Na gangorra deste ano

10/07/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Outro dia assisti a um programa na televisão e, em determinado momento, o humorista apresentou um quadro que era uma sátira do filme “Divertidamente”. Esse filme retrata as nossas emoções de forma acessível e bem humorada, dando alguma ideia dos conflitos que se passam em nossa mente.

Pois, olhando este quadro humorístico consegui não só entender melhor ainda as nossas emoções, mas pude enxergar nosso cenário atual por outra perspectiva. Pensei: haja energia psíquica para lidar com a gangorra das emoções a que somos submetidos no dia a dia, não só no Brasil mas, em todo o mundo. E, como disse o humorista: se entrar mais alguma coisa na minha cabeça, eu entro em colapso!

E é assim mesmo; são tantas as coisas acontecendo ao mesmo tempo: pandemia, quarentena, mortes, crises no governo, violência nas ruas, racismo e os protestos… ufa! Cansei só de falar. Cansei! Me alcança um copo d’água. Preciso retomar o fôlego e continuar. Parabéns para nós, parabéns prá você que, com tudo isso, continua na lida diária, mantém-se em pé e segue na batalha. Somos vencedores.

Se você está se perguntando: por que tantos altos e baixos, tantas idas e vindas? Pense no seguinte: que bom que a vida não é linear. As variáveis que vivenciamos servem para colorir a nossa existência. Muitas vezes queremos que o mundo pare, para podermos descer, mas vale a pena continuar. Existem muitas coisas boas nos esperando para viver. Então, quando a gangorra subir, encha bem os olhos com a visão do horizonte, deixe que Deus preencha sua vida, para que, quando estivermos lá embaixo, lembremos que o horizonte dos dias melhores está lá, nos esperando. Pense nisso. E, se puder, fique em casa.

Enquanto isso, venha vivenciar com a gente!

PODEMOS SER APENAS HUMANOS?

07/07/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Me recordo que ao início desta pandemia, após os cuidados de saúde, contágio e higienização, uma série de outras recomendações nos foram dadas.

Aqui vão algumas delas: criar uma nova rotina, trabalhar, estudar, fazer exercícios, praticar yoga, fazer meditação, separar um tempo para estudar com os filhos, passear com os animais de estimação, aproveitar os cursos gratuitos disponibilizados online, fazer happy hour com a família e os amigos online, ler livros, maratonar séries… e mais uma lista imensa!

Só de ler eu me canso. E você?

Temos a impressão de que se não fizermos tudo isso estaremos de alguma maneira fracassando ou não deixando o nosso dia produtivo. O que é uma grande mentira, além de ser uma pressão que não trará nada de bom.

Cada pessoa vai se adaptar à sua realidade, às coisas que pensa em fazer, às necessidades que já existem, aos novos planejamentos que estão na cabeça, mas tudo a seu tempo e modo.

As redes sociais novamente podem nos passar a imagem de que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. Se em épocas de pré-pandemia já era assim, imagina agora? Precisamos ter cuidado e algum filtro. A vida do outro não é a sua, e vice-versa.

Podemos ser apenas humanos. Fazer o que nos compete. E isso já é muito. Pessoas com filhos em casa estão se virando de cabeça para baixo para conseguir manter o mínimo feito, imagina adicionar mais coisas à lista?

Pare! Respire! Viva cada dia de uma vez! Faça o que lhe for possível. O amanhã terá os seus próprios problemas, dificuldades e necessidades. Vivamos os de hoje, porque logo isso tudo vai passar.

Não esqueçamos que somos humanos, demasiadamente humanos.

Estudar na quarentena – Como aproveitar melhor esse tempo?

02/07/2020

Por: Hans Gac, professor em Montevidéu, Uruguai.

Não é fácil ser um estudante durante a quarentena, não é? Para você está difícil? Compreendo plenamente. Sou professor do Ensino Médio em Montevidéu, e tenho escutado muitas queixas dos alunos sobre suas experiências nesse período de isolamento. Eles reclamam, por exemplo, de estar em casa e não ter tempo para nada porque passam a manhã em aulas virtuais, e depois, estão ocupados com as rotinas da casa. E, para piorar, não podem sair com amigos nem fazer qualquer atividade física.

Como professor, e querendo oferecer alguma ajuda neste momento tão único e novo que estamos vivendo, preparei algumas dicas para quem tem que estudar. Tenho conseguido ajudar meus alunos, e espero que possa ajudar você também, de alguma forma.

Aí vão algumas sugestões:

  1. Organize: use uma agenda e marque todos os seus horários e atividades escolares, e coloque em um lugar visível para poder ver a qualquer momento. Faça um cronograma de atividades semanais e pendure na parede, de preferência no lugar onde você está fazendo as aulas virtuais.
  2. Peça ajuda: se você nunca se organizou assim, peça ajuda a alguém que já fez isso. Até se você quiser falar com alguém sobre isso, temos nossa equipe de Vivenciar, que está disposta a te ouvir e conversar.
  3. Nem tudo é trabalho: você não precisa e não deve estar todo o tempo conectado fazendo atividades escolares. No seu cronograma ou agenda, separe algum tempo livre. Nesse tempo, faça coisas que você goste de fazer e que possam te ajudar a relaxar e se distrair, para liberar as tensões acumuladas nas aulas. Veja um filme ou episódio de alguma série, ajude na cozinha, ouça música, jogue com os amigos, leia um livro, imprima um desenho e pinte, qualquer coisa que distraia você.
  4. Saúde física, mental e espiritual: além do tempo livre para distrair, cuide da sua saúde de forma integral. É preciso fazer uma pausa em todas as atividades para algum tipo de atividade física. Há muitos vídeos na internet com exercícios básicos e de todos os níveis. Para a saúde mental e espiritual, procure uma hora do dia para ficar em silêncio. Na internet você pode encontrar vários textos bíblicos motivadores que podem servir até como uma oração para estes momentos.
  5. O melhor lugar: na hora de estudar, procure um lugar cômodo, confortável, que permita uma boa postura, e na hora de abrir a câmera para a classe virtual, veja se você não está mostrando partes da casa que são mais privadas ou que podem estar muito bagunçadas. A aparência é importante também em tempos de isolamento e quarentena.

 

Espero que estes pequenos conselhos ajudem a deixar esse período um pouco menos pesado, melhorando a dinâmica das aulas virtuais. Pense também nas vantagens; você pode assistir às aulas de meias, chinelos, com o cobertor nas pernas, e de forma bem relaxada. Transforme isso em benefício.

Está muito difícil e nada disso ajudou? Venha vivenciar com a gente e compartilhar com a nossa equipe como está a sua situação.

A Pandemia e a era atômica – o que têm em comum?

23/06/2020

Por: Equipe Vivenciar.net

O escritor C.S. Lewis (famoso pelas Crônicas de Nárnia) escreveu há 72 anos uma reflexão que é mais atual do que nunca. A Segunda Guerra Mundial recém havia terminado, e a Guerra Fria estava começando.

O texto de C.S. Lewis nos faz refletir sobre a fragilidade da vida, ao mesmo tempo que nos leva a pensar em como viver este tempo de Pandemia, isolados sim, com algum medo, mas sem perder o controle da situação, para que seja um tempo útil dentro de nossos lares. Um tempo para estarmos próximos de nossa família, aproveitando pequenas coisas e momentos juntos.

Ao ler o texto, pense em “coronavírus” cada vez que ele falar de bomba atômica. A reflexão era sobre como viveremos numa era atômica?

“…viveremos da mesma maneira que você viveria no século 16 quando a ‘peste’ visitava Londres quase todos os anos, ou como você viveria na era Viking quando os invasores da Escandinávia poderiam chegar a qualquer noite e cortar suas gargantas; ou na realidade, como você já está vivendo numa era de câncer, de sífilis, de paralisia, uma era de bombardeamento aéreo, de acidentes ferroviários, de acidentes rodoviários.”

Em outras palavras, não devemos começar a exagerar a ‘novidade’ da nossa situação. Você, bem como todos os que você ama, já estavam sentenciados à morte antes da bomba atômica (vírus); e uma boa parte de nós iremos morrer de uma maneira desagradável. Nós, de fato, temos uma grande vantagem sobre os nossos antepassados – a anestesia.

A primeira coisa a fazer é controlar-se. Se todos nós vamos ser destruídos por uma bomba atômica, quando a bomba (vírus) chegar, que ela nos encontre fazendo as coisas sensatas e humanas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças e não amontoados como ovelhas amedrontadas pensando sobre bombas. Elas podem quebrar os nossos corpos (um micróbio pode fazer isto – em nosso caso um vírus) mas elas não precisam dominar nossas mentes.”

Present Concerns, editado por Walter Hooper, Harper Collins, Nova Iorque, 2017. ‘On Living in an Atomic Age’, publicado na revista Informed Reading, vol. VI, 1948, pp. 78-84.

O home-office e a maternidade – Como conciliar?

17/06/2020

Por: Mariana Jaunsolo – Montevidéu, Uruguai.

Organização nunca foi o meu forte, mas com uma rotina de cronogramas estabelecida pelas diferentes obrigações, eu era capaz de cumprir tudo, muitas vezes ao custo de uma noite mal dormida devido à ansiedade de “ticar” todos os itens da minha lista de tarefas. Com a chegada do coronavírus e a necessidade de manter o isolamento, essa rotina mudou drasticamente.

Aparentemente, não seria mais necessário cronometrar cada atividade para poder chegar à escola a tempo e a jornada de trabalho poderia ser bastante relaxada. Toda essa situação de crise mundial, apesar de gerar muita incerteza e medo, parecia apresentar uma oportunidade para desacelerar a vida e se conectar com as coisas que sempre desejamos fazer quando temos tempo. Isso seria realmente possível?

Como certamente aconteceu com muitos pais e mães nesse período de quarentena, tive que enfrentar situações e assumir papéis que, antes, eu delegava. Por exemplo, ser professora de uma menina de 4 anos de idade; uma tarefa que não é fácil.

Não apenas continuei sobrecarregada com o home-office, mas agora, além de minhas responsabilidades, tarefas escolares e aulas virtuais foram adicionadas. Devo admitir que lutei muito contra essa situação. Minha frase recorrente era “não fui treinada para isso” e fiquei muito angustiada ao pensar que minha filha seria a única com as lições incompletas. E eu deixaria de ser “a mãe perfeita”.

Também era difícil para minha filha entender que, mesmo estando juntas em casa o dia inteiro, eu tinha minhas responsabilidades e não podia dedicar toda a atenção a ela. A necessidade de gerenciar sua frustração – e a minha – me levou, em um determinado momento, a refletir sobre como eu queria passar por esse período específico.

Se essa situação não vai durar para sempre, por que não voltar à ideia original de desacelerar a vida? O que eu poderia perder? Nunca esteve em meus planos deixar de lado as responsabilidades, mas comecei a pensar que era necessário priorizar o que é importante, para não ficar desesperada na tentativa de fazer tudo.

Alguns dias atrás, estávamos refletindo com uma amiga o seguinte verso da Bíblia:

“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando” (Jeremias 29.11).

Quanto alívio podemos sentir ao saber que, apesar do que experimentamos como dificuldades, já existe alguém que fez os planos para nós e temos em quem descansar nossas preocupações, medos e aflições. Por que ficar ansioso com as coisas deste mundo se alguém já planejou um futuro promissor. Mas, como posso colaborar para esse futuro?

Pouco a pouco entraremos na tão falada “nova normalidade”. É possível que minha filha fique um dia sem fazer a lição de casa, ou terei que redobrar meu esforço para recuperar o atraso das responsabilidades. Mas, nós duas lembraremos disso como uma época em que, apesar das dificuldades, finalmente passamos com alegria e muitos sorrisos compartilhados.

Finalmente, é bom sempre ter a certeza de que, em Deus, temos um lugar seguro onde depositar nossos medos, preocupações, ansiedades e toda a nossa carga que, às vezes, pode parecer pesada demais. Se tudo isso está te deixando ansioso, venha vivenciar com a gente e conhecer nossa página sobre Ansiedade.

Como viver sem controle?

16/06/2020

Por: Thiago Heine – Psicólogo em São Paulo, SP – Brasil

Desde o começo da pandemia, uma das queixas que mais escuto não apenas nos atendimentos com meus pacientes, mas também com amigos e amigas próximas, diz respeito a incômodos que todos estão vivenciando por não terem o controle do que está acontecendo.

A esse incômodo podemos dar o nome de angústia, ansiedade, depressão, medo, enfim, um sentimento nada agradável que tem nos visitado com maior frequência e intensidade.

Estávamos acostumados, em nossa vida, a manter a rotina, as nossas atividades, seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer. Mas, de uma hora para outra, isso nos foi limitado e ficamos confinados.

Isso parece ter gerado em nós um sentimento de impotência, desconforto e, consequentemente, estresse e todo o mais citado antes.

Ok! Mas o que essa situação pode nos ensinar?

Costumo refletir sobre o quanto nós vivíamos, e vivemos, a ilusão de que temos o controle sobre algo. E, mais do que isso, o quanto “perder” essa sensação de controle nos afeta, de maneira direta e prejudicial, a saúde física e mental.

Um vírus, algo minúsculo, conhecido por ser o inimigo invisível, é um dos exemplos que nos mostra que a vida não está em nossas mãos e o quão prepotentes somos ao pensarmos isso.

Temos a possibilidade de não apenas nos desesperarmos com isso, mas também de nos libertarmos desse fardo. Como é bom poder descansar e nos entregar nos braços do nosso amoroso Pai Celestial. Não é mesmo? Ele cuida de nós. Ele tem o controle, nós não.

Isso significa que não precisamos fazer mais nada?

Não. Continuemos fazendo tudo ao nosso alcance para nós e o nosso próximo, vivendo a vida da melhor maneira possível, mas tendo consciência de nossas limitações e não nos deixando afetar tanto quando tudo parecer perdido.

A economia começa com o menu

10/06/2020

Por: Gabriela Silveira – CPTLN Uruguai

Como é difícil este tempo em casa! O confinamento é uma realidade que nos convida a gerar novas rotinas diárias, reinventando nossa “economia familiar”

Economia familiar é o gerenciamento das despesas que uma família possui, buscando redistribuir esse dinheiro atendendo às necessidades dos membros da família: o que vamos comer, como vamos pagar as contas e as dívidas, que roupas vamos usar, etc. Isso se torna um imenso desafio quando somos forçados a viver juntos em casa, e parece que essas “necessidades” acabam se tornando maiores e urgentes!

Não sei se o mesmo acontece no seu país, mas onde eu moro (Uruguai) nos supermercados, eles permitem apenas uma pessoa por família e nas portas vemos uma grande placa que diz “planeje suas compras”, “receba suas compras em casa”, nos aconselhando a sermos rápidos nas compras ou a não sair de casa tantas vezes durante a semana, até mesmo ajudando-nos a economizar algum dinheiro.

Quero compartilhar algo que funcionou para mim, algo que surgiu quando resolvi prestar atenção aos cartazes no supermercado. O que foi que eu fiz?

Primeiro, numa folha de sulfite, montei um calendário de domingo a domingo com a data de cada dia, contemplando uma semana inteira e organizando para cada dia as 4 refeições principais: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Em menos de 20 minutos, consegui escrever um cardápio completo para cada dia, pensando nas necessidades da minha família e no que ocasionalmente gostamos de comer. Para evitar cozinhar todo o tempo, também organizei pratos para o almoço e jantar que podem durar mais de um dia ou que podem ser conservados no freezer.

Resultado: estou fazendo compras apenas uma vez por semana com uma lista na mão, e não preciso sair de casa para mais nada! Resolvemos a questão do que vamos comer; menos uma coisa para eu me preocupar.

Isso foi uma grande, ou melhor, foi uma ENORME ajuda para a nossa economia doméstica e também nos ajudou a economizar algum dinheiro. E quem não precisa economizar?

Convido você a montar seu menu e organizar sua compra semanal. Depois você nos conta como está lidando com isso!

Conheça o nosso conteúdo sobre quarentena e isolamento.

Como vamos passar por isso?

09/06/2020

Por: Núbia – Psicóloga em São Leopoldo, RS – Brasil.

Algo novo no ar… literalmente no ar. Uma atmosfera contaminada por um vírus com o poder de modificar o modo de ser, pensar, agir e interagir de todos nós. As reações são variadas; existem os furiosos contra tudo e todos, outros que levam a vida como se nada estivesse acontecendo, alguns se adaptando à nova situação… outros ansiosos, estressados… em pânico.

A pandemia trouxe mudanças radicais, principalmente na rotina das famílias; filhos em casa o dia todo, casais igualmente tendo que interagir em tempo integral, e então, como administrar esse caldeirão prestes a explodir?

De acordo com o site g1.com, “Xiam”, capital da província de “Shaanxi, registrou um número recorde de separações em função do confinamento; muitos casais não aguentaram a alteração da rotina e a aproximação forçada do casal.

Outro registro significativo foi o aumento do feminicídio. Segundo a “Folha de São Paulo” o número dobrou no Estado e chama a atenção, novamente, para a violência doméstica. A quarentena aumentou a tensão nas relações conjugais e familiares, o consumo de álcool, a perda da renda e os demais problemas sócio econômicos.

Devemos estar certos que muitos são os desafios nessa “pandemia”; lembremos que as emoções estão à flor da pele para todos. A incerteza que paira no ar altera a nossa percepção e o modo de ver a vida e o futuro.

E agora, qual a solução? Refletir sobre o que depende de mim é um bom começo. A empatia, ou seja, ter conhecimento de que o outro, possivelmente, sente o que estou sentindo, me faz entender o porquê das suas reações e, assim, amenizar o estrago que a “tensão” e o confronto provocariam.

Em tempos de “pesados fardos” é importante tentar se adaptar. A pergunta: “vale a pena brigar por isso, me ressentir por aquilo, me ofender por aquilo outro?” sempre ajuda em todas as ocasiões.

Como vamos passar por isso? Depende de nós, das nossas ações e reações. Pense nisso.

Uma máscara pode roubar nosso sorriso?

07/06/2020

Por: Christian Hoffmann
Capelão do Colégio San Pablo em Montevidéu – Uruguai.

A Pandemia do COVID-19 causou mudanças e criou hábitos aos quais não estávamos acostumados. Estar muito tempo em casa, ter aulas virtuais, maiores cuidados com higiene. No entanto, para a realidade Latinoamericana, algo que é muito diferente é a utilização de máscaras.

Antes, elas eram utilizadas somente por médicos ou dentistas. Recentemente, com a falta delas no mercado, muitos começaram a fazer suas próprias máscaras caseiras, e máscaras de pano, agora, são vendidas por toda a parte, com estampas variadas, logotipos de empresas e até com sorrisos gigantes.

Na Ásia, o costume de utilizar máscaras começou muito tempo antes da Pandemia. No Japão, no início do século 20, quando uma pandemia de gripe matou milhões de pessoas, utilizar máscaras virou um hábito. As pessoas também as utilizam para se proteger da fumaça da poluição, ou em grandes tragédias. Em lugares como Japão e Coreia, o bem-estar comum prevalece, e utilizar máscaras é mais do que evitar contagiar-se; é um cuidado para não contagiar os outros.

Também há os que assumem que a máscara facilita até por não precisarem se produzir tanto para simplesmente ir às compras num domingo. Nos países asiáticos, as máscaras são como os óculos de sol, pois dão um pouco de privacidade a quem as usa. Por isso são tão populares: utilizar máscaras e fones de ouvido é uma forma de isolar-se, e dessa forma os jovens não precisam ficar se comunicando com outras pessoas. É um isolamento social voluntário. Milhares de fãs das novelas coreanas e grupos de K-Pop – que já são uma febre entre os jovens, utilizam com orgulho as suas máscaras como um sinal de pertencimento.

Depois de tanta história e hábitos novos que precisamos assimilar, aparecem as perguntas: Já não podemos nos abraçar, e agora nem podemos mais sorrir? Como sabemos o que está por trás de uma máscara?

Bem, um sorriso não se faz só com a boca. Especialistas dizem que, quando sorrimos, movimentamos 12 músculos do rosto. Jó, um personagem da Bíblia que soube experimentar todo o tipo de sofrimento e deixou sua vida nas mãos de Deus, escreveu que: Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. (Jó 29.23-24).

Em tempos de máscaras, podemos sorrir de outra maneira: um olhar atento e otimista, movimentar todos os músculos do nosso rosto ao sorrir, gestos e ações acompanhados de boas palavras, tudo isso transmite um sorriso. Um sorriso que não se vê, mas que podemos sentir.

Venha sorrir e vivenciar com a gente!

Venha vivenciar com a gente!

05/06/2020

Por: Flavio Knopp, diretor de Vivenciar.net

Estamos inaugurando o Blog de Vivenciar.net. Mas, por que um blog, se já temos as páginas com os conteúdos? A Pandemia do Coronavírus está obrigando todo o mundo a se adaptar, a mudar práticas e formas de pensar. Estamos nos adequando a uma comunicação online e tentando torná-la um pouco mais pessoal. Antes, reclamávamos de que as crianças e os adolescentes só falavam por mensagens no celular. Agora somos nós que estamos aprendendo a extrair o máximo dessa forma de comunicação.

E o blog surgiu dessa necessidade. Uma adaptação para oferecermos conteúdos rápidos de acordo com a evolução da situação. Quando a Pandemia começou, lançamos uma página especial sobre a quarentena, porque as pessoas estavam aprendendo a lidar com esse isolamento. Agora, passadas algumas semanas, muita gente já sabe o que é o vírus, como ele se propaga, os cuidados necessários e como sobreviver dentro de casa, trancados, ou nas ruas, caso seja necessário deslocar-se.

Neste momento, vemos milhões de pessoas preocupadas não mais com o “ficar em casa”, mas com o emprego, o alimento de amanhã, a perda de entes queridos sem poder despedir-se deles. Então, já estamos em outra etapa. E outras virão. Por isso, a ideia do blog. Oferecer pequenos conteúdos rapidamente, atualizados e contextualizados, sempre relacionados com nossas páginas sobre os temas que continuam atuais e relevantes.

Fique com a gente. Acompanhe nossos textos, inscreva-se para receber as novidades e compartilhe os posts. Queremos estar em contato com você para ajudar cada vez mais pessoas a passarem pelos momentos difíceis que fazem parte da nossa vida.

Venha vivenciar com a gente!

Abraços e que Deus esteja com você em todos os dias da sua vida.