever para os jovens, fiquei entusiasmada. Logo de início, me senti um pouco nostálgica, e devo confessar que, de repente, já não me senti tão jovem. Mas, comecei a escrever, e então pude sentir que meu coração e minha alma se alegraram, e então entendi que juventude é algo muito além de um número, de uma idade.

Quando falamos dos jovens, podemos pensar em todas as mudanças pelas quais passaram ao longo dos anos. Muitas pessoas comentam como são diferentes, agora, em termos de ideias, educação, costumes, crenças, etc. 

Mas, hoje eu gostaria de escrever sobre os jovens que não desistem, apesar das adversidades que a pandemia nos trouxe, aqueles jovens que trabalham dia a dia para construir os seus sonhos, que estudam apesar do cansaço ou das dificuldades, que almejam um mundo diferente e com mais oportunidades, que têm empatia, que amam, que têm fé e falam dela sem medo.

Através de seu falar e agir, estes jovens se tornam testemunhas vivas de amor e de fé, e são esses jovens que nos motivam a continuar sonhando. Por falar nisso, lembrei-me de uma bela passagem bíblica: “Filho, não esqueça os meus ensinamentos; lembre sempre dos meus conselhos. Os meus ensinamentos lhe darão uma vida longa e cheia de sucesso. Não abandone a lealdade e a fidelidade; guarde-as sempre bem-gravadas no coração” (Provérbios 3.3). Estas lindas palavras recordam-nos que, mesmo nas situações difíceis, temos esperança e um amor inesgotável em Cristo Jesus.

É por isso que eu me atrevo, hoje, a encorajar você a compartilhar os seus planos, a não abandonar os seus sonhos e desejos, a concluir os seus projetos. Continue sendo aquele amigo leal. Continue a acreditar no amor, a cuidar dos animais e do meio ambiente, a buscar novas oportunidades, a mandar seu currículo para outro emprego, a abraçar, confiar, rir, se amar, se curar de tudo o que te machuca, para poder contemplar a arte, para curtir a vida, o calor, a chuva, tudo o que te faz feliz, que te acalma, que te anima, te inspira e te motiva a mostrar amor.

Mas, principalmente, guarde tudo isso no coração e aproveite a juventude, a vida adulta, a vida toda. Ser jovem não é apenas uma questão de idade; é viver e sentir tudo com emoções à flor da pele.

Não abandone o amor e a verdade. Viva uma vida digna, compartilhada com amigos que têm sonhos e valores semelhantes. Seja verdadeiro com o que você acredita. Honre os seus pais, cuide dos seus caminhos e, acima de tudo, deixe Deus fazer parte da sua história.

Conheça nosso conteúdo sobre: “Tengo pensamientos suicidas – o que faço?”

Suicídio ao final da vida

21/09/2021

Por Julissa Reynoso Díaz , Psicóloga especializada em aconselhamento bíblico familiar no México

Pode ter sido seu avô, pode ter sido seu pai, ou um tio, ou um irmão. Ele decidiu ir embora para sempre, e você não pode fazer mais nada por ele. Quantas vezes você já cruzou o caminho dele, ele parecia tão normal. Talvez se sentisse só, ou triste; talvez estivesse doente e não quisesse mais sofrer; talvez tivesse problemas financeiros muito sérios; podem ter lhe dado más notícias, tão ruins que ele não resistiu… sim, parecia tão normal.

É inevitável se perguntar se você poderia ter feito alguma coisa. Talvez, se tivesse conversado com ele quando ele te cumprimentou com um olhar ansioso, ou se você jogado xadrez aquele dia em que o tabuleiro estava pronto, esperando por alguém que não veio. Se você o tivesse convidado para um café ou para caminhar até o parque. Agora não há nada que se possa fazer, e não há como não sentir-se mal, quase culpado em meio à sua perplexidade.

Algo que pouca gente sabe é que, ao contrário dos jovens, os idosos apresentam um maior número de fatores que os leva ao suicídio. Eles dão menos sinais de suas intenções. As tentativas de automutilação são raras, mas seus métodos são mais letais e eles tendem a premeditar cuidadosamente seus atos. Às vezes, eles apenas decidem se deixar morrer (suicídio passivo).

O comportamento suicida pode ser entendido como o próprio ato de acabar com a vida, ou de atentar contra ela sem realmente querer atingir esse objetivo. Nas entrelinhas está o desejo de chamar a atenção e mudar a situação. Isso é conhecido como parassuicídio.

Em geral, presume-se que a depressão e a solidão são o que leva uma pessoa idosa a se matar. O que é desconcertante é que pessoas de outras idades sabem que um idoso precisa ser ouvido, que se sente só e triste, que pode estar doente e afastado dos parentes.

Na lista de fatores que levam a uma decisão tão radical e fatal como o suicídio estão: doenças físicas, degenerativas, incapacitantes, terminais e dolorosas, perda de entes queridos, falta de estabilidade financeira ou de trabalho, vícios insuperáveis, doenças mentais como bipolaridade, esquizofrenia, Parkinson, sensação de tédio, desolação e sentimentos de culpa. Mas, depressão e solidão são as principais causas.

Subestimar o estado emocional do idoso, porque parece algo comum devido à sua idade, é um sinal de que a nossa percepção com relação às pessoas que nos cercam está endurecida e não estamos cuidando daqueles com quem sempre convivemos. É como se uma chuva forte estivesse caindo em nosso bairro e estivéssemos olhando pela janela observando os estragos sem nos preocuparmos com isso. É preciso despertar a nossa sensibilidade e prestar mais atenção ao nosso ambiente familiar.

O que fazer? Como diz o apóstolo Paulo, na Bíblia: “Que tudo o que vocês fizerem seja feito com amor” (1Co 16.14).

Sejamos jardineiros da vida. Cultivemos e mostremos o amor fraterno à nossa volta, não só com os nossos entes queridos, mas com aqueles que estão ao nosso alcance. Isso nos revigora plenamente, porque beneficia quem recebe e quem dá. O melhor de tudo é que quando se desperta a sensibilidade do coração humano para o amor, o ser humano ganha sentido, a vida ganha sentido, especialmente para quem já viveu a maior parte dela.

Conheça nosso conteúdo sobre: “Perdi alguém por causa do suicídio – o que faço?”

Como estão suas metas para 2021?

28/08/2021

Por Neftalí García, pastor na Cidade do México

Como de costume, iniciamos 2021 fazendo muitos planos. Bem, talvez nem tantos assim, devido às incertezas pelas quais estamos passando. Pessoalmente, eu não tinha tantas expectativas como nos anos anteriores, devido à situação global que abalou a todos. A forma de trabalhar e de viver mudou muito ultimamente.

É normal definirmos algumas metas no início de um novo ano, como viajar ou conhecer novos lugares, mudar alguns hábitos, e por aí vai. Associamos o começo de um ano com novas oportunidades. E nós sabíamos que esse ano seria diferente, pois nossos planos iam depender do que a pandemia nos permitisse fazer. Mesmo assim, começamos o ano tentando ser mais positivos em algumas coisas, com a ideia de mudar hábitos, melhorar a alimentação, ler mais, fazer exercícios físicos.

Já passamos da metade do ano. E como você está indo com as suas metas? Conseguiu conquistar seus objetivos? Talvez você esteja frustrado pensando que não foi capaz de concluir ou continuar alguns planos. Ou, talvez, ao longo do ano você foi forçado a mudá-los. Você pode estar pensando que é tarde demais para retomar suas metas ou mudar hábitos. Talvez nem tenha a mesma motivação que tinha quando este ano começou, não é verdade?

Ainda restam alguns meses para repensar como queremos terminar este ano, e com certeza você quer que seja diferente do ano passado. Todos nós sonhamos com o fim da pandemia e a volta da velha normalidade. Porém, isso pode não acontecer e seremos obrigados a nos acostumarmos com a nova normalidade. O importante aqui é tentar ser uma pessoa melhor a cada dia, e eu tenho uma boa notícia: existe uma maneira de conseguir isso. Deus quer que sejamos pessoas melhores. Ele nos ensina, na Bíblia, a mudar nossos maus hábitos diários, dando-nos forças para isso. Basta confiar nele e colocá-lo em primeiro lugar em todos os objetivos que queremos alcançar.

Não sabemos o que esperar neste resto de ano que ainda temos pela frente. Não sabemos se as coisas no mundo vão melhorar ou não. Mas podemos ter certeza de que Deus continuará o mesmo, apesar de todas as dificuldades que temos que enfrentar.

Portanto, não tenha medo de repensar as metas que você tinha no início do ano. Com Deus em primeiro lugar, suas chances são muito melhores.

Conheça nosso conteúdo sobre “A vida em tempos de covid”

Amamentar é…

17/08/2021

Por Michelle Hillig Schmidt – enfermeira em São Paulo, SP.

No Brasil, o mês de agosto é conhecido como “Agosto Dourado”, um mês para o incentivo à amamentação. Neste breve relato, gostaria de compartilhar minha vivência com meu bebê de um mês de vida. Talvez você tenha percebido que nosso título está incompleto. Justamente porque, após ouvir diversas histórias de outras mulheres, acredito que esse assunto é complexo.

Amamentar é um ato de vínculo único entre mãe e bebê. Essa é uma frase muito comum de se ouvir. Mas, como pensar nisso quando a mãe está cansada após o parto ou passou por várias noites em claro, ou pela mudança hormonal drástica ou pelas mudanças do corpo que podem gerar feridas que doem ou machucam? 

A dinâmica, agora, é totalmente diferente do que acontecia na gestação; depois do nascimento há um bebê que necessita de dedicação e atenção. Uma criança que está em adaptação, aprendendo a respirar e a se alimentar, vivenciando exposição à luz, temperatura, insegurança e ao ambiente. Também podem surgir pressões da família ou da própria mulher consigo mesma pelo novo papel que precisa assumir. Muitas vezes isto gera agonia, frustração, depressão e ansiedade. Por vezes, muitas mulheres gostariam de amamentar, mas não podem por alguma doença ou por não terem condições. E aquelas que perderam seu bebê, mas ainda produzem leite? Muitos pontos para pensarmos, não é mesmo? Acho importante entender que “está tudo bem” se você consegue amamentar, e “está tudo bem” se você não consegue. O importante é a mãe e o bebê estarem saudáveis e vivendo em harmonia.

Eu tive dificuldades na primeira semana do meu filho. Ele estava perdendo peso, nem eu e nem ele sabíamos o que estava dando errado. Ele chorava de fome diversas vezes ao dia; foi desafiador e chorei. Chorei por achar que não ia conseguir, e por pouco não desisti. Entretanto, desejava este momento e tinha a convicção de que o leite materno seria a melhor opção para o meu bebê, pois é o alimento mais completo e natural. Isto demonstra que necessitamos de apoio nestes momentos, pois temos limitações. O melhor apoio que podemos ter é o amor de Deus, pois ele tem total comprometimento e dedicação conosco. Ele não abre mão de nós e é insistente em mostrar que está ao nosso lado. Ele entende nossas dificuldades e aflições. Deus nos ama com todo o carinho, como de uma mãe por seu bebê, independente da situação.

Outro ponto que admiro é o funcionamento do corpo humano. Após o nascimento, a mãe produz leite por uma série de hormônios, glândulas e estímulos, transferindo anticorpos, o que faz o bebê se saciar e crescer. Você já parou para pensar como é perfeita a criação de Deus? Fomos criados à sua imagem e semelhança. Deus pensou em cada detalhe. Ter esse momento único entre mim e o meu bebê é maravilhoso e cheio de carinho e amor. Representa, para mim, um pedaço do céu na terra que Deus favorece. A dicotomia entre amor e sacrifício, reflete também o que Jesus fez por nossa salvação através de sua morte de cruz.

Durante meu período de dificuldade, tive muito apoio do meu marido, da família e dos amigos que me tranquilizavam. Essa rede de apoio é fundamental para a mulher, especialmente pela pessoa mais próxima da mulher. Saber que alguém está ao seu lado e está presente é fundamental. As palavras positivas e o auxílio nas atividades da casa e com o bebê, permitindo que a mãe descanse, favorecem a amamentação. Se você está passando por dificuldades, peça ajuda e fale sobre o que você precisa.

Agora, após vivenciar e ouvir experiências, acredito que amamentar é um ato que necessita ser refletido, ressignificado e alinhado às expectativas da mulher, do seu parceiro e do que se deseja para o bebê. Então, sobre o título, você pode completar com o que fizer mais sentido, ok?

Conheça nosso conteúdo sobre “Criando os filhos com amor”

Ser mãe na pandemia…

03/08/2021

Por Cristina García, Gerente de Atendimento ao Cliente no México.

Falando de forma bem objetiva, a pandemia é um um acontecimento mundial que não apenas  desestabilizou todos os setores da sociedade, mas também nos deu, pelo menos a algumas pessoas, a possibilidade de transformar problemas em oportunidades, a chance de relembrar todas as habilidades que temos e de mostrar que somos capazes de fazer muito mais do que o que estávamos acostumados a fazer.

Nós, a maioria das mães, somos “multitarefas” para dar atenção não somente aos nossos filhos, mas a inúmeras tarefas também no lar e no escritório.

Estar trabalhando na modalidade “home office” nos dá a oportunidade de atender a todas as atividades que fazem parte do nosso dia a dia, o que nos permitiu ser muito mais eficientes. Podemos atender os afazeres da casa, também acompanhar as atividades dos filhos na escola, sem deixar de lado nosso trabalho no escritório.

Soubemos aproveitar as ferramentas atuais para facilitar ou simplificar nossas atividades, e o mais importante, estamos dando-nos a oportunidade de conhecer melhor os nossos filhos e as pessoas com as quais convivemos.

Meus filhos já são jovens adultos, de 24, 21 e 19 anos respectivamente, e me sinto tão contente de poder vê-los (como há anos não fazia), preparando-se para saírem ao trabalho ou para conectarem-se com as suas atividades escolares. Posso conviver com eles novamente assim como fazia antes, eu os vejo mais, e desfruto mais de sua companhia. Temos a oportunidade de trabalhar em equipe, de fazermos as refeições juntos… Uau!! Sabem quantos anos faz que isto não acontecia?

Jamais imaginaria que poderíamos chegar a viver isso; parece enredo de um filme, que se tornou real em plena pandemia! 

Dizem que tudo tem o lado bom e o lado ruim, que cada um de nós decide qual destes queremos ver em cada situação da vida… Infelizmente, para inúmeras famílias a perda de entes queridos trouxe tristeza e sofrimento que não podemos ignorar.

Na minha situação, ainda tenho a oportunidade de ver o lado bom, e me mostro positiva em tudo aquilo que faço, penso, empreendo, planejo. Sei que minha vida pertence a Deus e que eu estarei aqui até que ele decida. No entanto, hoje ele está dando a mim a oportunidade de desfrutar a minha estadia no mundo de um modo diferente, e isto é algo que eu quero aproveitar.

E você, para qual lado da pandemia tem olhado?

Conheça nosso conteúdo sobre “A vida em tempos de covid”

As redes sociais em tempos de pandemia

19/07/2021

Por Victoria Aviles, de Cristo Para Todas las Naciones do México.

Esta manhã, olhando o meu Facebook, procurava notícias ou algo que me desse esperança nestes tempos de pandemia. E enquanto navegava, acabei me perguntando: quais foram os conhecimentos que adquiri nestes dias de reclusão? A resposta foi simples: poucos! Mas, o que realmente me tocou profundamente foi outro questionamento: a quem eu ajudei durante a pandemia? Minha resposta foi: ninguém!

Então pensei em todas as vezes em que deixei de lado outras atividades, passando horas na frente da televisão ou revisando o mesmo conteúdo no meu celular, repetidamente.

E hoje, a questão é: a pandemia realmente mudou a forma como vivemos? Há quanto tempo não estamos presentes na vida de nossos parentes, amigos e vizinhos? As redes sociais mudaram nosso estilo de vida, nos aproximaram de pessoas que estavam distantes. Mas, ao mesmo tempo, o quanto nos afastaram das pessoas que convivem diariamente conosco? Pior ainda, o quanto nos afastaram de nossa relação com Deus?

Pense nas vezes que você teve a intenção de ajudar ou orar por alguém, mas não o fez porque sempre havia outra coisa para fazer. Ou seja, como dar prioridade aos outros antes de nós? Nossa atitude egoísta, apatia, cansaço físico e emocional podem nos levar a ter pensamentos pessimistas, a ver tudo de uma perspectiva egocêntrica que nos faz pensar: fariam o mesmo por mim?

Quando as situações do nosso dia a dia parecem nos vencer, quando vemos que a doença, o mal e a violência parecem não ter fim, quando nos enchemos de dúvidas, é aí que devemos lembrar que existe alguém que já deu a vida por você e por mim. Quem? Jesus Cristo, que se fez humano para pagar por nossos pecados na cruz, dando-nos a vida eterna que só recebemos pela fé nele.

Ele veio ao mundo, nasceu e se entregou por nós, nos libertando da morte eterna e da condenação por nossos pecados e tudo isso ele fez de maneira íntima e pessoal, revelando-se a cada um de nós por meio de sua Palavra e de sua presença contínua em nossas vidas. Ele não nos deu uma salvação virtual, ele esteve, está e estará entre nós, pois nos adotou como seus filhos. 

Então, quando você pensa que a mídia social o afasta de seus entes queridos, seus amigos ou de Deus, você pode se lembrar dessas palavras: “Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus. Faço do Senhor Deus o meu refúgio” (Salmo 73.8). Refugiemo-nos na sua palavra e no seu amor, procurando sempre alimentar a nossa vida com coisas boas que eduquem o nosso espírito. Utilizemos as nossas redes para partilhar o amor, a esperança e o consolo. Nesta era onde tudo é virtual, e não podemos sentir o calor de um abraço, a intimidade de um beijo, a beleza de estender a mão ao necessitado, o presente de um ombro pronto para confortar, nestes momentos em que aos poucos procuramos o nosso novo normal, convido você a separar tempo para ajudar, orar, acompanhar e servir às pessoas; Vamos recuperar nossos relacionamentos rompidos, dar perdão e recebê-lo sincera e completamente.

Vamos nos conectar com o nosso próximo, conecte-se com você mesmo, e sobretudo com a criação. Voltemos nosso olhar para Deus, pedindo-lhe que caminhe conosco nestes tempos, dando-nos a certeza de que nossas relações vão mais além de uma tela.

Conheça nosso conteúdo sobre a importância das redes sociais.

Apressados, mas sem desespero

08/07/2021

Por Neftalí García, pastor na Cidade do México.

O dia começa cedo com o alarme do Celular, você rapidamente se prepara e começa a fazer suas atividades.

Morar na Cidade do México – assim como em outras grandes capitais, nos leva a uma rotina muito apressada, com o tempo bem justo e contado para cada coisa. Basta observar as pessoas para perceber que a vida é muito mais rápida do que nas cidades menores. Talvez a sua cidade seja parecida, uma cidade com muito movimento, ou talvez não.

A rotina diária nos faz viver uma vida baseada no relógio, na pressa para chegar ao trabalho, para levar os filhos à escola, para chegar ao médico na hora marcada e cumprir pontualmente as atividades do dia-a-dia.

Os meios de transporte, em teoria, serviriam para podermos chegar ao nosso destino mais rapidamente.

Gosto de ver as pessoas na cidade, como se movem com grande velocidade, e seus passos rápidos mostram a pressa que têm. Especialmente as escadas rolantes, que servem para facilitar subidas e descidas, mas as pessoas tão apressadas sobem seus degraus tentando ganhar ainda mais tempo, chegar mais rápido.

A vida não deveria ser tão apressada. Não é ruim ter pressa, o que é ruim é a pressa acompanhada do desespero em determinadas situações da vida.

Às vezes, quando as coisas não acontecem do nosso jeito, nos desesperamos e colocamos muita pressão sobre nossa vida, porque achamos que nada anda no nosso ritmo, porque acreditamos que todos estão em um passo diferente do nosso.

Queremos controlar todas as coisas, mas nem sempre elas saem como esperamos. Entramos em desespero, e isso cansa, nos causa problemas mentais e físicos.

É preciso parar por um momento em nossa vida apressada para refletir sobre o que vivemos e para onde essa vida nos leva. Estamos realmente felizes com essa vida apressada? Gostamos das coisas que fazemos? Valorizamos cada detalhe? Ou nos precipitamos em diferentes situações na vida?

A Bíblia diz que tudo nesta vida tem seu tempo. E esse tempo geralmente corre em um ritmo diferente do nosso. Existem coisas que não podemos controlar, não importa o quanto tentemos.

Ninguém escolhe a hora de nascer ou morrer, de ficar doente ou de se recuperar. É importante entender que não temos controle de tudo. Devemos nos perguntar: mudamos a nossa vida quando nos angustiamos por causa da pressa? Podemos viver sempre com pressa?

É uma boa hora para refletir sobre o tempo. Existem coisas que, mesmo com pressa, não iremos resolver. Inclusive a pressa pode atrapalhar em algumas situações.

Descanse um pouco e pense nisso, na sua vida, e aproveite o tempo para dar valor ao que realmente importa.

Conheça nossas páginas sobre ansiedade, estresse e medos em Vivenciar.net.

Como podemos ser pais melhores?

02/07/2021

Por Andrew Schlund – pastor em New Orleans – USA.

Há uma resposta simples para essa pergunta tão profunda: observe o que seus filhos estão vendo. Quando as crianças são pequenas, aprendem com facilidade e se lembram de todas as coisas. Isso muda quando nos tornamos adultos. Diz-se que as crianças pequenas são como esponjas que absorvem tudo ao seu redor, por isso é importante observar o que seus filhos estão vendo.

Ao observá-los, encontraremos neles um reflexo de nós mesmos.

Nossos filhos nos olham constantemente, muitas vezes estão observando nossas ações e atitudes, veem e aprendem tudo com os pais: a maneira de falar, a maneira de andar, o comportamento que temos com outras pessoas, como enfrentamos as situações, até, e o mais importante, eles aprendem como ser uma família em casa. A maneira como nos comportamos como pais se refletirá neles, em seu comportamento no mundo.

Nossos filhos observam como nós, seus pais, nos comportamos; Se há respeito, amor, paciência, ou se falta tudo isso, eles absorvem tudo. Então, se falarmos bem, nos comportarmos bem, se falarmos com amor e nos comportarmos com amor, eles vão observar e aprender com um bom exemplo. Da mesma forma, se em nosso relacionamento os filhos virem que só existem brigas, se a maneira de falar for rude e desrespeitosa, eles também vão observar e aprender com esse mau exemplo.

E é isso que eles vão refletir em suas relações com amigos ou colegas de escola e até conosco. Realmente, se queremos ser pais melhores, devemos primeiro nos tratar com amor, respeito e paciência; essas são as bases para um relacionamento forte, ao mesmo tempo que são as bases para um lar feliz.

A melhor coisa que você pode fazer por seus filhos é dar-lhes um lar onde haja um relacionamento bom e saudável entre os pais. E isso não é nada fácil, é algo que exige muito trabalho e empenho de ambas as partes.

Meu avô me deu um conselho sábio, e eu gostaria de compartilhar com você: “Existem seis palavras necessárias para um casamento saudável: “Sinto muito, te perdoo, te amo.”

Desejo que Deus abençoe e fortaleça seus lares. Que haja amor, paz e paciência neles, mas principalmente perdão. Se encontrarmos e refletirmos isso em nosso lar, nossos filhos crescerão de maneira saudável. Oro para que Deus ajude cada um de vocês a refletir o amor em seus lares.

Visite a nossa página sobre como criar os filhos com amor!

A importância do perdão para a saúde física, emocional e espiritual

14/06/2021

Por Arturo Rickman, pastor no Panamá.

Quando alguém está sofrendo uma dor emocional, pode sofrer de dores físicas e outros problemas de saúde. Em alguns casos, a nossa saúde emocional também pode afetar a saúde espiritual e outras partes da nossa vida. Ser capaz de perdoar pode ter um papel importante na nossa saúde de um modo geral.

Isso é compreensível, já que o perdão está realmente no centro da nossa vida espiritual. O perdão traz esperança e paz. Lemos no evangelho de Mateus, que “se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês” (Mateus 6.14-15). Ou seja, é fundamental considerarmos o quanto o perdão é importante para nós e para as outras pessoas.

Mas, o que é o perdão?

Perdoar tem significados diferentes para pessoas diferentes. Mas, geralmente implica a decisão de “deixar pra trás” o rancor e os pensamentos vingativos. Talvez sempre exista a lembrança do ato que foi praticado ou falado, mas o perdão pode diminuir o efeito desse ato sobre você, pode te ajudar a libertar-se daquela pessoa que te feriu.

Perdoar não significa esquecer tudo, nem encontrar desculpas para o dano que foi causado a você. E não significa, necessariamente, reconciliação total com a pessoa que te feriu. Mas, perdoar dá uma paz que ajuda a seguir com a vida. “Deixar pra trás” os rancores e a angústia pode ajudar a saúde, dando mais paz e tranquilidade à pessoa. Algumas pessoas conseguem perdoar mais facilmente que outras. Mas, certamente todos podemos aprender a perdoar um pouco mais.

Do ponto de vista dos cristãos, o caminho da fé começa no Batismo que nos dá uma nova vida em Jesus e nos reconcilia com Deus, o nosso Pai Eterno. Uma vez que somos filhos batizados e perdoados por Deus, temos todas as condições de perdoar a qualquer um que nos cause algum tipo de mal.

A ideia central é:

Deus nos leva a perdoar porque sabe que o perdão pode nos trazer paz e uma vida mais saudável. Inclusive, a comunidade científica confirma os benefícios saudáveis do perdão. Deus nos mostra o melhor exemplo de perdão através da cruz, onde Jesus se sacrificou para que pudéssemos receber o perdão dos pecados e a vida eterna com ele nos céus. “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

Como filhos de Deus, pedimos a ele que possamos conhecer a alegria e a paz de sermos perdoados e de perdoar os demais. O perdão nos dá saúde, liberdade e paz.

Vacina: uma esperança cautelosa

24/02/2021

Por: Michelle Hillig Schmidt – Enfermeira em São Paulo, SP.

A corrida pela vacinação mudou a maneira de vermos a pandemia da Covid-19. O mundo inteiro espera ansiosamente por vacinas que sejam eficazes, auxiliando na diminuição dos casos de contágio e aliviando os hospitais superlotados.

Vivenciamos um paradigma. Por um lado, observamos a despreocupação e o cansaço da população na tal segunda onda da pandemia. Algumas pessoas se aproveitam da situação e furam a fila da vacinação em benefício próprio. Entre tantas outras notícias, esses exemplos são apenas reflexos do pecado e do sentimento individualista que habita no ser humano.

Por outro lado, já vislumbramos a esperança com o início da vacinação; uma luz no fim do túnel, graças ao empenho de tantos profissionais neste processo, desde o desenvolvimento de uma vacina segura até sua distribuição e aplicação. E só podemos agradecer a Deus por conceder vocação e dons para tantas pessoas.

É fundamental reforçar que ainda vivemos um período que exige paciência e muita cautela. Ainda estamos no início da vacinação e, até que a vacina surta o feito que esperamos, não podemos relaxar nas medidas de prevenção como higiene das mãos, uso de máscara e distanciamento social. Essas medidas refletem não apenas a nossa preocupação com a própria vida, mas com a vida do próximo. Cada um de nós é importante aos olhos de Deus. Assim como Jesus não somente ensinou o amor ao próximo, mas também demonstrou esse amor enquanto viveu aqui entre nós, como seus embaixadores temos o privilégio de servir em amor na sociedade.

Após praticamente um ano da pandemia e seus desafios, podemos afirmar que cada pessoa foi afetada de alguma maneira; alguns pela perda de alguém próximo, outros pelo desemprego, muitos então sofrendo por ansiedade ou depressão, a lista é bem grande. Diante desta triste realidade podemos nos apegar nas promessas de Deus e afirmar que ele está ao nosso lado em qualquer situação. Somos dependentes do seu amor imenso que alivia e conforta nosso coração ao nos conceder a Salvação.

Ouso aqui deixar uma frase relatada por um amigo próximo: “Você jamais saberá que Deus é tudo o que você precisa, até Deus ser tudo o que você já tem”.

Natal – Há algo para festejar?

07/12/2020

Por: Itza Romero – Psicóloga Clínica no Panamá

Este ano tem sido duro por causa da Covid19, e ainda estamos vivendo as consequências desta Pandemia que transformou, que mudou a nossa vida, causando danos na saúde física e mental, ceifando centenas de milhares de vidas e abalado a economia mundial.

Todas estas perdas geraram um grande sofrimento, e a preocupação com o sustento em meio às dificuldades financeiras traz à tona a desesperança, nos esgota as forças. Sentimos essa dor na alma e, até, pode surgir a ideia de que não temos mais como seguir em frente.

Ao chegarmos no final deste ano tão diferente, muitas pessoas podem estar sentindo tristeza e solidão. Talvez pensem que não há razões para celebrar o Natal – foi isso que li em uma rede social, em um comentário. Talvez, você mesmo esteja se perguntando: Temos razões para celebrar este Natal?

Quero dizer a você que, se estiver passando por um momento de desânimo, de tristeza, de preocupações, e está pensando que não há motivos para nos alegrarmos neste Natal, é compreensível. O que você está sentindo ou pensando é parte da experiência de estar vivo, e é importante que você reconheça seus sentimentos, que possa expressar o que está sentindo sem julgar ou achar que estão te julgando. Mas, experimente tomar um tempo, uma pausa para voltar sentir a alegria e a felicidade em sua vida.

A festa cristã do Natal celebra o nascimento de Jesus. Ainda que não saibamos o dia exato deste acontecimento, a vinda de Jesus, o nosso presente maior, mostra o grande amor de Deus pela humanidade, a boa nova da Salvação que nos acompanha em todos os dias desta vida. E esta boa nova nos traz a certeza de uma nova vida com Deus no céu.

Aqui em Vivenciar.net desejamos que neste Natal você seja tocado em seu coração pelo amor de Deus; que ele enxugue as suas lágrimas e traga alento e paz. Que a sua fé no Menino Jesus seja forte, e que a luz deste Menino brilhe e ilumine o seu caminhar nestes dias ainda tão difíceis.

 

 

Reflexões em um final de ano incomum…

18/11/2020

Por: Julissa Reynoso Díaz – Psicologa especializada em aconselhamento bíblico familiar no México.

Eu acordo, me espreguiço e me preparo para levantar. Depois de dar aquela lavada no rosto e organizar minha mente, olho pela janela. Está tudo tão tranquilo, tão quieto, se não fosse o barulho dos pássaros eu duvidaria que está amanhecendo. Hoje irei trabalhar no escritório, com todos os cuidados possíveis para manter minha família segura, e cuidar daqueles que lidam comigo ou com meus entes queridos. Em tempos de pandemia, pequenas decisões tão simples carregam um peso enorme.

No caminho para o escritório, contemplo alguns rostos de poucos caminhantes da cidade, é uma manhã fria. Eles estão agasalhados, mas apesar disso, em vários olhares encontro um grito silencioso de “Estou com frio!” É uma situação triste e muito frequente ultimamente.

Parece que o humor das pessoas combina com o céu cinzento e o tempo gelado. A energia é letárgica e, embora esteja chegando a época das festas, a companhia das pessoas não parece ser suficiente para afastar esta sensação cada vez mais avassaladora. É um vislumbre do que acontece com muitas pessoas nesta temporada, principalmente neste ano.

É bem possível que haja uma nostalgia excessiva, devido à falta de satisfação em algumas das nossas áreas, porque não conseguimos o que almejamos depois de muitos meses de esforços inconstantes e malsucedidos.

Às vezes nos cobramos demais, e às vezes damos desculpas demais com relação às nossas metas não cumpridas. O fato é que não gostamos de passar por mudanças tão bruscas, seja em nossa vida pessoal, em nosso corpo e mente ou em nosso ambiente. Estamos acostumados a sermos o que somos, e quando nos vemos obrigados a mudar, queremos voltar ao que éramos, pois nossos vícios e compulsões estão profundamente enraizados em nós.

Ter propósitos e metas pessoais nos estimula e canaliza a nossa energia. Ter um horizonte e uma direção a seguir nos dá segurança. Porém, desfrutar o momento atual, este exato segundo em que estamos respirando, é realmente revitalizante. É uma prática muito simples que nos conecta com a vida e nos torna mais gratos de uma forma tão natural que a nossa alma descansa.

Quando nos avaliamos, deveríamos buscar o caminho para chegar aos nossos objetivos, corrigindo aquilo que é necessário. Mas, acabamos cortando nossas próprias asas, nos punindo pelo que não fizemos e matando o “aqui e agora”. Isso nos enche de desânimo.

Espere, respire, concentre a sua atenção no que você tem agora. Continue, siga em frente!

Por outro lado, essa tristeza melancólica também pode surgir da memória de uma perda, seja de alguém ou de algo; sentir falta do que já não existe é uma dor que envolve todo o nosso ser, afundando-nos numa escuridão que parece não ter saída. Quando e como a ajuda chegará? Reconhecer as nossas limitações e pedir ajuda já é um sopro de vida, um recomeço.

Vivemos um ano de muitas perdas, e não é fácil nos adaptarmos para seguir em frente enquanto temos nossa atenção voltada para uma nova realidade. É preciso abrir mão da resistência, permitir a aceitação. A lembrança que devemos guardar é mais do que o momento da perda, é um acúmulo de experiências emocionantes cheias de aprendizado, traços vivos na mente e no coração. Essa é a valiosa herança que pode nos ajudar a respirar com satisfação nestes novos dias, para trilhar o novo caminho passo a passo. Isso é reconfortante.

O dia já está chegando ao fim.

Olho para a noite que vem surgindo no céu, parece um manto de luz serena e sutil onde ficam as estrelas, é o que tenho agora. Sei que em algum lugar as estrelas fazem sua festa presencial, enquanto em outros os raios do sol já aquecem a vida. Quanta diversidade neste momento! Eu apenas sinto minha emoção e gratidão.

A você que lê, ofereço as minhas esperanças. Minha melhor sugestão? Esperar. Respirar. Concentre sua atenção no que você tem agora. Continue. E que tal se, desta vez, você incluir a Deus? Você certamente irá saborear mais a jornada de sua existência com ele ao seu lado.

Tocando a vida em 2020!

04/11/2020

Por: Roseli Neumitz – pedagoga em São Paulo – Brasil.

(Para conhecer a história de Roseli, veja o nosso conteúdo “Câncer – Sentença ou Oportunidade?”)

Mais um ano se passa e eu continuo vivenciando a vida após o câncer! Vida praticamente normal, mas sempre com muitos cuidados! A cada ano repito exames que explicitam marcadores e indicadores de que o câncer continua dominado e o organismo continua vencendo a batalha. Será um cuidado para sempre!

E é assim que tem que ser!

No mês de outubro todos reforçamos a importância do alerta, do cuidado que a mulher precisa ter com o seu corpo e com os sinais que ele emite! O que importa, de verdade, é que você se informe,  que saiba que o câncer, quando descoberto nos estágios iniciais tem uma grande chance de cura e que não negligencie a sua saúde, a sua oportunidade de saber como o seu corpo está funcionando, se todos os sistemas estão equilibrados e harmônicos!

O tempo vai passando e já se vão 12 anos do meu diagnóstico, quase 10 anos do final do tratamento e ainda tomo medicação oral. Parece que foi ontem que olhava para aquelas lentas gotas, vermelhas e brancas, que eram injetadas no meu organismo e, com elas, a esperança da cura. Foram meses dos efeitos dos quimioterápicos, meses sem os cabelos, meses de médicos e acompanhamentos semanais, meses da certeza de que tudo daria certo! E essa não foi uma experiência ruim!

Hoje, vejo quanto aprendizado o câncer trouxe para a minha vida! Não apenas o conhecimento da doença e sua ação no organismo, mas a reação deste frente à doença! O processo de recuperação e cura do meu corpo é um milagre do Deus que vive em mim!

O protocolo do meu tratamento exige 10 anos, sem recidiva da doença,  para que seja declarada a cura. Falta tão pouco e logo estarei ouvindo de minha oncologista que cheguei aos 10 anos e que estou definitivamente curada!  Espero este momento!

E você?

Já olhou para o seu corpo hoje?

Já observou pequenas alterações, pequenos sinais que podem indicar que algo pode estar errado?

O tempo é seu grande aliado!

Não perca a oportunidade de salvar a sua vida a cada dia!!

Há vida depois do diagnóstico!

21/10/2020

Por: Cristine Falkenstein – de São Paulo, Brasil.

Meu nome é Cristine e vou contar um pouquinho da minha história.

Aos 21 anos fui diagnosticada com um sarcoma (tipo de tumor raro que pode envolver, a pele, ossos, órgãos internos e tecidos moles, como músculos, tendões e gordura, por exemplo). Fiz várias cirurgias e também radioterapia por 2 anos, e alguns meses depois de terminar o tratamento, me casei.

Cinco meses depois tive um novo tumor no mesmo local e comecei a tomar um medicamento para combater esse tumor, quando descobri que estava grávida. Foi uma gravidez complicada, pois conforme a bula do remédio, eu não poderia engravidar por ter sérios riscos para a criança. Graças a Deus meu filho nasceu sem nenhum problema. Assim que ele nasceu e me recuperei, comecei os exames pré-operatórios para retirar esse tumor e fiz a cirurgia um mês depois do parto.

Foi um período muito difícil, pois eu tinha muito medo de não me recuperar e não poder criar meu filho. Mais uma vez, tudo deu certo e a cirurgia, que foi bem ampla, retirou todo o tumor e não tive mais problemas. Tive a segunda gravidez que foi supertranquila. Todos os anos eu fazia vários exames e tinha acompanhamento médico, e tudo correu bem. Mas, 19 anos depois da última cirurgia, aos 44 anos, numa mamografia de rotina, apareceram várias microcalcificações na mama e estavam se agrupando.

Comecei um tratamento com um mastologista e fiz uma biópsia, e o diagnóstico foi um Carcinoma in Situ na mama esquerda. Como tinha muitas microcalcificações na mama toda, foi indicada uma mastectomia radical com reconstrução imediata, que fiz no mês seguinte.

Não é fácil sofrer essa mutilação. Algumas pessoas tentam te confortar dizendo: “ainda bem que você já está casada, que já teve filhos e amamentou” e se esquecem que você está tirando uma parte do seu corpo, e, no caso da mulher, uma parte bem importante. Mas, depois de pensar muito, chorar muito, lembrei que eu não era só uma mama, e que eu era bem mais do que isso. Novamente foram muitas cirurgias para deixar a mama reconstruída o melhor possível.

Nesse tempo, tive muito suporte do meu marido, dos meus pais, da minha família, dos amigos, do meu pastor (Fernando Huf) e de vários membros da igreja. Foi sugerida uma adenomastectomia (esvaziamento da mama) da mama direita e acabei fazendo também, pois já estava com várias microcalcificações também.

Nunca me senti abandonada ou revoltada com Deus, muito pelo contrário, pois Deus colocou médicos maravilhosos para cuidar de mim e me deu a chance de tentar ser uma pessoa melhor. Quando tudo começou, eu achava que não tinha muito tempo de vida e pedi a Deus que queria casar, ter filhos e ele me concedeu isso. Quando apareceu o câncer de mama, também pedi para viver mais um tempinho e aqui estou!

Hoje passo por oncogenética, pois com os dois tipos de câncer que tive, os médicos desconfiam que tenho uma síndrome chamada Li-Fraumeni e que posso ter mais tipos de câncer, então, faço exames periódicos para detectar qualquer coisa o mais cedo possível.

Me acho uma pessoa muito abençoada por tudo que já aconteceu comigo. Sou voluntária de um grupo de mastectomizadas de Santo André-SP, chamado Viva Melhor, que dá assistência a pessoas que estão passando por esse processo, oferecendo um ombro amigo, doação de próteses, terapia em grupo e outras atividades de voluntários (fisioterapia, maquiagem, artesanato, etc), tudo isso mostrando que, sim, há vida depois de um diagnostico de câncer.

A casa está em ordem. E você?

15/10/2020

Por: Zuli Crespo, de Cristo Para Todas las Naciones – Panamá.

Certa vez, uma pessoa me comentou que ficava até as 11 horas da noite em seus afazeres diários, terminando suas tarefas da casa bem tarde. Não é difícil ouvir gente comentando sobre as mágicas que faz para conseguir cumprir tudo o que tem para fazer até o final do dia: o trabalho, os filhos, a família, os amigos, o casamento… Parece que há sempre mais para fazer do que o tempo que dispomos.

Tudo isso me fez refletir sobre quanto esforço fazemos para cumprir nossos compromissos. Com muito estresse damos um jeito para que a janta esteja na mesa a tempo, que a família tenha o necessário, que as roupas estejam lavadas, que o chão esteja limpo, etc… e quando nos damos conta, já passa das 11 da noite.

Pessoalmente, não critico o esforço para dar conta das demandas diárias. Mas, ao olhar para uma casa limpa, organizada e brilhante, penso na pessoa que trabalhou tão duro para que ela esteja assim.

E nesse mês especial em que se fala tanto da prevenção ao Câncer, fico pensando que nos dedicamos tanto para manter essas rotinas, esses cuidados com limpeza e organização, e quanto tempo dedicamos para cuidar dessa pessoa tão especial e única, que sou eu mesmo? Me preocupo demais com os compromissos dos outros, mas onde fica o compromisso comigo? No final, invisto tanto tempo e energia para cumprir uma lista de atividades diárias, mas esqueço de cuidar da minha saúde física, emocional e espritual.

Parece contraditório que nos sintamos realizadas ao ver que a família está bem e tudo está organizado, e ao mesmo tempo subestimamos essa dorzinha nas costas, ou deixamos de marcar aquela consulta médica, ou que ignoremos esse carocinho estranho que sentimos e temos medo ou vergonha de que seja algo mais sério – sim, porque isso pode acontecer com os outros, nunca comigo.

Não é amanhã! É hoje o dia, o momento para colocar seu nome no topo da lista de tarefas, para que você cuide de você com a mesma dedicação, ou melhor, com uma dedicação ainda maior. Lembre que qualquer pessoa da casa pode lavar a louça ou tirar o pó dos móveis, mas o espaço que você ocupa neste mundo, nesta famíla, nestas vidas, só você pode ocupar e preencher.

Venha vivenciar com a gente!

Falar é a melhor solução

30/09/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo – Brasil

Minhas queridas e queridos colegas de profissão escreveram conteúdos extremamente importantes aqui no Blog do Vivenciar sobre o suicídio e abordaram questões para a reflexão de todos.

Realmente é um tema super delicado, mas como diz um dos antigos lemas do Setembro Amarelo: “Falar é a melhor solução”.

E aqui eu quero colocar o “falar” em seu devido lugar: no desabafo de quem sofre. E faço um adendo: Ouvir é a melhor solução para os que querem ajudar.

O acolhimento nestas horas é um dos passos mais importantes a se fazer, junto com a escuta que propiciará que a pessoa que sofre possa encontrar segurança em compartilhar e dividir as tristezas, dores e angústias com você.

Ajude a procurar ajuda! Sabe a famosa frase: “me ajuda a te ajudar?”. Pois é, ela pode ser muito bem usada por aqui, aém de servir tanto para quem sofre e pensa no suicídio, como também para quem perdeu alguém próximo em sua vida por conta do mesmo.

O suicidologista Edwin Schneidman escreve que “o suicídio é uma solução definitiva para um problema temporário” e isso é o que nos move a ajudar quem está passando por alguma dificuldade maior ou sofrendo com sua saúde mental.

Você que está sofrendo e acabou parando neste texto: peça ajuda a profissionais da saúde! Isso não demonstra fraqueza, derrota ou qualquer sentimento inferior. Pelo contrário, isso mostra grandiosidade em sua força de querer superar e continuar vivendo.

Como diz a minha querida professora nos tempos de faculdade Karina Fukumitsu: “Tudo tem um jeito, menos a morte”.

Como é bom poder escrever sobre um tema que é tão conhecido, mas que se fala tão pouco sobre como lidar. Esta campanha é destacada em Setembro, mas ela precisa da nossa atenção durante o ano inteiro.

Estamos aqui para conversar com você.

Sempre é melhor viver!

24/09/2020

Extraído do livrete “Siempre es mejor vivir” de Lutheran Hour Ministries, adaptado por Zuli Crespo – CPTLN Panamá.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, quase 1 milhão de pessoas morrem por ano em decorrência do suicídio, que é a principal causa de morte em pessoas entre 15 e 29 anos de idade. O suicídio não distingue raça, crença ou nível social.

Isso nos permite ver que, por trás de toda esta situação, existem pessoas que desejam se livrar de sua dor e da sua angústia diante de problemas que parecem não ter mais solução. São levadas a crer que ninguém se importa com o que está se passando. Ao sentir que não têm mais o afeto sincero de outras pessoas próximas, podem perder a vontade de viver, pois ficam aterrorizadas com a ideia de que terão de continuar sua vida sozinhas e sem apoio.

É verdade que a vida tem muitos momentos ruins. Às vezes recuperamos as forças, em outros momentos nos sentimos fracos e chegamos até a pensar que Deus nos abandonou. Mas isso nunca vai acontecer. Deus não nos abandona.

Como pessoas que vivem em sociedade, somos chamados a trabalhar juntos para prevenir o suicídio, a sermos mensageiros de consolo e paz. Somos chamados a ser o amigo, o familiar amoroso que tantas pessoas precisam para ajudar a reencontrar o desejo de viver. É hora de sermos solidários, amorosos uns com os outros para compartilharmos nossas dores, nosso amor e nossa esperança. Assim estaremos seguindo o exemplo de Jesus, que demonstrava seu amor e compaixão com os que sofriam e estavam vulneráveis ao seu lado.

Em meio a tanta angústia, nem sempre conseguimos imaginar que Deus está, sim, presente em nossa vida, oferecendo sua mão forte e carinhosa, pois seu maior desejo é que tenhamos uma vida de paz e crescimento. Ainda que saibamos que os problemas sempre irão existir em nossa vida, contamos sempre com a força de Jesus para superá-los. Deus nos auxilia em nossos medos, angústias, depressão ou culpas. Ele se importa demais com os que choram, que sentem dor, frustração e desespero.

É isso que nos consola e deve nos animar a sempre seguir vivendo e apoiando aos outros com o amor do Pai Celeste.

Suicídio – um pecado sem perdão?

22/09/2020

Psicóloga Daniela von Mühlen – Psicoterapeuta de casal, familiar e individual em Manaus – Brasil.

O suicídio está envolvido em sofrimento, dúvidas, questionamentos, incertezas, preconceitos e julgamentos.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte. Deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo.

Em alguns momentos da história da Igreja, o suicídio foi classificado como um pecado sem perdão, ou seja, a pessoa que comete suicídio iria para o inferno, perderia a salvação eterna.

Mesmo que a pessoa esteja transgredindo o mandamento “Não matarás”, eu te pergunto: Se você morresse agora, você estaria sem pecados? A resposta é NÃO. Somos todos pecadores e não sabemos a hora da nossa morte, portanto não temos como afirmar que iremos morrer arrependidos de todos os nossos pecados, não é mesmo? Mas temos a certeza da salvação por meio da fé em Cristo.

O suicídio, por ser considerado um ato deliberado com intenção de morte, nos causa incertezas. Mas, os estudos na área da psicologia demonstram que a pessoa que quer se suicidar, muitas vezes, deseja reduzir o seu sofrimento por achar insuportável a dor, por achar que é a única saída para problemas, dilemas, dificuldades, crises e outras situações. É uma fuga. Um alívio para pressões externas com uma ideia de alcançar a paz, um descanso para seus tormentos.

Existem casos também de transtornos mentais onde a percepção da realidade é alterada, ou seja, a pessoa não consegue ver uma alternativa, tem uma avaliação negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. O desejo de viver e morrer se confundem, o que prevalece é a urgência em sair da dor e do sofrimento interminável.

Neste sentido, como podemos julgar o que se passa na vida e na mente desta pessoa? Quem somos nós para avaliar e decretar quem terá salvação eterna ou não?

Em Romanos 8, nos versículos 38 e 39, lemos: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Devemos valorizar a vida sim, procurar ajuda, prevenir o suicídio que traz tanto sofrimento e não é uma opção para vencer os tormentos da vida. Mas também devemos apoiar os enlutados e deixar Deus ser Deus na vida de todos nós.

Nada pode nos separar do amor de Cristo, esta é a nossa certeza e consolo.

 

Suicídio e as crianças

16/09/2020

Por: Julissa Reynoso Diaz – Psicóloga em Mexico.

De acordo com a psicanálise, existem duas forças que atuam em uma pessoa desde que ela começa a interagir com o mundo: o desejo de vida e o desejo de morte. A tensão entre esses dois impulsos opostos gera uma tensão que requer uma solução, influenciando assim as ideias, o comportamento e a predisposição ao perceber nosso ambiente e interpretar o significado de um gesto, uma diferença de opinião, um sorriso, uma lágrima, um abraço ou a ausência dele.

Podemos reconhecer essa dualidade não só na individualidade das pessoas, mas também em sua vida em comunidade. Os contrastes estão por toda parte: na administração econômica, nas formas de diversão, na moda, na música, e também na forma de educar nas escolas e nas famílias, costumamos construir ou destruir. Aceitar como normal um ambiente violento é tão destrutivo quanto aceitar um ambiente de indiferença. Imagine o impacto que isso tem sobre as crianças.

O que se espera das crianças é que aprendam e se divirtam, e quando ouvimos falar em depressão infantil, estresse infantil, ansiedade infantil e outras coisas mais, começamos a achar que há exageros. É normal encontrarmos pessoas que dizem que sequer podemos falar alto com as crianças de hoje porque elas podem se traumatizar. Acabamos subestimando a realidade. Por querer ignorar a escuridão, ela foi crescendo.

No mês de setembro, há um esforço conjunto para conscientizar as pessoas sobre o suicídio, pensando no futuro, e os dados que você encontra na Internet são alarmantes e assustadores. Outro dia eu estava procurando informações e deparei com o fato de que o suicídio é a segunda maior causa de morte em crianças ou menores. Isso me quebrou as pernas. Não sei se é um dado atualizado, mas mesmo que não seja, o suicídio não deveria ter um lugar tão protagonista nas causas de morte, nem em crianças nem em qualquer idade. Alguma coisa está acontecendo conosco, ou melhor, estamos deixando passar alguma coisa. Os filhos deveriam estar sob os nossos cuidados! É difícil enfrentar esse choque de realidade, e é uma coisa que está piorando.

Crianças continuam nascendo, e tornando-se jovens que ainda podem ser moldados. Temos novas oportunidades para melhorar a situação se nos concentrarmos e nos esforçarmos para construir um futuro. Precisamos motivar e cultivar pensamentos que valorizem a vida, que sejam benéficos para toda a sociedade. Precisamos de atitudes que melhorem nosso relacionamento pessoal e interpessoal. Sinceramente, todos precisamos olhar e acreditar em Deus e em seus ensinamentos.

Aqui você encontra nosso conteúdo “Criando os filhos com amor”.

O que fazer com os meus pensamentos?

11/09/2020

Por: Kamila Fukue – Psicóloga em Canoas, RS – Brasil.

Chega um momento de nossas vidas que a dor é tão intensa que não cabe mais em nós, então transbordamos em sofrimento. Não temos forças e nem ideias de como suportar ou superar tal situação.

A suicidologista Karina Fukumitsu faz a seguinte pergunta em uma de suas palestras: levante a mão quem nunca pensou na morte como solução para seu sofrimento? Eu mesma não levanto minha mão.

Então, o que fazer quando a nossa mente nos diz que a morte é a única “solução” para acabar com a dor?

Conhecer o que acontece antes do pensamento suicida é muito importante. Situações como perdas recentes, dinâmica familiar conturbada, separações, aposentadoria, ter sofrido abuso, diagnóstico psicológico, doenças orgânicas ou crônicas, estão associadas ao surgimento de pensamentos suicidas. Junto desses pensamentos, ocorrem sentimentos que vou chamar aqui de “os 4 Ds.”

DESAMPARO: pensamento de que “não há ninguém que pode ajudar ou entender o que estou passando”.

DESESPERANÇA: “sempre foi assim”, “isso nunca vai mudar”.

DESESPERO: “não aguento mais”, “não vou suportar mais”.

DEPRESSÃO: “tô sem vontade”, “não tenho ânimo pra fazer qualquer coisa”, “nada (ou quase nada) para mim é bom ou me dá alegria/prazer”.

Você já se sentiu assim ou até mesmo já disse frases como essas em algum momento da sua vida? Talvez você sinta e pense tudo isso neste exato momento em que parou para ler este texto. Saiba que estes pensamentos vêm e vão na nossa cabeça, alguns duram mais tempo, outros menos, como nuvens passando pelo céu.  Apesar da dor que vem com eles, ainda assim eles não definem quem você é e nem comandam o que você faz. Eles são pensamentos. E você é aquele que observa esses pensamentos passando pela sua cabeça.  Lembre disso!

E você pode fazer mais:

Fale com alguém, mesmo com seus pensamentos insistindo o contrário.  A tristeza prega peças e uma delas é a de que “ficar sozinho vai ser melhor”, “vou incomodar se falar com alguém”.  Evitar falar aumenta a duração e a intensidade desses pensamentos na sua cabeça a ponto de você enxergá-los como um único caminho.

E isso só vai afastar você ainda mais da vida que você gostaria de viver.

Pode ser que falar melhore seu dia em apenas 1%, e esse é o processo da mudança: ela acontece em micropassos. Comece hoje, faça algo saudável que deixará seu dia 1% melhor (sentar-se na cama, colocar os pés no chão, tomar mais água, pesquisar números de terapeutas…)

Faça mesmo se não tiver vontade, ela virá depois dos primeiros micropassos.

Estamos aqui para ajudar você nessa caminhada!

Links Úteis:

Instagram: @eurekka.me

https://eurekka.me/depressao-e-suicidio/

CVV – https://www.cvv.org.br/

Suicídio e a família – Como amparar os que ficam?

08/09/2020

Por: Daniela von Mühlen – Psicóloga e psicoterapeuta de casal, familiar e individual em Manaus – Brasil.

Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio. A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas todos os anos. Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano. Cada vez que alguém comete suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

Estes e outros dados são facilmente encontrados na internet e em materiais relacionados à saúde e à prevenção ao suicídio. Mas, e quando prevenir não é mais possível? Quando a família já é vítima de uma morte por suicídio? O que fazer?

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

Escutei, um tempo atrás, o depoimento de um casal vítima do suicídio de uma filha. Eles relataram o quão difícil era ouvir e saber estes dados sobre as possibilidades de prevenção. A culpa vinha assolar da forma mais cruel e dolorida, como se não tivessem feito o suficiente pela filha tão amada. A pergunta “como poderiam ter evitado?” era frequente e o convívio com o julgamento de familiares, amigos e conhecidos estava presente, diariamente, durante muito tempo.

Famílias relatam sobre o pouco ou quase nenhum atendimento, amparo ou tratamento após o suicídio. Precisamos pensar e agir sobre isto, não é mesmo?

Como lidar com alguém em processo de luto por suicídio? Novamente, escutar é muito mais relevante do que falar. Acolher, mas deixar doer. Este momento precisa ser vivido, os sentimentos precisam ser externados e isso acontece de formas diferentes para cada pessoa, cada um tem o próprio jeito de viver seu luto e não estamos aqui para julgar, opinar ou comparar, mas escutar e acolher.

Não julgue a morte, seus motivos e meios. Não tente minimizar a dor, nem seja indiferente. O sofrimento já está bem presente nesta família e cada pessoa tem seus recursos internos próprios para passar pela situação. Estar disponível é a melhor opção.

Prevenir é importante sim, mas cuidar e amparar os enlutados sem julgamento é um ato de amor!

A terapia de Deus

03/09/2020

Por: Flávio Luis Horlle, psicólogo e pastor no Paraná – Brasil

“Nós o amávamos. Estava deprimido, mas quando mudou de atitude, parecia melhorar. Sentimos culpa em não ter lido os sinais e evitado essa tragédia”.

“Dor tão grande, uma culpa que esmagava. Achava que as pessoas e o mundo ficariam melhor sem mim. Graças a Deus, não consegui. Hoje eu vejo como o sofrimento  me cegava”.

Já ouvi esse tipo de relato de familiares e amigos que sofreram a perda de uma pessoa querida que tirou a própria vida. Também de pessoas que tentaram, mas não conseguiram. Reconheceram que Deus as livrou e providenciou a preservação da vida

Você se identificou com alguma dessas situações? Nesse mês de setembro estamos abordando o tema da prevenção ao suicídio.

O suicídio não é da vontade de Deus. Deus nos deu a vida, ele a tira quando achar melhor. O sofrimento, porém, pode estar tão grande que, não necessariamente, se quer matar a vida, mas acabar com a dor insuportável.

Isso me faz lembrar o texto bíblico de 1 Reis 19. 4, quando Elias disse para Deus: “Já chega, ó Senhor Deus! Acaba com a minha vida!”

Você diria que Elias pediu para Deus tirar a vida e não pensa em ele próprio tomar essa atitude, mas se olhamos o contexto, ele estava deprimido, rumou para o deserto sem água e comida e se deitou embaixo de uma árvore. A morte viria de qualquer forma.

Deus, porém, vai ao seu encontro e providencia um tratamento físico: comida, água e exercício. Emocional: Elias pode desabafar, colocar para fora. Espiritual: Deus mesmo estava providenciando a solução para o que parecia impossível.

Que interessante esse gesto de amor. Assim como Deus foi ao encontro de Elias, ele vem a nós também na sua Palavra consoladora. Essa palavra aponta para Jesus, que carregou o nosso sofrimento. E Deus também envia pessoas queridas que podem nos ajudar.

Não desista. Tem jeito. Através desse texto, Deus está falando com você!!

Setembro Amarelo – vamos falar de suicídio!

01/09/2020

Por: Daniela von Mühlen, Psicóloga e Psicoterapeuta em Manaus – Brasil.

Com certeza você já ouviu falar do “Setembro Amarelo”. É o mês em que mais se lembra, se fala e se faz campanhas de prevenção ao suicídio.

Sabemos que o número de suicídios vem aumentando e não somente em setembro, alguns criticam o volume de campanhas apenas durante este mês. Mas penso que já é um grande avanço poder falar sobre este tema abertamente, pois até pouco tempo atrás quase não se falava, e ainda hoje este assunto é tabu em muitos lugares.

Pois bem, aqui no blog de Vivenciar.net iremos falar sobre suicídio durante este mês, pois trabalhamos o ano inteiro com conteúdos para pessoas que procuram este programa, e sabemos como é recorrente, necessário e urgente falar sobre suicídio aqui também. Acreditamos que falar, procurar ajuda e ser escutado é o melhor caminho.

Para falar de suicídio precisamos falar de morte e a maioria das pessoas tem muita dificuldade de falar em morte, pois isso expõe seus limites e fraquezas. Mas, falar é preciso, ajudar é preciso, perder o medo de se aproximar das pessoas e oferecer ajuda é preciso.

“Mas eu não sei o que fazer, muito menos o que falar…”. A pessoa que está numa crise suicida se sente sozinha e isolada. Se você se aproximar e perguntar “tem algo que eu possa fazer para te ajudar?”, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém para ouvi-la pode fazer toda a diferença. Quem decide ajudar não deve se preocupar com o que vai falar. O importante é estar preparado para ouvir.

Em geral, as pessoas correm menos riscos quando aceitam ajuda. Encontrar alguém que tenha disponibilidade para ouvir e compreender os sentimentos sem julgar, fortalece as intenções de viver.

É importante lembrar: Ao ajudar uma pessoa com risco de suicídio, você pode experimentar sentimentos variados ou mesmo desgaste físico e emocional. Não se esqueça de cuidar de si mesmo! É importante que você possa compartilhar seus sentimentos e obter apoio também. Tenha tempo para si, e para fazer coisas que gosta. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza!

Antigamente era bem melhor!

28/08/2020

Por: Héctor José Fester, capelão de Cptln – Argentina.

Certamente já ouvimos, ou nós mesmos já dissemos algo como: Antigamente era muito melhor!

Você acredita que o seu passado foi melhor do que o presente, este que você está vivendo hoje? Se você disse “sim”, eu te convido a continuar lendo este texto, e prestar muita atenção.

Vamos começar com a pergunta: O que aconteceu na sua vida, que faz você pensar que o que está vivendo hoje não é tão bom quanto o passado? Outra pergunta que devemos fazer é: Nessa época passada tão boa, você pensava no dia de amanhã? Você fez planos para o futuro ou deixou tudo simplesmente acontecer?

E, nesse caso, a vida simplesmente trouxe você até este momento em que você está agora, numa realidade não muito agradável. Talvez em sua vida você contabilize alguns acertos, mas o que mais pesa são os erros cometidos e a carga que se tornou pesada.

Bem, esta não é a hora de lamentar-se pelo passado, mas de pensar no que você está vivendo agora, e fazer planos para o seu futuro. É a hora para viver o presente, o dia de hoje. Podemos chamar de presente, porque é, também, um presente de Deus, uma nova oportunidade para você fazer as coisas de outra maneira.

Se você quer ter um futuro diferente do dia de hoje, precisa fazer as coisas diferentes. Se andar sempre pelos mesmos caminhos, vai chegar sempre ao mesmo lugar. No livro de Provérbios está escrito que existem caminhos que parecem bons, mas que no final nos levam à morte. Por isso, Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Deus está te dando uma nova oportunidade, hoje, agora. Deixe que ele pegue em suas mãos e te leve a um caminho cheio de vida nesse dia, e especialmente, te conduza a um futuro cheio de bênçãos e vida abundante.

O passado ficou para trás. Deus quer que o dia de hoje e todos os outros que virão depois, sejam de paz e vida. Venha vivenciar com a gente!

A Covid19 em primeira pessoa

21/08/2020

Por: Antonio Schimpf – Pastor e professor de Teologia em Buenos Aires – Argentina.

Estamos passando pelo Covid19 na família. Meu filho deu positivo, depois minha esposa e eu começamos a sentir os sintomas característicos desta doença. Apesar dos muitos cuidados, o contágio ocorreu. Ligamos para o número fornecido pelas autoridades argentinas, e eles nos incluem nas estatísticas oficiais de contagiados. Nosso seguro-saúde nos liga todos os dias, e uma médica nos acompanha e nos aconselha. Isso nos dá a segurança.

Faz uma semana que fomos diagnosticados. Aquilo que víamos como algo que só acontecia com os outros, estamos vivendo dentro do nosso lar. Quando enfrentamos outras doenças, como uma gripe, já conhecemos os sintomas e nada nos surpreende. Com a Covid19 é diferente, os sintomas não são os que conhecemos e vão se alternando: dor de garganta, dor de cabeça, mal-estar, febre, cansaço e, algo inconfundível, a perda do olfato e do paladar – algo repentino e impactante.

Como acontece com o desconhecido, estamos expostos à angústia e ao medo. Algo tão pequeno, quase invisível, nos deixa absolutamente indefesos, colocando a nossa saúde e a nossa vida em risco. Mas na vida dos que creem e confiam em Jesus, situações como esta mostram que, apesar de vulneráveis e frágeis, não estamos desamparados. O “eu estou com vocês, não tenham medo” de Jesus segue ressoando em nossos corações. Suas promessas e a sua graça se multiplicam em meio a nossas debilidades. Pessoas saudáveis não precisam de médico. Nos reconhecemos doentes, e Jesus é o nosso médico, não só da alma, mas também de nosso corpo e nossa mente.

Ficamos tranquilos quando sabemos que temos um hospital e um plano de saúde para nos atender se tivermos necessidade. Mas, acima de tudo, ficamos em paz sabendo que Deus conhece tudo o que está acontecendo conosco, e ele é poderoso e bondoso para nos auxiliar em todos os momentos. Estamos em suas mãos.

Home office, isolamento e família

12/08/2020

Por: Pastor Otávio Schlender, terapeuta de casal e família em São Paulo – Brasil.

Desde o início da Pandemia, o Home Office ganhou muita força. Nossa casa virou uma mistura de escritório, sala de aula, área de lazer… e em alguns momentos precisamos lembrar que é também o nosso lar. Passados alguns meses e o momento da novidade, muita gente ainda está nesse sistema, e, embora seja uma ótima alternativa em tempos de confinamento, o Home Office pode trazer alguns desafios para o relacionamento do casal e familiar.

Eu reuni algumas dicas pra ajudar você a estabelecer uma rotina equilibrada entre trabalho de casa e relacionamento. Vamos lá!

Um dos principais desafios é manter o foco naquilo que você está fazendo. E isso vale tanto para o período de trabalho, quanto para o momento de se relacionar. É muito comum questões da casa, do parceiro, das crianças, do cachorrinho, entre outros, atravessarem sua produtividade e também é comum questões de trabalho interferirem na sua vida conjugal e familiar. Por isso, é importante fazer uma espécie de transição entre as duas situações: é preciso entrar no clima do trabalho e depois sair dele para entrar no clima do seu relacionamento de casal e família.

Outro ponto fundamental é entrar em acordo com seu parceiro e filhos, se os tiver, sobre um horário de trabalho adequado, considerando que a rotina de uma casa também exige certa flexibilidade. E quando acabar o horário fixado como seu expediente, desligue o computador, desative os canais da empresa do seu celular (de preferência) e procure começar sua transição para o convívio conjugal e familiar. Tome um banho, coloque uma roupa de casa confortável, e foque nas pessoas que vivem com você. Aproveite essa grande oportunidade para fortalecer o vínculo e sentimentos entre vocês. Que tal fazer as refeições juntos, sem a interferência de eletrônicos… assistir aquele filme ou série que todos gostam… ter um momento de brincadeira com a criançada…? O equilíbrio entre trabalho e relacionamento, se alcançado por vocês nesse período de isolamento, trará muitos benefícios pra sua vida pessoal e para os seus relacionamentos.

Onde está Deus quando sofremos?

06/08/2020

Por: Victor Verruck, Capelão clínico em Assunção – Paraguai.

Beirute, Líbano. Terça-feira 04 de agosto. Todos acompanhamos espantados as imagens da trágica explosão, em vários ângulos, mostrando pessoas em situação de desespero. Em meio a tragédias como esta, muitas vezes escutamos ou até mesmo perguntamos: “Por que Deus permite tanto sofrimento? Por que Deus não acaba com essa dor das pessoas?”

O sofrimento pode vir de uma explosão, de uma Pandemia como estamos vivendo hoje, de um incêndio, de um ato terrorista, de uma briga de torcidas rivais, de um terremoto, de uma doença, da perda do emprego. E Deus, onde está em meio a tudo isso?

O rei Davi, na Bíblia, mostra a resposta para essa pergunta. Ele diz que Deus vê e percebe o sofrimento e a tristeza, e sempre está disposto a ajudar. Deus está sempre pronto para ajudar. Ele oferece esperança, um futuro e um mundo novo. Mas, na maioria das vezes, queremos algo mais.

Podemos ver muitas situações de sofrimento na Bíblia. Mas, quando e por que esse sofrimento entrou na vida do ser humano? O sofrimento começou em Gênesis 3.6, quando “a mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu.”

Sabemos que a resposta de Vivenciar.net para os momentos de crises está fundamentada em Cristo e em seu amor para conosco. Isto fica claro quando lemos em 1João 3.16-18 o seguinte texto: “Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.”

Muitas das medidas adotadas – ou não adotadas, pelos governos em tempos de Pandemia estão afetando diretamente a nossa vida, gerando ansiedade, medo e muita preocupação sobre o futuro.

“Podemos ignorar até mesmo o prazer, mas o sofrimento insiste em ser notado. Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.” (C.S. Lewis).

Com a Pandemia, talvez Deus esteja gritando ao meu, ao seu ouvido. Ele está chamando. Assim como Jesus chamou seus doze apóstolos, hoje podemos sentir em nossos corações que Cristo nos chama a cada um pelo nome, e pede que sejamos seus discípulos; que falemos de seu amor a nossos amigos e familiares, que demos testemunho com nossas vidas, pois fomos chamados e escolhidos para uma tarefa imensa: falar do Reino de Deus às pessoas.

A pergunta “Onde está Deus na Pandemia, na tragédia?” deve dar lugar a “O que podemos aprender com isso? O que Deus está querendo nos dizer?” O Covid19 escancarou a nossa fragilidade, nossa vulnerabilidade, a nossa mortalidade.

Veja o que Jesus fez quando estava andando sobre as águas e seu discípulo Pedro quis acompanhá-lo. Pedro começou a se afogar e Jesus estendeu sua mão para ajudar. Ele não ficou motivando ou recriminando Pedro. Ele imediatamente o ajudou. Ele perguntou a Pedro: “Por que você duvidou?” mas não foi uma bronca e, sim, um alento, uma lembrança de que não precisamos duvidar.

Por que duvidar? Lembre sempre que Jesus sempre pode e quer cuidar de você, mesmo em momentos de dor.

Quando o covid19 bate à sua porta

31/07/2020

Por: Wagner Knopp, São Paulo – Brasil.

Não era uma questão de “se”, mas “quando”.

A angústia e ansiedade tomam conta, antes, durante e depois do contágio. E são fortes, e podem derrubar. Antes do contágio era uma expectativa. Após a chegada do vírus, a realidade é de uma luta feroz entre o seu corpo e o vírus. Você não se reconhece na batalha.

Aí a pergunta é: “Será” que os sintomas vão piorar? Será que em 14 dias vai normalizar? Será que vou sair dessa? Será que, depois, eu estarei imune? Na medida do possível, a gente tenta manter a cabeça no lugar para acalmar a família. Mas como, se nem os médicos têm respostas?

A partir do sétimo dia os sintomas se agravaram e a ida para a UTI foi inevitável. Mas, em um momento, como em um ponto de inflexão, a situação se inverteu e a sensação de poder respirar de novo invadiu meu peito com esperança.

Os dias vão passando, e a melhora é contínua. Para mim foi uma recuperação em ‘V’. Fiquei muito ruim e agora só melhoro.

Sequelas? Nenhuma.

Recebi dezenas de mensagens reconfortantes e nunca imaginei que eram tão importantes para quem está doente, numa UTI, como foi pra mim.

Já em casa, o aprendizado com esse vírus me fez rever alguns valores, como aqueles que visam o ser humano. Passei alguns dias com amigos e colegas de trabalho, compartilhando experiências e desmistificando muita coisa a respeito deste vírus que trouxe muita desinformação. Hoje, a vida é muito mais preciosa para mim. Assim como a família e aqueles que me apoiaram de qualquer forma estão nas minhas orações.

Dar valor às pessoas, cuidar, saber ouvir as angústias e ansiedades, e enviar uma mensagem de conforto e esperança, é o legado desta experiência com o vírus. Isolado num leito de UTI, nunca me senti sozinho. Deus estava no controle, e usou pessoas para cuidar, motivar e confortar.

Sou Wagner Knopp, totalmente recuperado, agradecido a Deus e confiante que a vida sempre vale a pena.

Vamos entender melhor a culpa?

28/07/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Falar sobre culpa é falar sobre um sentimento que é presente na vida de todos nós, desde a infância, não é mesmo?

A culpa é uma sensação de que a gente falhou em algo, conosco mesmos, ou com o outro. A culpa sempre estará relacionada ao passado, a uma ou mais coisas que deixamos de fazer ou que fizemos e, depois, nos arrependemos.

Você pode achar que tem culpa por algo que fez, assim como você pode sentir culpa por algo que nem chegou a fazer.

Pessoas ansiosas tendem a viver no futuro, assim como pessoas deprimidas tendem a viver no passado. E, as pessoas ansiosas têm uma tendência maior de sentirem culpa justamente por anteciparem problemas ou situações futuras, sendo que elas nem aconteceram ainda. Sabe?

Pessoas que têm culpa também são pessoas que costumam ter medo de errar ou que querem controlar as situações. Mas, você sabia que a culpa pode estar associada a uma prepotência que temos também? Pois é.

Muitas vezes achamos que, por alguma ação nossa ou alguma fala nossa, causamos algo de ruim para outra pessoa. Um exemplo: insistimos para um amigo nos visitar e, quando ele vem, bate o carro. Vamos pensar: “não devia tê-lo chamado para vir em casa”. Porém, ele ter batido o carro foge do nosso controle, não nos diz respeito. E isso é perigoso, porque podemos dar mais valor do que o necessário para essa prepotência e, com isso, essa culpa pode ganhar um peso tão grande que nos sufocará.

De que maneira podemos aliviar a culpa então? Podemos utilizar uma comunicação não violenta conosco, assim como termos mais empatia também conosco e, principalmente, termos consciência das nossas intenções. Iremos errar mesmo querendo fazer o bem, mas será muito mais fácil nos perdoarmos caso a intenção tenha sido genuína e bondosa.

Não deixemos a culpa ser maior do que precisa ser. Visite nossa página “De quem é a culpa?”

Onde está minha zona de conforto?

17/07/2020

Por: Flavio Knopp, diretor de Vivenciar.net, São Paulo – Brasil.

Você se lembra de como estava o nosso ano de 2020 antes da Pandemia? Pense bem, terceira guerra mundial, incêndios na Austrália, e que mais? Quais são as suas memórias para este ano? Quais imagens ficarão em sua mente, quando estivermos na virada do ano, para 2021?

Posso tentar listar algumas: filhos estudando em casa, casais tentando trabalhar na sala ou na cozinha, papel higiênico, álcool gel, máscaras por toda a casa, reuniões online, e por aí vai. No início da quarentena e do isolamento social, essas situações foram caóticas. Ansiedade, depressão, estresse, medos, tudo ao mesmo tempo. E agora, algumas novas rotinas começam a se estabelecer dentro de casa e no trabalho. Estamos sendo obrigados a passar por mudanças. Algumas boas, outras nem tanto.

O que mudou para você? Já parou para pensar em como vai ser sua rotina no mês que vem, ou no ano que vem? Do que você sentirá falta, ou não sentirá nenhuma falta? Com o tempo, muitas coisas vão voltar ao normal, outras não serão mais as mesmas.

Quero convidar você a pensar naquilo que você fazia e que estava “mal-acostumado” por causa da rotina. Aquelas coisas que fazia por força do hábito ou que não fazia, por preguiça mesmo, ou por alguma outra razão. O que você pode melhorar em sua vida quando isso tudo passar?

Eu consigo perceber pessoas aprendendo a lidar com tecnologias. Pessoas que nunca cozinharam e agora são capazes de dominar uma cozinha. Gente aprendendo a costurar, a fazer artesanato, aprendendo jardinagem, fazendo cursos online, estudando, gente saindo de sua zona de conforto.

Ninguém gosta que mexam com suas coisas, com sua rotina. Lembra do “Quem mexeu no meu queijo?” Então, é isso mesmo. Qual vai ser a sua nova zona de conforto? E quanto tempo ela vai durar? Difícil saber. Mas quanto mais rápido você começar a perceber a mudança e reagir, mais rápido irá se adaptar à nova situação. Não podemos desfazer o sofrimento e a tristeza causados pelo Covid19, mas podemos aprender, podemos evoluir e nos preparar para novos dias que vêm por aí. Que Deus nos guie neste aprendizado.

Diário de uma UTI

14/07/2020

Por: Michelle, enfermeira em São Paulo – Brasil.

Estamos enfrentando tempos difíceis e vivenciamos cenários singulares relacionados à pandemia. No meu contexto, como enfermeira em um grande hospital na cidade de São Paulo, estamos começando a respirar com mais esperança; mais pacientes estão se recuperando e mais leitos estão sendo esvaziados.

Nos últimos três meses, convivendo e cuidando de pacientes graves com COVID-19, aprendi a não me sentir desesperada. Bem pelo contrário, aprendi a ter certeza de que Deus está no controle da situação, e ao mesmo tempo sofre com a humanidade. Além do mais, nunca demos tanto valor às coisas singelas da vida quanto agora, que estamos isolados e frágeis.

Exposta, face a face com o vírus, trabalhando entre a vida e a morte, experimento e percebo a fragilidade humana em cada detalhe. Vejo como a vida, em sua essência, é importante. Cada recuperação, cada sorriso, cada vídeo-chamada com a família; os pequenos gestos aqui dentro são mais importantes do que os grandes feitos. Reafirmo que Deus está no controle de tudo e nele podemos depositar a nossa confiança de olhos fechados, pois ele cuida de nós. Em grau menor de comparação, é a confiança que o paciente no leito de um hospital, sozinho e isolado, deposita no tratamento e nos profissionais de saúde, pessoas que ele nunca tinha visto anteriormente.

A esperança de que dias melhores virão está em saber que, no caminho, ainda haverá dificuldades na saúde pública e na economia, pois ainda teremos que enfrentar mais alguns meses com essa realidade, talvez muitos meses. Aqui vale o clichê: “há luz no fim do túnel”. Vamos confiar e ter paciência.

Porém, cabe lembrar que a pandemia só irá melhorar com a consciência e a colaboração de cada cidadão, compreendendo que minhas ações afetam diretamente o meu próximo. Nesse aspecto, vale salientar o que Jesus pede a nós: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15.12). Somos ferramentas do amor de Deus neste tempo. Cuide-se, e cuide do seu próximo. Venha vivenciar com a gente!

Na gangorra deste ano

10/07/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Outro dia assisti a um programa na televisão e, em determinado momento, o humorista apresentou um quadro que era uma sátira do filme “Divertidamente”. Esse filme retrata as nossas emoções de forma acessível e bem humorada, dando alguma ideia dos conflitos que se passam em nossa mente.

Pois, olhando este quadro humorístico consegui não só entender melhor ainda as nossas emoções, mas pude enxergar nosso cenário atual por outra perspectiva. Pensei: haja energia psíquica para lidar com a gangorra das emoções a que somos submetidos no dia a dia, não só no Brasil mas, em todo o mundo. E, como disse o humorista: se entrar mais alguma coisa na minha cabeça, eu entro em colapso!

E é assim mesmo; são tantas as coisas acontecendo ao mesmo tempo: pandemia, quarentena, mortes, crises no governo, violência nas ruas, racismo e os protestos… ufa! Cansei só de falar. Cansei! Me alcança um copo d’água. Preciso retomar o fôlego e continuar. Parabéns para nós, parabéns prá você que, com tudo isso, continua na lida diária, mantém-se em pé e segue na batalha. Somos vencedores.

Se você está se perguntando: por que tantos altos e baixos, tantas idas e vindas? Pense no seguinte: que bom que a vida não é linear. As variáveis que vivenciamos servem para colorir a nossa existência. Muitas vezes queremos que o mundo pare, para podermos descer, mas vale a pena continuar. Existem muitas coisas boas nos esperando para viver. Então, quando a gangorra subir, encha bem os olhos com a visão do horizonte, deixe que Deus preencha sua vida, para que, quando estivermos lá embaixo, lembremos que o horizonte dos dias melhores está lá, nos esperando. Pense nisso. E, se puder, fique em casa.

Enquanto isso, venha vivenciar com a gente!

Podemos ser apenas humanos?

07/07/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Me recordo que ao início desta pandemia, após os cuidados de saúde, contágio e higienização, uma série de outras recomendações nos foram dadas.

Aqui vão algumas delas: criar uma nova rotina, trabalhar, estudar, fazer exercícios, praticar yoga, fazer meditação, separar um tempo para estudar com os filhos, passear com os animais de estimação, aproveitar os cursos gratuitos disponibilizados online, fazer happy hour com a família e os amigos online, ler livros, maratonar séries… e mais uma lista imensa!

Só de ler eu me canso. E você?

Temos a impressão de que se não fizermos tudo isso estaremos de alguma maneira fracassando ou não deixando o nosso dia produtivo. O que é uma grande mentira, além de ser uma pressão que não trará nada de bom.

Cada pessoa vai se adaptar à sua realidade, às coisas que pensa em fazer, às necessidades que já existem, aos novos planejamentos que estão na cabeça, mas tudo a seu tempo e modo.

As redes sociais novamente podem nos passar a imagem de que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. Se em épocas de pré-pandemia já era assim, imagina agora? Precisamos ter cuidado e algum filtro. A vida do outro não é a sua, e vice-versa.

Podemos ser apenas humanos. Fazer o que nos compete. E isso já é muito. Pessoas com filhos em casa estão se virando de cabeça para baixo para conseguir manter o mínimo feito, imagina adicionar mais coisas à lista?

Pare! Respire! Viva cada dia de uma vez! Faça o que lhe for possível. O amanhã terá os seus próprios problemas, dificuldades e necessidades. Vivamos os de hoje, porque logo isso tudo vai passar.

Não esqueçamos que somos humanos, demasiadamente humanos.

Estudar na quarentena – Como aproveitar melhor esse tempo?

02/07/2020

Por: Hans Gac, professor em Montevidéu, Uruguai.

Não é fácil ser um estudante durante a quarentena, não é? Para você está difícil? Compreendo plenamente. Sou professor do Ensino Médio em Montevidéu, e tenho escutado muitas queixas dos alunos sobre suas experiências nesse período de isolamento. Eles reclamam, por exemplo, de estar em casa e não ter tempo para nada porque passam a manhã em aulas virtuais, e depois, estão ocupados com as rotinas da casa. E, para piorar, não podem sair com amigos nem fazer qualquer atividade física.

Como professor, e querendo oferecer alguma ajuda neste momento tão único e novo que estamos vivendo, preparei algumas dicas para quem tem que estudar. Tenho conseguido ajudar meus alunos, e espero que possa ajudar você também, de alguma forma.

Aí vão algumas sugestões:

  1. Organize: use uma agenda e marque todos os seus horários e atividades escolares, e coloque em um lugar visível para poder ver a qualquer momento. Faça um cronograma de atividades semanais e pendure na parede, de preferência no lugar onde você está fazendo as aulas virtuais.
  2. Peça ajuda: se você nunca se organizou assim, peça ajuda a alguém que já fez isso. Até se você quiser falar com alguém sobre isso, temos nossa equipe de Vivenciar, que está disposta a te ouvir e conversar.
  3. Nem tudo é trabalho: você não precisa e não deve estar todo o tempo conectado fazendo atividades escolares. No seu cronograma ou agenda, separe algum tempo livre. Nesse tempo, faça coisas que você goste de fazer e que possam te ajudar a relaxar e se distrair, para liberar as tensões acumuladas nas aulas. Veja um filme ou episódio de alguma série, ajude na cozinha, ouça música, jogue com os amigos, leia um livro, imprima um desenho e pinte, qualquer coisa que distraia você.
  4. Saúde física, mental e espiritual: além do tempo livre para distrair, cuide da sua saúde de forma integral. É preciso fazer uma pausa em todas as atividades para algum tipo de atividade física. Há muitos vídeos na internet com exercícios básicos e de todos os níveis. Para a saúde mental e espiritual, procure uma hora do dia para ficar em silêncio. Na internet você pode encontrar vários textos bíblicos motivadores que podem servir até como uma oração para estes momentos.
  5. O melhor lugar: na hora de estudar, procure um lugar cômodo, confortável, que permita uma boa postura, e na hora de abrir a câmera para a classe virtual, veja se você não está mostrando partes da casa que são mais privadas ou que podem estar muito bagunçadas. A aparência é importante também em tempos de isolamento e quarentena.

 

Espero que estes pequenos conselhos ajudem a deixar esse período um pouco menos pesado, melhorando a dinâmica das aulas virtuais. Pense também nas vantagens; você pode assistir às aulas de meias, chinelos, com o cobertor nas pernas, e de forma bem relaxada. Transforme isso em benefício.

Está muito difícil e nada disso ajudou? Venha vivenciar com a gente e compartilhar com a nossa equipe como está a sua situação.

A Pandemia e a era atômica – o que têm em comum?

23/06/2020

Por: Equipe Vivenciar.net

O escritor C.S. Lewis (famoso pelas Crônicas de Nárnia) escreveu há 72 anos uma reflexão que é mais atual do que nunca. A Segunda Guerra Mundial recém havia terminado, e a Guerra Fria estava começando.

O texto de C.S. Lewis nos faz refletir sobre a fragilidade da vida, ao mesmo tempo que nos leva a pensar em como viver este tempo de Pandemia, isolados sim, com algum medo, mas sem perder o controle da situação, para que seja um tempo útil dentro de nossos lares. Um tempo para estarmos próximos de nossa família, aproveitando pequenas coisas e momentos juntos.

Ao ler o texto, pense em “coronavírus” cada vez que ele falar de bomba atômica. A reflexão era sobre como viveremos numa era atômica?

“…viveremos da mesma maneira que você viveria no século 16 quando a ‘peste’ visitava Londres quase todos os anos, ou como você viveria na era Viking quando os invasores da Escandinávia poderiam chegar a qualquer noite e cortar suas gargantas; ou na realidade, como você já está vivendo numa era de câncer, de sífilis, de paralisia, uma era de bombardeamento aéreo, de acidentes ferroviários, de acidentes rodoviários.”

Em outras palavras, não devemos começar a exagerar a ‘novidade’ da nossa situação. Você, bem como todos os que você ama, já estavam sentenciados à morte antes da bomba atômica (vírus); e uma boa parte de nós iremos morrer de uma maneira desagradável. Nós, de fato, temos uma grande vantagem sobre os nossos antepassados – a anestesia.

A primeira coisa a fazer é controlar-se. Se todos nós vamos ser destruídos por uma bomba atômica, quando a bomba (vírus) chegar, que ela nos encontre fazendo as coisas sensatas e humanas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças e não amontoados como ovelhas amedrontadas pensando sobre bombas. Elas podem quebrar os nossos corpos (um micróbio pode fazer isto – em nosso caso um vírus) mas elas não precisam dominar nossas mentes.”

Present Concerns, editado por Walter Hooper, Harper Collins, Nova Iorque, 2017. ‘On Living in an Atomic Age’, publicado na revista Informed Reading, vol. VI, 1948, pp. 78-84.

O home-office e a maternidade – Como conciliar?

17/06/2020

Por: Mariana Jaunsolo – Montevidéu, Uruguai.

Organização nunca foi o meu forte, mas com uma rotina de cronogramas estabelecida pelas diferentes obrigações, eu era capaz de cumprir tudo, muitas vezes ao custo de uma noite mal dormida devido à ansiedade de “ticar” todos os itens da minha lista de tarefas. Com a chegada do coronavírus e a necessidade de manter o isolamento, essa rotina mudou drasticamente.

Aparentemente, não seria mais necessário cronometrar cada atividade para poder chegar à escola a tempo e a jornada de trabalho poderia ser bastante relaxada. Toda essa situação de crise mundial, apesar de gerar muita incerteza e medo, parecia apresentar uma oportunidade para desacelerar a vida e se conectar com as coisas que sempre desejamos fazer quando temos tempo. Isso seria realmente possível?

Como certamente aconteceu com muitos pais e mães nesse período de quarentena, tive que enfrentar situações e assumir papéis que, antes, eu delegava. Por exemplo, ser professora de uma menina de 4 anos de idade; uma tarefa que não é fácil.

Não apenas continuei sobrecarregada com o home-office, mas agora, além de minhas responsabilidades, tarefas escolares e aulas virtuais foram adicionadas. Devo admitir que lutei muito contra essa situação. Minha frase recorrente era “não fui treinada para isso” e fiquei muito angustiada ao pensar que minha filha seria a única com as lições incompletas. E eu deixaria de ser “a mãe perfeita”.

Também era difícil para minha filha entender que, mesmo estando juntas em casa o dia inteiro, eu tinha minhas responsabilidades e não podia dedicar toda a atenção a ela. A necessidade de gerenciar sua frustração – e a minha – me levou, em um determinado momento, a refletir sobre como eu queria passar por esse período específico.

Se essa situação não vai durar para sempre, por que não voltar à ideia original de desacelerar a vida? O que eu poderia perder? Nunca esteve em meus planos deixar de lado as responsabilidades, mas comecei a pensar que era necessário priorizar o que é importante, para não ficar desesperada na tentativa de fazer tudo.

Alguns dias atrás, estávamos refletindo com uma amiga o seguinte verso da Bíblia:

“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando” (Jeremias 29.11).

Quanto alívio podemos sentir ao saber que, apesar do que experimentamos como dificuldades, já existe alguém que fez os planos para nós e temos em quem descansar nossas preocupações, medos e aflições. Por que ficar ansioso com as coisas deste mundo se alguém já planejou um futuro promissor. Mas, como posso colaborar para esse futuro?

Pouco a pouco entraremos na tão falada “nova normalidade”. É possível que minha filha fique um dia sem fazer a lição de casa, ou terei que redobrar meu esforço para recuperar o atraso das responsabilidades. Mas, nós duas lembraremos disso como uma época em que, apesar das dificuldades, finalmente passamos com alegria e muitos sorrisos compartilhados.

Finalmente, é bom sempre ter a certeza de que, em Deus, temos um lugar seguro onde depositar nossos medos, preocupações, ansiedades e toda a nossa carga que, às vezes, pode parecer pesada demais. Se tudo isso está te deixando ansioso, venha vivenciar com a gente e conhecer nossa página sobre Ansiedade.

Como viver sem controle?

16/06/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Desde o começo da pandemia, uma das queixas que mais escuto não apenas nos atendimentos com meus pacientes, mas também com amigos e amigas próximas, diz respeito a incômodos que todos estão vivenciando por não terem o controle do que está acontecendo.

A esse incômodo podemos dar o nome de angústia, ansiedade, depressão, medo, enfim, um sentimento nada agradável que tem nos visitado com maior frequência e intensidade.

Estávamos acostumados, em nossa vida, a manter a rotina, as nossas atividades, seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer. Mas, de uma hora para outra, isso nos foi limitado e ficamos confinados.

Isso parece ter gerado em nós um sentimento de impotência, desconforto e, consequentemente, estresse e todo o mais citado antes.

Ok! Mas o que essa situação pode nos ensinar?

Costumo refletir sobre o quanto nós vivíamos, e vivemos, a ilusão de que temos o controle sobre algo. E, mais do que isso, o quanto “perder” essa sensação de controle nos afeta, de maneira direta e prejudicial, a saúde física e mental.

Um vírus, algo minúsculo, conhecido por ser o inimigo invisível, é um dos exemplos que nos mostra que a vida não está em nossas mãos e o quão prepotentes somos ao pensarmos isso.

Temos a possibilidade de não apenas nos desesperarmos com isso, mas também de nos libertarmos desse fardo. Como é bom poder descansar e nos entregar nos braços do nosso amoroso Pai Celestial. Não é mesmo? Ele cuida de nós. Ele tem o controle, nós não.

Isso significa que não precisamos fazer mais nada?

Não. Continuemos fazendo tudo ao nosso alcance para nós e o nosso próximo, vivendo a vida da melhor maneira possível, mas tendo consciência de nossas limitações e não nos deixando afetar tanto quando tudo parecer perdido.

A economia começa com o menu

10/06/2020

Por: Gabriela Silveira – CPTLN Uruguai

Como é difícil este tempo em casa! O confinamento é uma realidade que nos convida a gerar novas rotinas diárias, reinventando nossa “economia familiar”

Economia familiar é o gerenciamento das despesas que uma família possui, buscando redistribuir esse dinheiro atendendo às necessidades dos membros da família: o que vamos comer, como vamos pagar as contas e as dívidas, que roupas vamos usar, etc. Isso se torna um imenso desafio quando somos forçados a viver juntos em casa, e parece que essas “necessidades” acabam se tornando maiores e urgentes!

Não sei se o mesmo acontece no seu país, mas onde eu moro (Uruguai) nos supermercados, eles permitem apenas uma pessoa por família e nas portas vemos uma grande placa que diz “planeje suas compras”, “receba suas compras em casa”, nos aconselhando a sermos rápidos nas compras ou a não sair de casa tantas vezes durante a semana, até mesmo ajudando-nos a economizar algum dinheiro.

Quero compartilhar algo que funcionou para mim, algo que surgiu quando resolvi prestar atenção aos cartazes no supermercado. O que foi que eu fiz?

Primeiro, numa folha de sulfite, montei um calendário de domingo a domingo com a data de cada dia, contemplando uma semana inteira e organizando para cada dia as 4 refeições principais: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Em menos de 20 minutos, consegui escrever um cardápio completo para cada dia, pensando nas necessidades da minha família e no que ocasionalmente gostamos de comer. Para evitar cozinhar todo o tempo, também organizei pratos para o almoço e jantar que podem durar mais de um dia ou que podem ser conservados no freezer.

Resultado: estou fazendo compras apenas uma vez por semana com uma lista na mão, e não preciso sair de casa para mais nada! Resolvemos a questão do que vamos comer; menos uma coisa para eu me preocupar.

Isso foi uma grande, ou melhor, foi uma ENORME ajuda para a nossa economia doméstica e também nos ajudou a economizar algum dinheiro. E quem não precisa economizar?

Convido você a montar seu menu e organizar sua compra semanal. Depois você nos conta como está lidando com isso!

Conheça o nosso conteúdo sobre quarentena e isolamento.

Como vamos passar por isso?

09/06/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Algo novo no ar… literalmente no ar. Uma atmosfera contaminada por um vírus com o poder de modificar o modo de ser, pensar, agir e interagir de todos nós. As reações são variadas; existem os furiosos contra tudo e todos, outros que levam a vida como se nada estivesse acontecendo, alguns se adaptando à nova situação… outros ansiosos, estressados… em pânico.

A pandemia trouxe mudanças radicais, principalmente na rotina das famílias; filhos em casa o dia todo, casais igualmente tendo que interagir em tempo integral, e então, como administrar esse caldeirão prestes a explodir?

De acordo com o site g1.com, “Xiam”, capital da província de “Shaanxi, registrou um número recorde de separações em função do confinamento; muitos casais não aguentaram a alteração da rotina e a aproximação forçada do casal.

Outro registro significativo foi o aumento do feminicídio. Segundo a “Folha de São Paulo” o número dobrou no Estado e chama a atenção, novamente, para a violência doméstica. A quarentena aumentou a tensão nas relações conjugais e familiares, o consumo de álcool, a perda da renda e os demais problemas sócio econômicos.

Devemos estar certos que muitos são os desafios nessa “pandemia”; lembremos que as emoções estão à flor da pele para todos. A incerteza que paira no ar altera a nossa percepção e o modo de ver a vida e o futuro.

E agora, qual a solução? Refletir sobre o que depende de mim é um bom começo. A empatia, ou seja, ter conhecimento de que o outro, possivelmente, sente o que estou sentindo, me faz entender o porquê das suas reações e, assim, amenizar o estrago que a “tensão” e o confronto provocariam.

Em tempos de “pesados fardos” é importante tentar se adaptar. A pergunta: “vale a pena brigar por isso, me ressentir por aquilo, me ofender por aquilo outro?” sempre ajuda em todas as ocasiões.

Como vamos passar por isso? Depende de nós, das nossas ações e reações. Pense nisso.

Uma máscara pode roubar nosso sorriso?

07/06/2020

Por: Christian Hoffmann
Capelão do Colégio San Pablo em Montevidéu – Uruguai.

A Pandemia do COVID-19 causou mudanças e criou hábitos aos quais não estávamos acostumados. Estar muito tempo em casa, ter aulas virtuais, maiores cuidados com higiene. No entanto, para a realidade Latinoamericana, algo que é muito diferente é a utilização de máscaras.

Antes, elas eram utilizadas somente por médicos ou dentistas. Recentemente, com a falta delas no mercado, muitos começaram a fazer suas próprias máscaras caseiras, e máscaras de pano, agora, são vendidas por toda a parte, com estampas variadas, logotipos de empresas e até com sorrisos gigantes.

Na Ásia, o costume de utilizar máscaras começou muito tempo antes da Pandemia. No Japão, no início do século 20, quando uma pandemia de gripe matou milhões de pessoas, utilizar máscaras virou um hábito. As pessoas também as utilizam para se proteger da fumaça da poluição, ou em grandes tragédias. Em lugares como Japão e Coreia, o bem-estar comum prevalece, e utilizar máscaras é mais do que evitar contagiar-se; é um cuidado para não contagiar os outros.

Também há os que assumem que a máscara facilita até por não precisarem se produzir tanto para simplesmente ir às compras num domingo. Nos países asiáticos, as máscaras são como os óculos de sol, pois dão um pouco de privacidade a quem as usa. Por isso são tão populares: utilizar máscaras e fones de ouvido é uma forma de isolar-se, e dessa forma os jovens não precisam ficar se comunicando com outras pessoas. É um isolamento social voluntário. Milhares de fãs das novelas coreanas e grupos de K-Pop – que já são uma febre entre os jovens, utilizam com orgulho as suas máscaras como um sinal de pertencimento.

Depois de tanta história e hábitos novos que precisamos assimilar, aparecem as perguntas: Já não podemos nos abraçar, e agora nem podemos mais sorrir? Como sabemos o que está por trás de uma máscara?

Bem, um sorriso não se faz só com a boca. Especialistas dizem que, quando sorrimos, movimentamos 12 músculos do rosto. Jó, um personagem da Bíblia que soube experimentar todo o tipo de sofrimento e deixou sua vida nas mãos de Deus, escreveu que: Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. (Jó 29.23-24).

Em tempos de máscaras, podemos sorrir de outra maneira: um olhar atento e otimista, movimentar todos os músculos do nosso rosto ao sorrir, gestos e ações acompanhados de boas palavras, tudo isso transmite um sorriso. Um sorriso que não se vê, mas que podemos sentir.

Venha sorrir e vivenciar com a gente!

Venha vivenciar com a gente!

05/06/2020

Por: Flavio Knopp, diretor de Vivenciar.net

Estamos inaugurando o Blog de Vivenciar.net. Mas, por que um blog, se já temos as páginas com os conteúdos? A Pandemia do Coronavírus está obrigando todo o mundo a se adaptar, a mudar práticas e formas de pensar. Estamos nos adequando a uma comunicação online e tentando torná-la um pouco mais pessoal. Antes, reclamávamos de que as crianças e os adolescentes só falavam por mensagens no celular. Agora somos nós que estamos aprendendo a extrair o máximo dessa forma de comunicação.

E o blog surgiu dessa necessidade. Uma adaptação para oferecermos conteúdos rápidos de acordo com a evolução da situação. Quando a Pandemia começou, lançamos uma página especial sobre a quarentena, porque as pessoas estavam aprendendo a lidar com esse isolamento. Agora, passadas algumas semanas, muita gente já sabe o que é o vírus, como ele se propaga, os cuidados necessários e como sobreviver dentro de casa, trancados, ou nas ruas, caso seja necessário deslocar-se.

Neste momento, vemos milhões de pessoas preocupadas não mais com o “ficar em casa”, mas com o emprego, o alimento de amanhã, a perda de entes queridos sem poder despedir-se deles. Então, já estamos em outra etapa. E outras virão. Por isso, a ideia do blog. Oferecer pequenos conteúdos rapidamente, atualizados e contextualizados, sempre relacionados com nossas páginas sobre os temas que continuam atuais e relevantes.

Fique com a gente. Acompanhe nossos textos, inscreva-se para receber as novidades e compartilhe os posts. Queremos estar em contato com você para ajudar cada vez mais pessoas a passarem pelos momentos difíceis que fazem parte da nossa vida.

Venha vivenciar com a gente!

Abraços e que Deus esteja com você em todos os dias da sua vida.

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