Sempre é melhor viver!

24/09/2020

Extraído do livrete “Siempre es mejor vivir” de Lutheran Hour Ministries, adaptado por Zuli Crespo – CPTLN Panamá.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, quase 1 milhão de pessoas morrem por ano em decorrência do suicídio, que é a principal causa de morte em pessoas entre 15 e 29 anos de idade. O suicídio não distingue raça, crença ou nível social.

Isso nos permite ver que, por trás de toda esta situação, existem pessoas que desejam se livrar de sua dor e da sua angústia diante de problemas que parecem não ter mais solução. São levadas a crer que ninguém se importa com o que está se passando. Ao sentir que não têm mais o afeto sincero de outras pessoas próximas, podem perder a vontade de viver, pois ficam aterrorizadas com a ideia de que terão de continuar sua vida sozinhas e sem apoio.

É verdade que a vida tem muitos momentos ruins. Às vezes recuperamos as forças, em outros momentos nos sentimos fracos e chegamos até a pensar que Deus nos abandonou. Mas isso nunca vai acontecer. Deus não nos abandona.

Como pessoas que vivem em sociedade, somos chamados a trabalhar juntos para prevenir o suicídio, a sermos mensageiros de consolo e paz. Somos chamados a ser o amigo, o familiar amoroso que tantas pessoas precisam para ajudar a reencontrar o desejo de viver. É hora de sermos solidários, amorosos uns com os outros para compartilharmos nossas dores, nosso amor e nossa esperança. Assim estaremos seguindo o exemplo de Jesus, que demonstrava seu amor e compaixão com os que sofriam e estavam vulneráveis ao seu lado.

Em meio a tanta angústia, nem sempre conseguimos imaginar que Deus está, sim, presente em nossa vida, oferecendo sua mão forte e carinhosa, pois seu maior desejo é que tenhamos uma vida de paz e crescimento. Ainda que saibamos que os problemas sempre irão existir em nossa vida, contamos sempre com a força de Jesus para superá-los. Deus nos auxilia em nossos medos, angústias, depressão ou culpas. Ele se importa demais com os que choram, que sentem dor, frustração e desespero.

É isso que nos consola e deve nos animar a sempre seguir vivendo e apoiando aos outros com o amor do Pai Celeste.

Suicídio – um pecado sem perdão?

22/09/2020

Psicóloga Daniela von Mühlen – Psicoterapeuta de casal, familiar e individual em Manaus – Brasil.

O suicídio está envolvido em sofrimento, dúvidas, questionamentos, incertezas, preconceitos e julgamentos.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte. Deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo.

Em alguns momentos da história da Igreja, o suicídio foi classificado como um pecado sem perdão, ou seja, a pessoa que comete suicídio iria para o inferno, perderia a salvação eterna.

Mesmo que a pessoa esteja transgredindo o mandamento “Não matarás”, eu te pergunto: Se você morresse agora, você estaria sem pecados? A resposta é NÃO. Somos todos pecadores e não sabemos a hora da nossa morte, portanto não temos como afirmar que iremos morrer arrependidos de todos os nossos pecados, não é mesmo? Mas temos a certeza da salvação por meio da fé em Cristo.

O suicídio, por ser considerado um ato deliberado com intenção de morte, nos causa incertezas. Mas, os estudos na área da psicologia demonstram que a pessoa que quer se suicidar, muitas vezes, deseja reduzir o seu sofrimento por achar insuportável a dor, por achar que é a única saída para problemas, dilemas, dificuldades, crises e outras situações. É uma fuga. Um alívio para pressões externas com uma ideia de alcançar a paz, um descanso para seus tormentos.

Existem casos também de transtornos mentais onde a percepção da realidade é alterada, ou seja, a pessoa não consegue ver uma alternativa, tem uma avaliação negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. O desejo de viver e morrer se confundem, o que prevalece é a urgência em sair da dor e do sofrimento interminável.

Neste sentido, como podemos julgar o que se passa na vida e na mente desta pessoa? Quem somos nós para avaliar e decretar quem terá salvação eterna ou não?

Em Romanos 8, nos versículos 38 e 39, lemos: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Devemos valorizar a vida sim, procurar ajuda, prevenir o suicídio que traz tanto sofrimento e não é uma opção para vencer os tormentos da vida. Mas também devemos apoiar os enlutados e deixar Deus ser Deus na vida de todos nós.

Nada pode nos separar do amor de Cristo, esta é a nossa certeza e consolo.

 

Suicídio e as crianças

16/09/2020

Por: Julissa Reynoso Diaz – Psicóloga em Mexico.

De acordo com a psicanálise, existem duas forças que atuam em uma pessoa desde que ela começa a interagir com o mundo: o desejo de vida e o desejo de morte. A tensão entre esses dois impulsos opostos gera uma tensão que requer uma solução, influenciando assim as ideias, o comportamento e a predisposição ao perceber nosso ambiente e interpretar o significado de um gesto, uma diferença de opinião, um sorriso, uma lágrima, um abraço ou a ausência dele.

Podemos reconhecer essa dualidade não só na individualidade das pessoas, mas também em sua vida em comunidade. Os contrastes estão por toda parte: na administração econômica, nas formas de diversão, na moda, na música, e também na forma de educar nas escolas e nas famílias, costumamos construir ou destruir. Aceitar como normal um ambiente violento é tão destrutivo quanto aceitar um ambiente de indiferença. Imagine o impacto que isso tem sobre as crianças.

O que se espera das crianças é que aprendam e se divirtam, e quando ouvimos falar em depressão infantil, estresse infantil, ansiedade infantil e outras coisas mais, começamos a achar que há exageros. É normal encontrarmos pessoas que dizem que sequer podemos falar alto com as crianças de hoje porque elas podem se traumatizar. Acabamos subestimando a realidade. Por querer ignorar a escuridão, ela foi crescendo.

No mês de setembro, há um esforço conjunto para conscientizar as pessoas sobre o suicídio, pensando no futuro, e os dados que você encontra na Internet são alarmantes e assustadores. Outro dia eu estava procurando informações e deparei com o fato de que o suicídio é a segunda maior causa de morte em crianças ou menores. Isso me quebrou as pernas. Não sei se é um dado atualizado, mas mesmo que não seja, o suicídio não deveria ter um lugar tão protagonista nas causas de morte, nem em crianças nem em qualquer idade. Alguma coisa está acontecendo conosco, ou melhor, estamos deixando passar alguma coisa. Os filhos deveriam estar sob os nossos cuidados! É difícil enfrentar esse choque de realidade, e é uma coisa que está piorando.

Crianças continuam nascendo, e tornando-se jovens que ainda podem ser moldados. Temos novas oportunidades para melhorar a situação se nos concentrarmos e nos esforçarmos para construir um futuro. Precisamos motivar e cultivar pensamentos que valorizem a vida, que sejam benéficos para toda a sociedade. Precisamos de atitudes que melhorem nosso relacionamento pessoal e interpessoal. Sinceramente, todos precisamos olhar e acreditar em Deus e em seus ensinamentos.

Aqui você encontra nosso conteúdo “Criando os filhos com amor”.

O que fazer com os meus pensamentos?

11/09/2020

Por: Kamila Fukue – Psicóloga em Canoas, RS – Brasil.

Chega um momento de nossas vidas que a dor é tão intensa que não cabe mais em nós, então transbordamos em sofrimento. Não temos forças e nem ideias de como suportar ou superar tal situação.

A suicidologista Karina Fukumitsu faz a seguinte pergunta em uma de suas palestras: levante a mão quem nunca pensou na morte como solução para seu sofrimento? Eu mesma não levanto minha mão.

Então, o que fazer quando a nossa mente nos diz que a morte é a única “solução” para acabar com a dor?

Conhecer o que acontece antes do pensamento suicida é muito importante. Situações como perdas recentes, dinâmica familiar conturbada, separações, aposentadoria, ter sofrido abuso, diagnóstico psicológico, doenças orgânicas ou crônicas, estão associadas ao surgimento de pensamentos suicidas. Junto desses pensamentos, ocorrem sentimentos que vou chamar aqui de “os 4 Ds.”

DESAMPARO: pensamento de que “não há ninguém que pode ajudar ou entender o que estou passando”.

DESESPERANÇA: “sempre foi assim”, “isso nunca vai mudar”.

DESESPERO: “não aguento mais”, “não vou suportar mais”.

DEPRESSÃO: “tô sem vontade”, “não tenho ânimo pra fazer qualquer coisa”, “nada (ou quase nada) para mim é bom ou me dá alegria/prazer”.

Você já se sentiu assim ou até mesmo já disse frases como essas em algum momento da sua vida? Talvez você sinta e pense tudo isso neste exato momento em que parou para ler este texto. Saiba que estes pensamentos vêm e vão na nossa cabeça, alguns duram mais tempo, outros menos, como nuvens passando pelo céu.  Apesar da dor que vem com eles, ainda assim eles não definem quem você é e nem comandam o que você faz. Eles são pensamentos. E você é aquele que observa esses pensamentos passando pela sua cabeça.  Lembre disso!

E você pode fazer mais:

Fale com alguém, mesmo com seus pensamentos insistindo o contrário.  A tristeza prega peças e uma delas é a de que “ficar sozinho vai ser melhor”, “vou incomodar se falar com alguém”.  Evitar falar aumenta a duração e a intensidade desses pensamentos na sua cabeça a ponto de você enxergá-los como um único caminho.

E isso só vai afastar você ainda mais da vida que você gostaria de viver.

Pode ser que falar melhore seu dia em apenas 1%, e esse é o processo da mudança: ela acontece em micropassos. Comece hoje, faça algo saudável que deixará seu dia 1% melhor (sentar-se na cama, colocar os pés no chão, tomar mais água, pesquisar números de terapeutas…)

Faça mesmo se não tiver vontade, ela virá depois dos primeiros micropassos.

Estamos aqui para ajudar você nessa caminhada!

Links Úteis:

Instagram: @eurekka.me

https://eurekka.me/depressao-e-suicidio/

CVV – https://www.cvv.org.br/

Suicídio e a família – Como amparar os que ficam?

08/09/2020

Por: Daniela von Mühlen – Psicóloga e psicoterapeuta de casal, familiar e individual em Manaus – Brasil.

Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio. A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas todos os anos. Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano. Cada vez que alguém comete suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

Estes e outros dados são facilmente encontrados na internet e em materiais relacionados à saúde e à prevenção ao suicídio. Mas, e quando prevenir não é mais possível? Quando a família já é vítima de uma morte por suicídio? O que fazer?

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

Escutei, um tempo atrás, o depoimento de um casal vítima do suicídio de uma filha. Eles relataram o quão difícil era ouvir e saber estes dados sobre as possibilidades de prevenção. A culpa vinha assolar da forma mais cruel e dolorida, como se não tivessem feito o suficiente pela filha tão amada. A pergunta “como poderiam ter evitado?” era frequente e o convívio com o julgamento de familiares, amigos e conhecidos estava presente, diariamente, durante muito tempo.

Famílias relatam sobre o pouco ou quase nenhum atendimento, amparo ou tratamento após o suicídio. Precisamos pensar e agir sobre isto, não é mesmo?

Como lidar com alguém em processo de luto por suicídio? Novamente, escutar é muito mais relevante do que falar. Acolher, mas deixar doer. Este momento precisa ser vivido, os sentimentos precisam ser externados e isso acontece de formas diferentes para cada pessoa, cada um tem o próprio jeito de viver seu luto e não estamos aqui para julgar, opinar ou comparar, mas escutar e acolher.

Não julgue a morte, seus motivos e meios. Não tente minimizar a dor, nem seja indiferente. O sofrimento já está bem presente nesta família e cada pessoa tem seus recursos internos próprios para passar pela situação. Estar disponível é a melhor opção.

Prevenir é importante sim, mas cuidar e amparar os enlutados sem julgamento é um ato de amor!

A terapia de Deus

03/09/2020

Por: Flávio Luis Horlle, psicólogo e pastor no Paraná – Brasil

“Nós o amávamos. Estava deprimido, mas quando mudou de atitude, parecia melhorar. Sentimos culpa em não ter lido os sinais e evitado essa tragédia”.

“Dor tão grande, uma culpa que esmagava. Achava que as pessoas e o mundo ficariam melhor sem mim. Graças a Deus, não consegui. Hoje eu vejo como o sofrimento  me cegava”.

Já ouvi esse tipo de relato de familiares e amigos que sofreram a perda de uma pessoa querida que tirou a própria vida. Também de pessoas que tentaram, mas não conseguiram. Reconheceram que Deus as livrou e providenciou a preservação da vida

Você se identificou com alguma dessas situações? Nesse mês de setembro estamos abordando o tema da prevenção ao suicídio.

O suicídio não é da vontade de Deus. Deus nos deu a vida, ele a tira quando achar melhor. O sofrimento, porém, pode estar tão grande que, não necessariamente, se quer matar a vida, mas acabar com a dor insuportável.

Isso me faz lembrar o texto bíblico de 1 Reis 19. 4, quando Elias disse para Deus: “Já chega, ó Senhor Deus! Acaba com a minha vida!”

Você diria que Elias pediu para Deus tirar a vida e não pensa em ele próprio tomar essa atitude, mas se olhamos o contexto, ele estava deprimido, rumou para o deserto sem água e comida e se deitou embaixo de uma árvore. A morte viria de qualquer forma.

Deus, porém, vai ao seu encontro e providencia um tratamento físico: comida, água e exercício. Emocional: Elias pode desabafar, colocar para fora. Espiritual: Deus mesmo estava providenciando a solução para o que parecia impossível.

Que interessante esse gesto de amor. Assim como Deus foi ao encontro de Elias, ele vem a nós também na sua Palavra consoladora. Essa palavra aponta para Jesus, que carregou o nosso sofrimento. E Deus também envia pessoas queridas que podem nos ajudar.

Não desista. Tem jeito. Através desse texto, Deus está falando com você!!

Setembro Amarelo – vamos falar de suicídio!

01/09/2020

Por: Daniela von Mühlen, Psicóloga e Psicoterapeuta em Manaus – Brasil.

Com certeza você já ouviu falar do “Setembro Amarelo”. É o mês em que mais se lembra, se fala e se faz campanhas de prevenção ao suicídio.

Sabemos que o número de suicídios vem aumentando e não somente em setembro, alguns criticam o volume de campanhas apenas durante este mês. Mas penso que já é um grande avanço poder falar sobre este tema abertamente, pois até pouco tempo atrás quase não se falava, e ainda hoje este assunto é tabu em muitos lugares.

Pois bem, aqui no blog de Vivenciar.net iremos falar sobre suicídio durante este mês, pois trabalhamos o ano inteiro com conteúdos para pessoas que procuram este programa, e sabemos como é recorrente, necessário e urgente falar sobre suicídio aqui também. Acreditamos que falar, procurar ajuda e ser escutado é o melhor caminho.

Para falar de suicídio precisamos falar de morte e a maioria das pessoas tem muita dificuldade de falar em morte, pois isso expõe seus limites e fraquezas. Mas, falar é preciso, ajudar é preciso, perder o medo de se aproximar das pessoas e oferecer ajuda é preciso.

“Mas eu não sei o que fazer, muito menos o que falar…”. A pessoa que está numa crise suicida se sente sozinha e isolada. Se você se aproximar e perguntar “tem algo que eu possa fazer para te ajudar?”, a pessoa pode sentir abertura para desabafar. Nessa hora, ter alguém para ouvi-la pode fazer toda a diferença. Quem decide ajudar não deve se preocupar com o que vai falar. O importante é estar preparado para ouvir.

Em geral, as pessoas correm menos riscos quando aceitam ajuda. Encontrar alguém que tenha disponibilidade para ouvir e compreender os sentimentos sem julgar, fortalece as intenções de viver.

É importante lembrar: Ao ajudar uma pessoa com risco de suicídio, você pode experimentar sentimentos variados ou mesmo desgaste físico e emocional. Não se esqueça de cuidar de si mesmo! É importante que você possa compartilhar seus sentimentos e obter apoio também. Tenha tempo para si, e para fazer coisas que gosta. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza!

Antigamente era bem melhor!

28/08/2020

Por: Héctor José Fester, capelão de Cptln – Argentina.

Certamente já ouvimos, ou nós mesmos já dissemos algo como: Antigamente era muito melhor!

Você acredita que o seu passado foi melhor do que o presente, este que você está vivendo hoje? Se você disse “sim”, eu te convido a continuar lendo este texto, e prestar muita atenção.

Vamos começar com a pergunta: O que aconteceu na sua vida, que faz você pensar que o que está vivendo hoje não é tão bom quanto o passado? Outra pergunta que devemos fazer é: Nessa época passada tão boa, você pensava no dia de amanhã? Você fez planos para o futuro ou deixou tudo simplesmente acontecer?

E, nesse caso, a vida simplesmente trouxe você até este momento em que você está agora, numa realidade não muito agradável. Talvez em sua vida você contabilize alguns acertos, mas o que mais pesa são os erros cometidos e a carga que se tornou pesada.

Bem, esta não é a hora de lamentar-se pelo passado, mas de pensar no que você está vivendo agora, e fazer planos para o seu futuro. É a hora para viver o presente, o dia de hoje. Podemos chamar de presente, porque é, também, um presente de Deus, uma nova oportunidade para você fazer as coisas de outra maneira.

Se você quer ter um futuro diferente do dia de hoje, precisa fazer as coisas diferentes. Se andar sempre pelos mesmos caminhos, vai chegar sempre ao mesmo lugar. No livro de Provérbios está escrito que existem caminhos que parecem bons, mas que no final nos levam à morte. Por isso, Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Deus está te dando uma nova oportunidade, hoje, agora. Deixe que ele pegue em suas mãos e te leve a um caminho cheio de vida nesse dia, e especialmente, te conduza a um futuro cheio de bênçãos e vida abundante.

O passado ficou para trás. Deus quer que o dia de hoje e todos os outros que virão depois, sejam de paz e vida. Venha vivenciar com a gente!

A Covid19 em primeira pessoa

21/08/2020

Por: Antonio Schimpf – Pastor e professor de Teologia em Buenos Aires – Argentina.

Estamos passando pelo Covid19 na família. Meu filho deu positivo, depois minha esposa e eu começamos a sentir os sintomas característicos desta doença. Apesar dos muitos cuidados, o contágio ocorreu. Ligamos para o número fornecido pelas autoridades argentinas, e eles nos incluem nas estatísticas oficiais de contagiados. Nosso seguro-saúde nos liga todos os dias, e uma médica nos acompanha e nos aconselha. Isso nos dá a segurança.

Faz uma semana que fomos diagnosticados. Aquilo que víamos como algo que só acontecia com os outros, estamos vivendo dentro do nosso lar. Quando enfrentamos outras doenças, como uma gripe, já conhecemos os sintomas e nada nos surpreende. Com a Covid19 é diferente, os sintomas não são os que conhecemos e vão se alternando: dor de garganta, dor de cabeça, mal-estar, febre, cansaço e, algo inconfundível, a perda do olfato e do paladar – algo repentino e impactante.

Como acontece com o desconhecido, estamos expostos à angústia e ao medo. Algo tão pequeno, quase invisível, nos deixa absolutamente indefesos, colocando a nossa saúde e a nossa vida em risco. Mas na vida dos que creem e confiam em Jesus, situações como esta mostram que, apesar de vulneráveis e frágeis, não estamos desamparados. O “eu estou com vocês, não tenham medo” de Jesus segue ressoando em nossos corações. Suas promessas e a sua graça se multiplicam em meio a nossas debilidades. Pessoas saudáveis não precisam de médico. Nos reconhecemos doentes, e Jesus é o nosso médico, não só da alma, mas também de nosso corpo e nossa mente.

Ficamos tranquilos quando sabemos que temos um hospital e um plano de saúde para nos atender se tivermos necessidade. Mas, acima de tudo, ficamos em paz sabendo que Deus conhece tudo o que está acontecendo conosco, e ele é poderoso e bondoso para nos auxiliar em todos os momentos. Estamos em suas mãos.

Home office, isolamento e família

12/08/2020

Por: Pastor Otávio Schlender, terapeuta de casal e família em São Paulo – Brasil.

Desde o início da Pandemia, o Home Office ganhou muita força. Nossa casa virou uma mistura de escritório, sala de aula, área de lazer… e em alguns momentos precisamos lembrar que é também o nosso lar. Passados alguns meses e o momento da novidade, muita gente ainda está nesse sistema, e, embora seja uma ótima alternativa em tempos de confinamento, o Home Office pode trazer alguns desafios para o relacionamento do casal e familiar.

Eu reuni algumas dicas pra ajudar você a estabelecer uma rotina equilibrada entre trabalho de casa e relacionamento. Vamos lá!

Um dos principais desafios é manter o foco naquilo que você está fazendo. E isso vale tanto para o período de trabalho, quanto para o momento de se relacionar. É muito comum questões da casa, do parceiro, das crianças, do cachorrinho, entre outros, atravessarem sua produtividade e também é comum questões de trabalho interferirem na sua vida conjugal e familiar. Por isso, é importante fazer uma espécie de transição entre as duas situações: é preciso entrar no clima do trabalho e depois sair dele para entrar no clima do seu relacionamento de casal e família.

Outro ponto fundamental é entrar em acordo com seu parceiro e filhos, se os tiver, sobre um horário de trabalho adequado, considerando que a rotina de uma casa também exige certa flexibilidade. E quando acabar o horário fixado como seu expediente, desligue o computador, desative os canais da empresa do seu celular (de preferência) e procure começar sua transição para o convívio conjugal e familiar. Tome um banho, coloque uma roupa de casa confortável, e foque nas pessoas que vivem com você. Aproveite essa grande oportunidade para fortalecer o vínculo e sentimentos entre vocês. Que tal fazer as refeições juntos, sem a interferência de eletrônicos… assistir aquele filme ou série que todos gostam… ter um momento de brincadeira com a criançada…? O equilíbrio entre trabalho e relacionamento, se alcançado por vocês nesse período de isolamento, trará muitos benefícios pra sua vida pessoal e para os seus relacionamentos.

Onde está Deus quando sofremos?

06/08/2020

Por: Victor Verruck, Capelão clínico em Assunção – Paraguai.

Beirute, Líbano. Terça-feira 04 de agosto. Todos acompanhamos espantados as imagens da trágica explosão, em vários ângulos, mostrando pessoas em situação de desespero. Em meio a tragédias como esta, muitas vezes escutamos ou até mesmo perguntamos: “Por que Deus permite tanto sofrimento? Por que Deus não acaba com essa dor das pessoas?”

O sofrimento pode vir de uma explosão, de uma Pandemia como estamos vivendo hoje, de um incêndio, de um ato terrorista, de uma briga de torcidas rivais, de um terremoto, de uma doença, da perda do emprego. E Deus, onde está em meio a tudo isso?

O rei Davi, na Bíblia, mostra a resposta para essa pergunta. Ele diz que Deus vê e percebe o sofrimento e a tristeza, e sempre está disposto a ajudar. Deus está sempre pronto para ajudar. Ele oferece esperança, um futuro e um mundo novo. Mas, na maioria das vezes, queremos algo mais.

Podemos ver muitas situações de sofrimento na Bíblia. Mas, quando e por que esse sofrimento entrou na vida do ser humano? O sofrimento começou em Gênesis 3.6, quando “a mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu.”

Sabemos que a resposta de Vivenciar.net para os momentos de crises está fundamentada em Cristo e em seu amor para conosco. Isto fica claro quando lemos em 1João 3.16-18 o seguinte texto: “Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.”

Muitas das medidas adotadas – ou não adotadas, pelos governos em tempos de Pandemia estão afetando diretamente a nossa vida, gerando ansiedade, medo e muita preocupação sobre o futuro.

“Podemos ignorar até mesmo o prazer, mas o sofrimento insiste em ser notado. Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.” (C.S. Lewis).

Com a Pandemia, talvez Deus esteja gritando ao meu, ao seu ouvido. Ele está chamando. Assim como Jesus chamou seus doze apóstolos, hoje podemos sentir em nossos corações que Cristo nos chama a cada um pelo nome, e pede que sejamos seus discípulos; que falemos de seu amor a nossos amigos e familiares, que demos testemunho com nossas vidas, pois fomos chamados e escolhidos para uma tarefa imensa: falar do Reino de Deus às pessoas.

A pergunta “Onde está Deus na Pandemia, na tragédia?” deve dar lugar a “O que podemos aprender com isso? O que Deus está querendo nos dizer?” O Covid19 escancarou a nossa fragilidade, nossa vulnerabilidade, a nossa mortalidade.

Veja o que Jesus fez quando estava andando sobre as águas e seu discípulo Pedro quis acompanhá-lo. Pedro começou a se afogar e Jesus estendeu sua mão para ajudar. Ele não ficou motivando ou recriminando Pedro. Ele imediatamente o ajudou. Ele perguntou a Pedro: “Por que você duvidou?” mas não foi uma bronca e, sim, um alento, uma lembrança de que não precisamos duvidar.

Por que duvidar? Lembre sempre que Jesus sempre pode e quer cuidar de você, mesmo em momentos de dor.

Quando o covid19 bate à sua porta

31/07/2020

Por: Wagner Knopp, São Paulo – Brasil.

Não era uma questão de “se”, mas “quando”.

A angústia e ansiedade tomam conta, antes, durante e depois do contágio. E são fortes, e podem derrubar. Antes do contágio era uma expectativa. Após a chegada do vírus, a realidade é de uma luta feroz entre o seu corpo e o vírus. Você não se reconhece na batalha.

Aí a pergunta é: “Será” que os sintomas vão piorar? Será que em 14 dias vai normalizar? Será que vou sair dessa? Será que, depois, eu estarei imune? Na medida do possível, a gente tenta manter a cabeça no lugar para acalmar a família. Mas como, se nem os médicos têm respostas?

A partir do sétimo dia os sintomas se agravaram e a ida para a UTI foi inevitável. Mas, em um momento, como em um ponto de inflexão, a situação se inverteu e a sensação de poder respirar de novo invadiu meu peito com esperança.

Os dias vão passando, e a melhora é contínua. Para mim foi uma recuperação em ‘V’. Fiquei muito ruim e agora só melhoro.

Sequelas? Nenhuma.

Recebi dezenas de mensagens reconfortantes e nunca imaginei que eram tão importantes para quem está doente, numa UTI, como foi pra mim.

Já em casa, o aprendizado com esse vírus me fez rever alguns valores, como aqueles que visam o ser humano. Passei alguns dias com amigos e colegas de trabalho, compartilhando experiências e desmistificando muita coisa a respeito deste vírus que trouxe muita desinformação. Hoje, a vida é muito mais preciosa para mim. Assim como a família e aqueles que me apoiaram de qualquer forma estão nas minhas orações.

Dar valor às pessoas, cuidar, saber ouvir as angústias e ansiedades, e enviar uma mensagem de conforto e esperança, é o legado desta experiência com o vírus. Isolado num leito de UTI, nunca me senti sozinho. Deus estava no controle, e usou pessoas para cuidar, motivar e confortar.

Sou Wagner Knopp, totalmente recuperado, agradecido a Deus e confiante que a vida sempre vale a pena.

Vamos entender melhor a culpa?

28/07/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Falar sobre culpa é falar sobre um sentimento que é presente na vida de todos nós, desde a infância, não é mesmo?

A culpa é uma sensação de que a gente falhou em algo, conosco mesmos, ou com o outro. A culpa sempre estará relacionada ao passado, a uma ou mais coisas que deixamos de fazer ou que fizemos e, depois, nos arrependemos.

Você pode achar que tem culpa por algo que fez, assim como você pode sentir culpa por algo que nem chegou a fazer.

Pessoas ansiosas tendem a viver no futuro, assim como pessoas deprimidas tendem a viver no passado. E, as pessoas ansiosas têm uma tendência maior de sentirem culpa justamente por anteciparem problemas ou situações futuras, sendo que elas nem aconteceram ainda. Sabe?

Pessoas que têm culpa também são pessoas que costumam ter medo de errar ou que querem controlar as situações. Mas, você sabia que a culpa pode estar associada a uma prepotência que temos também? Pois é.

Muitas vezes achamos que, por alguma ação nossa ou alguma fala nossa, causamos algo de ruim para outra pessoa. Um exemplo: insistimos para um amigo nos visitar e, quando ele vem, bate o carro. Vamos pensar: “não devia tê-lo chamado para vir em casa”. Porém, ele ter batido o carro foge do nosso controle, não nos diz respeito. E isso é perigoso, porque podemos dar mais valor do que o necessário para essa prepotência e, com isso, essa culpa pode ganhar um peso tão grande que nos sufocará.

De que maneira podemos aliviar a culpa então? Podemos utilizar uma comunicação não violenta conosco, assim como termos mais empatia também conosco e, principalmente, termos consciência das nossas intenções. Iremos errar mesmo querendo fazer o bem, mas será muito mais fácil nos perdoarmos caso a intenção tenha sido genuína e bondosa.

Não deixemos a culpa ser maior do que precisa ser. Visite nossa página “De quem é a culpa?”

Onde está minha zona de conforto?

17/07/2020

Por: Flavio Knopp, diretor de Vivenciar.net, São Paulo – Brasil.

Você se lembra de como estava o nosso ano de 2020 antes da Pandemia? Pense bem, terceira guerra mundial, incêndios na Austrália, e que mais? Quais são as suas memórias para este ano? Quais imagens ficarão em sua mente, quando estivermos na virada do ano, para 2021?

Posso tentar listar algumas: filhos estudando em casa, casais tentando trabalhar na sala ou na cozinha, papel higiênico, álcool gel, máscaras por toda a casa, reuniões online, e por aí vai. No início da quarentena e do isolamento social, essas situações foram caóticas. Ansiedade, depressão, estresse, medos, tudo ao mesmo tempo. E agora, algumas novas rotinas começam a se estabelecer dentro de casa e no trabalho. Estamos sendo obrigados a passar por mudanças. Algumas boas, outras nem tanto.

O que mudou para você? Já parou para pensar em como vai ser sua rotina no mês que vem, ou no ano que vem? Do que você sentirá falta, ou não sentirá nenhuma falta? Com o tempo, muitas coisas vão voltar ao normal, outras não serão mais as mesmas.

Quero convidar você a pensar naquilo que você fazia e que estava “mal-acostumado” por causa da rotina. Aquelas coisas que fazia por força do hábito ou que não fazia, por preguiça mesmo, ou por alguma outra razão. O que você pode melhorar em sua vida quando isso tudo passar?

Eu consigo perceber pessoas aprendendo a lidar com tecnologias. Pessoas que nunca cozinharam e agora são capazes de dominar uma cozinha. Gente aprendendo a costurar, a fazer artesanato, aprendendo jardinagem, fazendo cursos online, estudando, gente saindo de sua zona de conforto.

Ninguém gosta que mexam com suas coisas, com sua rotina. Lembra do “Quem mexeu no meu queijo?” Então, é isso mesmo. Qual vai ser a sua nova zona de conforto? E quanto tempo ela vai durar? Difícil saber. Mas quanto mais rápido você começar a perceber a mudança e reagir, mais rápido irá se adaptar à nova situação. Não podemos desfazer o sofrimento e a tristeza causados pelo Covid19, mas podemos aprender, podemos evoluir e nos preparar para novos dias que vêm por aí. Que Deus nos guie neste aprendizado.

Diário de uma UTI

14/07/2020

Por: Michelle, enfermeira em São Paulo – Brasil.

Estamos enfrentando tempos difíceis e vivenciamos cenários singulares relacionados à pandemia. No meu contexto, como enfermeira em um grande hospital na cidade de São Paulo, estamos começando a respirar com mais esperança; mais pacientes estão se recuperando e mais leitos estão sendo esvaziados.

Nos últimos três meses, convivendo e cuidando de pacientes graves com COVID-19, aprendi a não me sentir desesperada. Bem pelo contrário, aprendi a ter certeza de que Deus está no controle da situação, e ao mesmo tempo sofre com a humanidade. Além do mais, nunca demos tanto valor às coisas singelas da vida quanto agora, que estamos isolados e frágeis.

Exposta, face a face com o vírus, trabalhando entre a vida e a morte, experimento e percebo a fragilidade humana em cada detalhe. Vejo como a vida, em sua essência, é importante. Cada recuperação, cada sorriso, cada vídeo-chamada com a família; os pequenos gestos aqui dentro são mais importantes do que os grandes feitos. Reafirmo que Deus está no controle de tudo e nele podemos depositar a nossa confiança de olhos fechados, pois ele cuida de nós. Em grau menor de comparação, é a confiança que o paciente no leito de um hospital, sozinho e isolado, deposita no tratamento e nos profissionais de saúde, pessoas que ele nunca tinha visto anteriormente.

A esperança de que dias melhores virão está em saber que, no caminho, ainda haverá dificuldades na saúde pública e na economia, pois ainda teremos que enfrentar mais alguns meses com essa realidade, talvez muitos meses. Aqui vale o clichê: “há luz no fim do túnel”. Vamos confiar e ter paciência.

Porém, cabe lembrar que a pandemia só irá melhorar com a consciência e a colaboração de cada cidadão, compreendendo que minhas ações afetam diretamente o meu próximo. Nesse aspecto, vale salientar o que Jesus pede a nós: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15.12). Somos ferramentas do amor de Deus neste tempo. Cuide-se, e cuide do seu próximo. Venha vivenciar com a gente!

Na gangorra deste ano

10/07/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Outro dia assisti a um programa na televisão e, em determinado momento, o humorista apresentou um quadro que era uma sátira do filme “Divertidamente”. Esse filme retrata as nossas emoções de forma acessível e bem humorada, dando alguma ideia dos conflitos que se passam em nossa mente.

Pois, olhando este quadro humorístico consegui não só entender melhor ainda as nossas emoções, mas pude enxergar nosso cenário atual por outra perspectiva. Pensei: haja energia psíquica para lidar com a gangorra das emoções a que somos submetidos no dia a dia, não só no Brasil mas, em todo o mundo. E, como disse o humorista: se entrar mais alguma coisa na minha cabeça, eu entro em colapso!

E é assim mesmo; são tantas as coisas acontecendo ao mesmo tempo: pandemia, quarentena, mortes, crises no governo, violência nas ruas, racismo e os protestos… ufa! Cansei só de falar. Cansei! Me alcança um copo d’água. Preciso retomar o fôlego e continuar. Parabéns para nós, parabéns prá você que, com tudo isso, continua na lida diária, mantém-se em pé e segue na batalha. Somos vencedores.

Se você está se perguntando: por que tantos altos e baixos, tantas idas e vindas? Pense no seguinte: que bom que a vida não é linear. As variáveis que vivenciamos servem para colorir a nossa existência. Muitas vezes queremos que o mundo pare, para podermos descer, mas vale a pena continuar. Existem muitas coisas boas nos esperando para viver. Então, quando a gangorra subir, encha bem os olhos com a visão do horizonte, deixe que Deus preencha sua vida, para que, quando estivermos lá embaixo, lembremos que o horizonte dos dias melhores está lá, nos esperando. Pense nisso. E, se puder, fique em casa.

Enquanto isso, venha vivenciar com a gente!

Podemos ser apenas humanos?

07/07/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Me recordo que ao início desta pandemia, após os cuidados de saúde, contágio e higienização, uma série de outras recomendações nos foram dadas.

Aqui vão algumas delas: criar uma nova rotina, trabalhar, estudar, fazer exercícios, praticar yoga, fazer meditação, separar um tempo para estudar com os filhos, passear com os animais de estimação, aproveitar os cursos gratuitos disponibilizados online, fazer happy hour com a família e os amigos online, ler livros, maratonar séries… e mais uma lista imensa!

Só de ler eu me canso. E você?

Temos a impressão de que se não fizermos tudo isso estaremos de alguma maneira fracassando ou não deixando o nosso dia produtivo. O que é uma grande mentira, além de ser uma pressão que não trará nada de bom.

Cada pessoa vai se adaptar à sua realidade, às coisas que pensa em fazer, às necessidades que já existem, aos novos planejamentos que estão na cabeça, mas tudo a seu tempo e modo.

As redes sociais novamente podem nos passar a imagem de que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. Se em épocas de pré-pandemia já era assim, imagina agora? Precisamos ter cuidado e algum filtro. A vida do outro não é a sua, e vice-versa.

Podemos ser apenas humanos. Fazer o que nos compete. E isso já é muito. Pessoas com filhos em casa estão se virando de cabeça para baixo para conseguir manter o mínimo feito, imagina adicionar mais coisas à lista?

Pare! Respire! Viva cada dia de uma vez! Faça o que lhe for possível. O amanhã terá os seus próprios problemas, dificuldades e necessidades. Vivamos os de hoje, porque logo isso tudo vai passar.

Não esqueçamos que somos humanos, demasiadamente humanos.

Estudar na quarentena – Como aproveitar melhor esse tempo?

02/07/2020

Por: Hans Gac, professor em Montevidéu, Uruguai.

Não é fácil ser um estudante durante a quarentena, não é? Para você está difícil? Compreendo plenamente. Sou professor do Ensino Médio em Montevidéu, e tenho escutado muitas queixas dos alunos sobre suas experiências nesse período de isolamento. Eles reclamam, por exemplo, de estar em casa e não ter tempo para nada porque passam a manhã em aulas virtuais, e depois, estão ocupados com as rotinas da casa. E, para piorar, não podem sair com amigos nem fazer qualquer atividade física.

Como professor, e querendo oferecer alguma ajuda neste momento tão único e novo que estamos vivendo, preparei algumas dicas para quem tem que estudar. Tenho conseguido ajudar meus alunos, e espero que possa ajudar você também, de alguma forma.

Aí vão algumas sugestões:

  1. Organize: use uma agenda e marque todos os seus horários e atividades escolares, e coloque em um lugar visível para poder ver a qualquer momento. Faça um cronograma de atividades semanais e pendure na parede, de preferência no lugar onde você está fazendo as aulas virtuais.
  2. Peça ajuda: se você nunca se organizou assim, peça ajuda a alguém que já fez isso. Até se você quiser falar com alguém sobre isso, temos nossa equipe de Vivenciar, que está disposta a te ouvir e conversar.
  3. Nem tudo é trabalho: você não precisa e não deve estar todo o tempo conectado fazendo atividades escolares. No seu cronograma ou agenda, separe algum tempo livre. Nesse tempo, faça coisas que você goste de fazer e que possam te ajudar a relaxar e se distrair, para liberar as tensões acumuladas nas aulas. Veja um filme ou episódio de alguma série, ajude na cozinha, ouça música, jogue com os amigos, leia um livro, imprima um desenho e pinte, qualquer coisa que distraia você.
  4. Saúde física, mental e espiritual: além do tempo livre para distrair, cuide da sua saúde de forma integral. É preciso fazer uma pausa em todas as atividades para algum tipo de atividade física. Há muitos vídeos na internet com exercícios básicos e de todos os níveis. Para a saúde mental e espiritual, procure uma hora do dia para ficar em silêncio. Na internet você pode encontrar vários textos bíblicos motivadores que podem servir até como uma oração para estes momentos.
  5. O melhor lugar: na hora de estudar, procure um lugar cômodo, confortável, que permita uma boa postura, e na hora de abrir a câmera para a classe virtual, veja se você não está mostrando partes da casa que são mais privadas ou que podem estar muito bagunçadas. A aparência é importante também em tempos de isolamento e quarentena.

 

Espero que estes pequenos conselhos ajudem a deixar esse período um pouco menos pesado, melhorando a dinâmica das aulas virtuais. Pense também nas vantagens; você pode assistir às aulas de meias, chinelos, com o cobertor nas pernas, e de forma bem relaxada. Transforme isso em benefício.

Está muito difícil e nada disso ajudou? Venha vivenciar com a gente e compartilhar com a nossa equipe como está a sua situação.

A Pandemia e a era atômica – o que têm em comum?

23/06/2020

Por: Equipe Vivenciar.net

O escritor C.S. Lewis (famoso pelas Crônicas de Nárnia) escreveu há 72 anos uma reflexão que é mais atual do que nunca. A Segunda Guerra Mundial recém havia terminado, e a Guerra Fria estava começando.

O texto de C.S. Lewis nos faz refletir sobre a fragilidade da vida, ao mesmo tempo que nos leva a pensar em como viver este tempo de Pandemia, isolados sim, com algum medo, mas sem perder o controle da situação, para que seja um tempo útil dentro de nossos lares. Um tempo para estarmos próximos de nossa família, aproveitando pequenas coisas e momentos juntos.

Ao ler o texto, pense em “coronavírus” cada vez que ele falar de bomba atômica. A reflexão era sobre como viveremos numa era atômica?

“…viveremos da mesma maneira que você viveria no século 16 quando a ‘peste’ visitava Londres quase todos os anos, ou como você viveria na era Viking quando os invasores da Escandinávia poderiam chegar a qualquer noite e cortar suas gargantas; ou na realidade, como você já está vivendo numa era de câncer, de sífilis, de paralisia, uma era de bombardeamento aéreo, de acidentes ferroviários, de acidentes rodoviários.”

Em outras palavras, não devemos começar a exagerar a ‘novidade’ da nossa situação. Você, bem como todos os que você ama, já estavam sentenciados à morte antes da bomba atômica (vírus); e uma boa parte de nós iremos morrer de uma maneira desagradável. Nós, de fato, temos uma grande vantagem sobre os nossos antepassados – a anestesia.

A primeira coisa a fazer é controlar-se. Se todos nós vamos ser destruídos por uma bomba atômica, quando a bomba (vírus) chegar, que ela nos encontre fazendo as coisas sensatas e humanas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças e não amontoados como ovelhas amedrontadas pensando sobre bombas. Elas podem quebrar os nossos corpos (um micróbio pode fazer isto – em nosso caso um vírus) mas elas não precisam dominar nossas mentes.”

Present Concerns, editado por Walter Hooper, Harper Collins, Nova Iorque, 2017. ‘On Living in an Atomic Age’, publicado na revista Informed Reading, vol. VI, 1948, pp. 78-84.

O home-office e a maternidade – Como conciliar?

17/06/2020

Por: Mariana Jaunsolo – Montevidéu, Uruguai.

Organização nunca foi o meu forte, mas com uma rotina de cronogramas estabelecida pelas diferentes obrigações, eu era capaz de cumprir tudo, muitas vezes ao custo de uma noite mal dormida devido à ansiedade de “ticar” todos os itens da minha lista de tarefas. Com a chegada do coronavírus e a necessidade de manter o isolamento, essa rotina mudou drasticamente.

Aparentemente, não seria mais necessário cronometrar cada atividade para poder chegar à escola a tempo e a jornada de trabalho poderia ser bastante relaxada. Toda essa situação de crise mundial, apesar de gerar muita incerteza e medo, parecia apresentar uma oportunidade para desacelerar a vida e se conectar com as coisas que sempre desejamos fazer quando temos tempo. Isso seria realmente possível?

Como certamente aconteceu com muitos pais e mães nesse período de quarentena, tive que enfrentar situações e assumir papéis que, antes, eu delegava. Por exemplo, ser professora de uma menina de 4 anos de idade; uma tarefa que não é fácil.

Não apenas continuei sobrecarregada com o home-office, mas agora, além de minhas responsabilidades, tarefas escolares e aulas virtuais foram adicionadas. Devo admitir que lutei muito contra essa situação. Minha frase recorrente era “não fui treinada para isso” e fiquei muito angustiada ao pensar que minha filha seria a única com as lições incompletas. E eu deixaria de ser “a mãe perfeita”.

Também era difícil para minha filha entender que, mesmo estando juntas em casa o dia inteiro, eu tinha minhas responsabilidades e não podia dedicar toda a atenção a ela. A necessidade de gerenciar sua frustração – e a minha – me levou, em um determinado momento, a refletir sobre como eu queria passar por esse período específico.

Se essa situação não vai durar para sempre, por que não voltar à ideia original de desacelerar a vida? O que eu poderia perder? Nunca esteve em meus planos deixar de lado as responsabilidades, mas comecei a pensar que era necessário priorizar o que é importante, para não ficar desesperada na tentativa de fazer tudo.

Alguns dias atrás, estávamos refletindo com uma amiga o seguinte verso da Bíblia:

“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando” (Jeremias 29.11).

Quanto alívio podemos sentir ao saber que, apesar do que experimentamos como dificuldades, já existe alguém que fez os planos para nós e temos em quem descansar nossas preocupações, medos e aflições. Por que ficar ansioso com as coisas deste mundo se alguém já planejou um futuro promissor. Mas, como posso colaborar para esse futuro?

Pouco a pouco entraremos na tão falada “nova normalidade”. É possível que minha filha fique um dia sem fazer a lição de casa, ou terei que redobrar meu esforço para recuperar o atraso das responsabilidades. Mas, nós duas lembraremos disso como uma época em que, apesar das dificuldades, finalmente passamos com alegria e muitos sorrisos compartilhados.

Finalmente, é bom sempre ter a certeza de que, em Deus, temos um lugar seguro onde depositar nossos medos, preocupações, ansiedades e toda a nossa carga que, às vezes, pode parecer pesada demais. Se tudo isso está te deixando ansioso, venha vivenciar com a gente e conhecer nossa página sobre Ansiedade.

Como viver sem controle?

16/06/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Desde o começo da pandemia, uma das queixas que mais escuto não apenas nos atendimentos com meus pacientes, mas também com amigos e amigas próximas, diz respeito a incômodos que todos estão vivenciando por não terem o controle do que está acontecendo.

A esse incômodo podemos dar o nome de angústia, ansiedade, depressão, medo, enfim, um sentimento nada agradável que tem nos visitado com maior frequência e intensidade.

Estávamos acostumados, em nossa vida, a manter a rotina, as nossas atividades, seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer. Mas, de uma hora para outra, isso nos foi limitado e ficamos confinados.

Isso parece ter gerado em nós um sentimento de impotência, desconforto e, consequentemente, estresse e todo o mais citado antes.

Ok! Mas o que essa situação pode nos ensinar?

Costumo refletir sobre o quanto nós vivíamos, e vivemos, a ilusão de que temos o controle sobre algo. E, mais do que isso, o quanto “perder” essa sensação de controle nos afeta, de maneira direta e prejudicial, a saúde física e mental.

Um vírus, algo minúsculo, conhecido por ser o inimigo invisível, é um dos exemplos que nos mostra que a vida não está em nossas mãos e o quão prepotentes somos ao pensarmos isso.

Temos a possibilidade de não apenas nos desesperarmos com isso, mas também de nos libertarmos desse fardo. Como é bom poder descansar e nos entregar nos braços do nosso amoroso Pai Celestial. Não é mesmo? Ele cuida de nós. Ele tem o controle, nós não.

Isso significa que não precisamos fazer mais nada?

Não. Continuemos fazendo tudo ao nosso alcance para nós e o nosso próximo, vivendo a vida da melhor maneira possível, mas tendo consciência de nossas limitações e não nos deixando afetar tanto quando tudo parecer perdido.

A economia começa com o menu

10/06/2020

Por: Gabriela Silveira – CPTLN Uruguai

Como é difícil este tempo em casa! O confinamento é uma realidade que nos convida a gerar novas rotinas diárias, reinventando nossa “economia familiar”

Economia familiar é o gerenciamento das despesas que uma família possui, buscando redistribuir esse dinheiro atendendo às necessidades dos membros da família: o que vamos comer, como vamos pagar as contas e as dívidas, que roupas vamos usar, etc. Isso se torna um imenso desafio quando somos forçados a viver juntos em casa, e parece que essas “necessidades” acabam se tornando maiores e urgentes!

Não sei se o mesmo acontece no seu país, mas onde eu moro (Uruguai) nos supermercados, eles permitem apenas uma pessoa por família e nas portas vemos uma grande placa que diz “planeje suas compras”, “receba suas compras em casa”, nos aconselhando a sermos rápidos nas compras ou a não sair de casa tantas vezes durante a semana, até mesmo ajudando-nos a economizar algum dinheiro.

Quero compartilhar algo que funcionou para mim, algo que surgiu quando resolvi prestar atenção aos cartazes no supermercado. O que foi que eu fiz?

Primeiro, numa folha de sulfite, montei um calendário de domingo a domingo com a data de cada dia, contemplando uma semana inteira e organizando para cada dia as 4 refeições principais: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Em menos de 20 minutos, consegui escrever um cardápio completo para cada dia, pensando nas necessidades da minha família e no que ocasionalmente gostamos de comer. Para evitar cozinhar todo o tempo, também organizei pratos para o almoço e jantar que podem durar mais de um dia ou que podem ser conservados no freezer.

Resultado: estou fazendo compras apenas uma vez por semana com uma lista na mão, e não preciso sair de casa para mais nada! Resolvemos a questão do que vamos comer; menos uma coisa para eu me preocupar.

Isso foi uma grande, ou melhor, foi uma ENORME ajuda para a nossa economia doméstica e também nos ajudou a economizar algum dinheiro. E quem não precisa economizar?

Convido você a montar seu menu e organizar sua compra semanal. Depois você nos conta como está lidando com isso!

Conheça o nosso conteúdo sobre quarentena e isolamento.

Como vamos passar por isso?

09/06/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Algo novo no ar… literalmente no ar. Uma atmosfera contaminada por um vírus com o poder de modificar o modo de ser, pensar, agir e interagir de todos nós. As reações são variadas; existem os furiosos contra tudo e todos, outros que levam a vida como se nada estivesse acontecendo, alguns se adaptando à nova situação… outros ansiosos, estressados… em pânico.

A pandemia trouxe mudanças radicais, principalmente na rotina das famílias; filhos em casa o dia todo, casais igualmente tendo que interagir em tempo integral, e então, como administrar esse caldeirão prestes a explodir?

De acordo com o site g1.com, “Xiam”, capital da província de “Shaanxi, registrou um número recorde de separações em função do confinamento; muitos casais não aguentaram a alteração da rotina e a aproximação forçada do casal.

Outro registro significativo foi o aumento do feminicídio. Segundo a “Folha de São Paulo” o número dobrou no Estado e chama a atenção, novamente, para a violência doméstica. A quarentena aumentou a tensão nas relações conjugais e familiares, o consumo de álcool, a perda da renda e os demais problemas sócio econômicos.

Devemos estar certos que muitos são os desafios nessa “pandemia”; lembremos que as emoções estão à flor da pele para todos. A incerteza que paira no ar altera a nossa percepção e o modo de ver a vida e o futuro.

E agora, qual a solução? Refletir sobre o que depende de mim é um bom começo. A empatia, ou seja, ter conhecimento de que o outro, possivelmente, sente o que estou sentindo, me faz entender o porquê das suas reações e, assim, amenizar o estrago que a “tensão” e o confronto provocariam.

Em tempos de “pesados fardos” é importante tentar se adaptar. A pergunta: “vale a pena brigar por isso, me ressentir por aquilo, me ofender por aquilo outro?” sempre ajuda em todas as ocasiões.

Como vamos passar por isso? Depende de nós, das nossas ações e reações. Pense nisso.

Uma máscara pode roubar nosso sorriso?

07/06/2020

Por: Christian Hoffmann
Capelão do Colégio San Pablo em Montevidéu – Uruguai.

A Pandemia do COVID-19 causou mudanças e criou hábitos aos quais não estávamos acostumados. Estar muito tempo em casa, ter aulas virtuais, maiores cuidados com higiene. No entanto, para a realidade Latinoamericana, algo que é muito diferente é a utilização de máscaras.

Antes, elas eram utilizadas somente por médicos ou dentistas. Recentemente, com a falta delas no mercado, muitos começaram a fazer suas próprias máscaras caseiras, e máscaras de pano, agora, são vendidas por toda a parte, com estampas variadas, logotipos de empresas e até com sorrisos gigantes.

Na Ásia, o costume de utilizar máscaras começou muito tempo antes da Pandemia. No Japão, no início do século 20, quando uma pandemia de gripe matou milhões de pessoas, utilizar máscaras virou um hábito. As pessoas também as utilizam para se proteger da fumaça da poluição, ou em grandes tragédias. Em lugares como Japão e Coreia, o bem-estar comum prevalece, e utilizar máscaras é mais do que evitar contagiar-se; é um cuidado para não contagiar os outros.

Também há os que assumem que a máscara facilita até por não precisarem se produzir tanto para simplesmente ir às compras num domingo. Nos países asiáticos, as máscaras são como os óculos de sol, pois dão um pouco de privacidade a quem as usa. Por isso são tão populares: utilizar máscaras e fones de ouvido é uma forma de isolar-se, e dessa forma os jovens não precisam ficar se comunicando com outras pessoas. É um isolamento social voluntário. Milhares de fãs das novelas coreanas e grupos de K-Pop – que já são uma febre entre os jovens, utilizam com orgulho as suas máscaras como um sinal de pertencimento.

Depois de tanta história e hábitos novos que precisamos assimilar, aparecem as perguntas: Já não podemos nos abraçar, e agora nem podemos mais sorrir? Como sabemos o que está por trás de uma máscara?

Bem, um sorriso não se faz só com a boca. Especialistas dizem que, quando sorrimos, movimentamos 12 músculos do rosto. Jó, um personagem da Bíblia que soube experimentar todo o tipo de sofrimento e deixou sua vida nas mãos de Deus, escreveu que: Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. (Jó 29.23-24).

Em tempos de máscaras, podemos sorrir de outra maneira: um olhar atento e otimista, movimentar todos os músculos do nosso rosto ao sorrir, gestos e ações acompanhados de boas palavras, tudo isso transmite um sorriso. Um sorriso que não se vê, mas que podemos sentir.

Venha sorrir e vivenciar com a gente!

Venha vivenciar com a gente!

05/06/2020

Por: Flavio Knopp, diretor de Vivenciar.net

Estamos inaugurando o Blog de Vivenciar.net. Mas, por que um blog, se já temos as páginas com os conteúdos? A Pandemia do Coronavírus está obrigando todo o mundo a se adaptar, a mudar práticas e formas de pensar. Estamos nos adequando a uma comunicação online e tentando torná-la um pouco mais pessoal. Antes, reclamávamos de que as crianças e os adolescentes só falavam por mensagens no celular. Agora somos nós que estamos aprendendo a extrair o máximo dessa forma de comunicação.

E o blog surgiu dessa necessidade. Uma adaptação para oferecermos conteúdos rápidos de acordo com a evolução da situação. Quando a Pandemia começou, lançamos uma página especial sobre a quarentena, porque as pessoas estavam aprendendo a lidar com esse isolamento. Agora, passadas algumas semanas, muita gente já sabe o que é o vírus, como ele se propaga, os cuidados necessários e como sobreviver dentro de casa, trancados, ou nas ruas, caso seja necessário deslocar-se.

Neste momento, vemos milhões de pessoas preocupadas não mais com o “ficar em casa”, mas com o emprego, o alimento de amanhã, a perda de entes queridos sem poder despedir-se deles. Então, já estamos em outra etapa. E outras virão. Por isso, a ideia do blog. Oferecer pequenos conteúdos rapidamente, atualizados e contextualizados, sempre relacionados com nossas páginas sobre os temas que continuam atuais e relevantes.

Fique com a gente. Acompanhe nossos textos, inscreva-se para receber as novidades e compartilhe os posts. Queremos estar em contato com você para ajudar cada vez mais pessoas a passarem pelos momentos difíceis que fazem parte da nossa vida.

Venha vivenciar com a gente!

Abraços e que Deus esteja com você em todos os dias da sua vida.